{"id":33018,"date":"2013-12-09T13:42:25","date_gmt":"2013-12-09T16:42:25","modified":"2025-01-23T12:34:35","modified_gmt":"2025-01-23T15:34:35","slug":"cangurus-mostram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/fabio.bergamo\/cangurus-mostram\/","title":{"rendered":"O que os cangurus nos mostram"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/12\/shutterstock_2561412583.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/12\/shutterstock_2561412583.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-402597\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/12\/shutterstock_2561412583.jpg 1000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/12\/shutterstock_2561412583-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Assim como a gera\u00e7\u00e3o canguru busca ref\u00fagio no lar, a nossa f\u00e9 tamb\u00e9m nos convida a voltar ao primeiro amor, buscando proximidade com Deus. (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es geradas pelos dados de grandes e importantes pesquisas s\u00e3o, na maioria dos casos, interessant\u00edssimas. Uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE \u2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios), mostrou que, no nosso pa\u00eds, a propor\u00e7\u00e3o de jovens adultos (25 a 34 anos) que moram com os pais est\u00e1 aumentando.<\/p>\n\n\n\n<p>A popular \u201cgera\u00e7\u00e3o canguru\u201d teve suas fileiras aumentadas de 20% para 24% (quase 1 a cada 5) do p\u00fablico descrito acima, nos \u00faltimos 10 anos. Isso significa que cada vez mais jovens adultos brasileiros est\u00e3o preferindo continuar morando com os pais, mesmo com maior escolaridade, empregos melhores e sal\u00e1rios maiores, dados confirmados pela pesquisa. Pesquisas em diversos pa\u00edses do mundo constatam este movimento como uma grande tend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados contrariam muito do que a minha gera\u00e7\u00e3o ouviu como o proceder do amadurecimento: comece logo a trabalhar,fa\u00e7a uma faculdade e caia fora de casa! Viva a vida, caia no mundo, tenha suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, fa\u00e7a tudo de forma intensa e livre de preconceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que a nova gera\u00e7\u00e3o, a mesma que \u00e9 hiperconectada e interativa (e para muitos \u201cespecialistas\u201d, alheia a aspectos como hierarquia e seguran\u00e7a) est\u00e1 notando que nem tudo \u00e9 aventura. As an\u00e1lises indicam que, por mais diferente que seja o motivo, a vontade de ficar perto do pai e da m\u00e3e \u00e9 feita de forma volunt\u00e1ria. Tenho visto um burburinho rolando nos bastidores e grupos de profissionais de marketing, que come\u00e7aram a discutir de forma mais veemente o comportamento psicogr\u00e1fico destes novos \u201ccangurus\u201d, que agora s\u00e3o, definitivamente, um nicho estabelecido, por\u00e9m ainda n\u00e3o totalmente entendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho interessante este movimento. Parece clamar, em clima de nostalgia, que somos seres motivados a estar juntos daqueles que amamos e que nos dispensaram tanto amor, por mais diferente que isso pare\u00e7a. J\u00e1 pensou na sua vontade de ficar perto dos seus queridos?<br>Esta \u201cs\u00edndrome\u201d de canguru n\u00e3o \u00e9, caros amigos, uma ida ao futuro. Para mim, \u00e9 uma volta ao passado, \u00e0s origens. A civiliza\u00e7\u00e3o moderna criou pessoas solit\u00e1rias e que desvalorizam as coisas simples da vida. Esta volta \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o programada, de valor da fam\u00edlia e de costumes pregados pela B\u00edblia e pelos crist\u00e3os ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O que nos faz ir um pouco mais longe no nosso pensamento. O quanto de \u201ccangurus\u201d temos com nosso Pai do C\u00e9u? Com nosso Lar? Com nossos costumes de quando pequenos, nos departamentos infantis e de jovens nas nossas igrejas de origem? Vejo muita gente nost\u00e1lgica quanto a este tema, o que indica um bom sinal. Mas a volta \u00e0s origens, ao primeiro amor, deve ser tend\u00eancia no nosso meio, assim como o \u00e9 na sociedade.<br>Lembro-me com carinho da letra do bel\u00edssimo hino \u201cSaudade\u201d (HASD 340), escrita pela gigante Fanny Jane Crosby: \u201cQual filho, do seu lar, saudoso, eu quero ir (...)\u201d. \u00c9 a representa\u00e7\u00e3o musical do DNA adventista. DNA que mostra que somos \u201ccangurus\u201d da mais pura esp\u00e9cie!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PARA LER, VER E OUVIR MAIS<\/strong><br><strong>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD)<\/strong>. S\u00edntese da pesquisa realizada em 2012 pelo IBGE. <a href=\"http:\/\/www.ibge.gov.br\/home\/estatistica\/populacao\/trabalhoerendimento\/pnad2012\/default.shtm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ibge.gov.br<\/a><br><strong>More Young Adults Are Living With Their Parents: Who Are They?<\/strong> \u2013 Paul Glick e Sung-Ling Lin. Pesquisa seminal, de 1986, que j\u00e1 mostrava a tend\u00eancia da \u201cGera\u00e7\u00e3o Canguru\u201d. <a href=\"http:\/\/www.jstor.org\/discover\/10.2307\/352233?uid=3737664&amp;uid=2&amp;uid=4&amp;sid=21103159646723\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.jstor.org<\/a><br><strong>Hino \u201cSaudade\u201d<\/strong> \u2013 Para voc\u00ea cantar! <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y-8A-Q6dGqA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y-8A-Q6dGqA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As informa\u00e7\u00f5es geradas pelos dados de grandes e importantes pesquisas s\u00e3o, na maioria dos casos, interessant\u00edssimas. 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