{"id":34765,"date":"2014-02-21T08:59:19","date_gmt":"2014-02-21T11:59:19","modified":"2021-11-15T21:29:07","modified_gmt":"2021-11-16T00:29:07","slug":"o-que-eu-vi-encontro-de-musicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/jael.eneas\/o-que-eu-vi-encontro-de-musicos\/","title":{"rendered":"O que eu vi no encontro de m\u00fasicos"},"content":{"rendered":"<p>Na hora da abertura, ainda havia gente chegando. Eu vi gente de grandes cidades, como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Bel\u00e9m, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, mas, vi m\u00fasicos de pequenas cidades como Xaxim, no oeste catarinense. Neste \u00faltimo grupo tinha gente mi\u00fada entre 14 a 20 anos, todos participantes da Orquestra Jovem Adventista de Xaxim (OJAX). Eles n\u00e3o tinham dinheiro. Por isso, fizeram campanha e organizaram um concerto de natal, a R$ 15 o ingresso. Isto tudo tinha um motivo: participar do 20\u00ba. Encontro de M\u00fasicos no Centro Universit\u00e1rio Adventista de S\u00e3o Paulo (UNASP), Campus Engenheiro Coelho, no interior paulista.<\/p>\n<p>Eu vi muita coisa. Nos corredores, tr\u00e2nsito atravancado de gente com instrumentos de todo tipo. Gente nervosa para conseguir o crach\u00e1, gente feliz por conhecer S\u00e3o Paulo e gente ansiosa por tocar pela 1\u00aa vez numa orquestra. Assim, para todo lado, o que se via eram m\u00fasicos, cantores, regentes, l\u00edderes de grupo de louvor, gente que ama o que faz e s\u00f3 quer fazer uma coisa: servir.<\/p>\n<p>Entre as coisas que vi, estava gente procurando gente para trocar coisas. Nada muito pretencioso: uma partitura rara, uma ideia que funciona, um contato, uma dica, tudo valia e tudo se transformava em moeda corrente. O grande lance era andar com um pen drive na bolsa. Se estivesse pendurado no pesco\u00e7o, tamb\u00e9m valia, pois, assim era mais f\u00e1cil espet\u00e1-lo num porta USB e levar para casa o novo, o inusitado, o sonho de ver a m\u00fasica da igreja mais viva e mais significativa para os tempos de hoje. Um evento deste porte tem um m\u00e9rito: trazer b\u00ean\u00e7\u00e3os, al\u00e9m de incentivar, motivar e formar uma gera\u00e7\u00e3o de adoradores.<\/p>\n<p>N\u00e3o consegui ver tudo, at\u00e9 porque para saber de tudo, a gente tem que sair perguntando. Foi assim que descobri a hist\u00f3ria de Sandro C\u00e9sar da Silva. Por tr\u00eas vezes, ele viajou 650 km de moto, de Caldas Novas, GO, ao UNASP, Eng. Coelho, s\u00f3 para participar das oficinas de musicoterapia. Gente como Franklin Morais tamb\u00e9m impressiona. Ele \u00e9 chefe de cozinha, mas, na Igreja Central de Po\u00e1, SP, atua como Diretor de M\u00fasica. \u201cVim aprender. Quero apoiar a cria\u00e7\u00e3o de uma orquestra em minha igreja\u201d, fala Franklin com entusiasmo.\u00a0 Correndo de um lado para o lado, vi Patrick Domiciano de Oliveira, de Vit\u00f3ria, ES. No \u201cEncontro de M\u00fasicos\u201d pela 1\u00aa vez, ele tem planos para sua Igreja no Jardim Cambori. \u201cDa pr\u00f3xima vez\u201d, diz ele, \u201cquero trazer todo o meu grupo de louvor de 17 pessoas\u201d, promete o jovem capixaba.<\/p>\n<p>Houve um momento de emo\u00e7\u00e3o. Ao tirar fotos de tr\u00eas adolescentes da OJAX, a orquestra do in\u00edcio do texto, eu n\u00e3o conseguia manusear o equipamento fotogr\u00e1fico. A hist\u00f3ria era forte. K\u00e1lita da Rosa, 17 anos, adventista. Ela convidou Emanuele Cavalheiro, 14 anos, para aprender violino e assistir a Escola Sabatina. Ao estudar a B\u00edblia, sua amiga decidiu-se pelo batismo, festa que aconteceu ano passado. E, agora, as duas violinistas convidaram Cleverson Nogueira, 14 anos. Ele entrou na orquestra em maio de 2013, mas, j\u00e1 toca o suficiente para participar do evento.\u00a0 Cleverson observava tudo, fez amizades e ouviu o serm\u00e3o do pastor Odailson Fonseca, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da Igreja Adventista no Estado de S\u00e3o Paulo. Antes do\u00a0<i>click<\/i>, Cleverson me disse: \u201cUm dia quero voltar aqui para ser aluno do UNASP\u201d. De repente, eu me dei conta de que estava presenciando um milagre, o milagre da gra\u00e7a!<\/p>\n<p>Um \u201cEncontro de M\u00fasicos\u201d pode fazer a diferen\u00e7a em sua igreja ou comunidade de f\u00e9. O evento pode ser chamado de v\u00e1rios nomes: congresso, semin\u00e1rio, oficina,\u00a0<i>\u201cmaster class\u201d<\/i>, enfim, os formatos s\u00e3o muitos, todavia, o resultado sempre ser\u00e1 o mesmo: envolvimento dos m\u00fasicos e crescimento da igreja. Capacitar l\u00edderes do minist\u00e9rio de m\u00fasica torna-se hoje na mais importante estrat\u00e9gia para a Miss\u00e3o da Igreja. Espalhe esta ideia!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na hora da abertura, ainda havia gente chegando. Eu vi gente de grandes cidades, como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Bel\u00e9m, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, mas, vi m\u00fasicos de pequenas cidades como Xaxim, no oeste catarinense. 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