{"id":34640,"date":"2014-02-18T10:45:36","date_gmt":"2014-02-18T13:45:36","modified":"2021-11-15T21:29:10","modified_gmt":"2021-11-16T00:29:10","slug":"semanas-tacloban-cidade-sobreviventes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/paulo.lopes\/semanas-tacloban-cidade-sobreviventes\/","title":{"rendered":"Duas Semanas em Tacloban - A Cidade de Sobreviventes"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de Tacloban? Se voc\u00ea como eu, assistiu \u00e0s not\u00edcias dos dias que se seguiram ao 8 de novembro do ano passado, com certeza sim. Onde fica Tacloban e o que aconteceu por l\u00e1?<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 220 mil habitantes, Tacloban \u00e9 a capital da prov\u00edncia de Leyte na regi\u00e3o leste de Visayas, nas Filipinas. Tacloban era uma cidade relativamente rica e tur\u00edstica at\u00e9 o fat\u00eddico dia 8 de novembro de 2013, quando foi arrasada pelo super tuf\u00e3o Rayian, conhecido como Yolanda pelos filipinos. O tuf\u00e3o Raiyan tem sido considerado por alguns como o maior e mais forte tuf\u00e3o de que se tem registro na hist\u00f3ria, e chegou a atingir ventos de at\u00e9 314 km\/hora.<\/p>\n<p>O tuf\u00e3o Raiyan se originou na Micron\u00e9sia e, ao se aproximar das Filipinas, j\u00e1 era considerado como um tuf\u00e3o de categoria 5, o que significa que uma destrui\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica estava para ocorrer. O tuf\u00e3o atingiu Tacloban cedo de manh\u00e3 da sexta-feira, dia 8 de novembro, e por volta das 10 horas da manh\u00e3, havia arrasado a cidade, deixando milhares de mortos e um rastro de destrui\u00e7\u00e3o impressionante. O resultado? 14,1 milh\u00f5es de pessoas afetadas em nove regi\u00f5es das Filipinas, 4,1 milh\u00f5es de desabrigados, 1,1 milh\u00f5es de casas destru\u00eddas\/danificadas, 6.201 mortos confirmados e 1.785 pessoas desaparecidas.<\/p>\n<p>Imediatamente, as imagens chocantes de morte e destrui\u00e7\u00e3o rodaram o mundo. Centenas de pa\u00edses e de organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias se mobilizaram para ajudar as Filipinas. A ONU lan\u00e7ou um apelo de mais de 700 milh\u00f5es de d\u00f3lares para ajudar as v\u00edtimas do tuf\u00e3o. Entre estas organiza\u00e7\u00f5es que se mobilizaram para ajudar, est\u00e1 a Ag\u00eancia Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, a ADRA.<\/p>\n<p>Eu fiquei impressionado com as imagens que chegavam de Tacloban nos dias que se seguiram ao tuf\u00e3o, mas nunca poderia imaginar que dois meses depois eu estaria andando pelas ruas desta cidade. Como membro de uma das equipes de resposta a desastres complexos da ADRA Internacional, fui convidado para ir at\u00e9 Tacloban para coordenar a equipe de resposta da ADRA por tr\u00eas semanas. Cheguei \u00e0 cidade no dia 7 de janeiro e fiquei por l\u00e1 at\u00e9 o dia 26 de janeiro. Fiquei impressionado com a destrui\u00e7\u00e3o que encontrei. Dois meses haviam se passado, mas pouca coisa havia mudado na cidade. N\u00e3o havia \u00e1gua corrente nem eletricidade e as pessoas tinham de esperar horas em longas filas nas poucas lojas existentes depois do tuf\u00e3o. Milhares de pessoas estavam vivendo em barracas ou em abrigos muito prec\u00e1rios. Eu mesmo tive de tomar banho de \u00e1gua fria e de canequinha durante as duas semanas que estive por l\u00e1. Algo muito insignificante quando comparado com o sofrimento, dor e perda de milhares de pessoas afetadas por este terr\u00edvel desastre.<\/p>\n<p>Tr\u00eas coisas me impressionaram nesta viagem: a primeira \u00e9 a for\u00e7a destrutiva da natureza e a necessidade de cuidarmos bem dela. Em segundo lugar, me impressionou a solidariedade de pessoas, governos e organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias que n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para ajudar os milh\u00f5es de desabrigados. E em terceiro lugar, me impressionou a capacidade de supera\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia do povo filipino. Aprendi que se pode sorrir mesmo em meio a destrui\u00e7\u00e3o, a dor e o sofrimento.<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas, Tacloban \u00e9 uma cidade de sobreviventes, e nas semanas que estive por l\u00e1, pude notar que eles j\u00e1 come\u00e7aram a reconstruir a cidade e junto com ela, as suas vidas.<\/p>\n<p>Abaixo segue links de fotos que tirei em Tacloban durante minha visita:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.lopes.758\/media_set?set=a.494000410719183.1073741835.100003276844538&amp;type=1\">https:\/\/www.facebook.com\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.lopes.758\/media_set?set=a.496185700500654.1073741836.100003276844538&amp;type=1\">https:\/\/www.facebook.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de Tacloban? Se voc\u00ea como eu, assistiu \u00e0s not\u00edcias dos dias que se seguiram ao 8 de novembro do ano passado, com certeza sim. Onde fica Tacloban e o que aconteceu por l\u00e1? 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