{"id":328690,"date":"2023-04-25T06:30:00","date_gmt":"2023-04-25T09:30:00","modified":"2023-04-25T15:32:29","modified_gmt":"2023-04-25T18:32:29","slug":"big-bang-e-o-atual-debate-fe-e-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/big-bang-e-o-atual-debate-fe-e-ciencia\/","title":{"rendered":"Big Bang e o atual debate f\u00e9 e ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-960x540.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-328703\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-960x540.jpeg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-480x270.jpeg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-240x135.jpeg 240w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-768x432.jpeg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo.jpeg 1000w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O que crist\u00e3os, que acreditam no relato b\u00edblico do G\u00eanesis, precisam entender em rela\u00e7\u00e3o ao Big Bang dentro da ideia da Teoria Geral da Relatividade e pesquisas sobre o tema? (Foto: Shuttestock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando a quest\u00e3o \u00e9 a origem de tudo, o interesse \u00e9 generalizado. Isso se deve porque a pergunta: \u201cde onde viemos?\u201d permeia a mente de todos, indistintamente. Contudo, algo interessante a se pensar \u00e9 que at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo passado a vis\u00e3o acad\u00eamica possu\u00eda um consenso de que o cosmo n\u00e3o teve uma origem, mas era eterno e imut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi somente com o desenvolvimento de t\u00e9cnicas especiais da astronomia e a formula\u00e7\u00e3o de uma das mais bem sucedidas teorias da f\u00edsica \u00e9 que foi desenvolvido um modelo para a origem e evolu\u00e7\u00e3o do universo. Devido \u00e0 relev\u00e2ncia dessa quest\u00e3o, a filosofia e a religi\u00e3o, especialmente o cristianismo, foram profundamente impactadas por essa mudan\u00e7a de paradigma. E, por isso, o presente artigo prop\u00f5e trazer alguns esclarecimentos e reflex\u00f5es sobre o Big Bang e sua rela\u00e7\u00e3o com a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/ciencia\/fisico-ve-indicios-de-planejamento-inteligente-no-universo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">F\u00edsico v\u00ea ind\u00edcios de planejamento inteligente no universo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u00adModelo explicado<\/h4>\n\n\n\n<p>A formula\u00e7\u00e3o do modelo do Big Bang ocorre por dois caminhos distintos que v\u00e3o convergir no futuro. O primeiro deles \u00e9 o t\u00e9cnico\/observacional. E que come\u00e7a com uma descoberta de Vestor Slipher (1875-1969), em 1912. Sua conclus\u00e3o foi a de que, analisando a luz emitida por um objeto luminoso do c\u00e9u, podemos descobrir se ele est\u00e1 se afastando ou se aproximando de n\u00f3s; e com qual velocidade, o que permitiria saber a velocidade radial das gal\u00e1xias, estruturas gravitacionais que re\u00fanem milh\u00f5es a trilh\u00f5es de estrelas, junto a g\u00e1s e poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano, Henrietta Leavitt (1868-1921) prop\u00f5e usar a medi\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o do brilho de estrelas especiais, chamadas cefeidas, para estimar sua luminosidade intr\u00ednseca. E, desta forma, ao comparar essa com a luminosidade observada, era poss\u00edvel medir a dist\u00e2ncia da estrela at\u00e9 n\u00f3s. Estava constru\u00eddo o caminho da t\u00e9cnica observacional necess\u00e1rio para expandir nossa explora\u00e7\u00e3o do cosmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista te\u00f3rico, no ano de 1916 Einstein (1879-1955) descobre uma lei f\u00edsica que descreve a gravidade como uma deforma\u00e7\u00e3o no tecido do espa\u00e7o-tempo, o espa\u00e7o de quatro dimens\u00f5es formado pelas tr\u00eas dimens\u00f5es do espa\u00e7o e uma do tempo, a Teoria da Relatividade Geral (TRG). Apesar de ser algo contraintuitivo, \u00e9 uma das teorias mais bem testadas j\u00e1 formuladas pelo homem. At\u00e9 o sistema do GPS dos celulares faz uso dessa teoria. E, nos \u00faltimos anos, dois pr\u00eamios Nobel foram dados para a confirma\u00e7\u00e3o de previs\u00f5es da TRG; um para a detec\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais e outro para a previs\u00e3o da exist\u00eancia dos buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia da Teoria da Relatividade Geral<\/h4>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia fundamental da TRG para o Big Bang \u00e9 que ela aplica os postulados da Teoria da Relatividade Especial, proposta em 1905, \u00e0 gravidade, se fundamentando em uma \u00fanica equa\u00e7\u00e3o em quatro dimens\u00f5es, chamada equa\u00e7\u00e3o de campo de Einstein. Foi por meio da aplica\u00e7\u00e3o da TRG e dos princ\u00edpios da termodin\u00e2mica ao Universo como um todo que o padre George Lema\u00edtre (1894-1966) prop\u00f4s, em 1927, que o universo poderia n\u00e3o ser imut\u00e1vel. Segundo ele, o universo pode estar em um processo de expans\u00e3o, sendo o ponto de partida uma condi\u00e7\u00e3o infinitamente densa de energia. Portanto, o universo n\u00e3o era eterno, mas houve um momento em que tudo come\u00e7ou, e o tudo aqui \u00e9 tudo mesmo, n\u00e3o s\u00f3 a mat\u00e9ria que o comp\u00f5e, mas o pr\u00f3prio tempo e o espa\u00e7o tiveram uma origem. Essa foi a proposta te\u00f3rica do modelo do Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui n\u00e3o havia na comunidade cient\u00edfica qualquer ind\u00edcio de que esse modelo fosse verdadeiro. Isso s\u00f3 ocorreu quando o famoso astr\u00f4nomo Edwin Hubble (1889-1953) mediu a velocidade e a posi\u00e7\u00e3o de 24 gal\u00e1xias em rela\u00e7\u00e3o a Terra, usando as t\u00e9cnicas do Slipher e da Leavitt; ent\u00e3o ficou comprovado que o nosso universo n\u00e3o era uma entidade est\u00e1tica, mas estava em expans\u00e3o. E tampouco era eterno, pois se volt\u00e1ssemos a expans\u00e3o para tr\u00e1s haveria um momento inicial. Tal medida foi a primeira comprova\u00e7\u00e3o observacional deste modelo para evolu\u00e7\u00e3o do cosmo. E \u00e9 importante ressaltar que os trabalhos de Lema\u00edtre n\u00e3o eram conhecidos por Hubble e, portanto, n\u00e3o o influenciaram em suas conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Li\u00e7\u00f5es sobre o Big Bang<\/h4>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, podemos obter algumas li\u00e7\u00f5es sobre o Big Bang. Em primeiro lugar, n\u00e3o foi um modelo criado por uma mente imaginativa, mas \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o da s\u00f3lida TRG, pois adv\u00e9m da solu\u00e7\u00e3o das equa\u00e7\u00f5es de Einstein. Em segundo lugar, o modelo foi confirmado a partir de observa\u00e7\u00f5es concretas, posteriormente reafirmadas por outras observa\u00e7\u00f5es mais precisas. Al\u00e9m disso, esse modelo n\u00e3o foi motivado por interesses ideol\u00f3gicos ou como justificativa para uma vis\u00e3o pr\u00e9-existente; pelo contr\u00e1rio, surgiu em conflito com a vis\u00e3o de mundo vigente no mundo cient\u00edfico de que o universo era eterno.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao aspecto religioso, um fato interessante \u00e9 que os primeiros opositores ao modelo do Big Bang eram ateus que n\u00e3o suportavam a ideia de um modelo cient\u00edfico que \u00adapontasse para a origem do Universo. E aqui o uso de \u201capontar\u201d \u00e9 justificado pelo fato dessa proposta n\u00e3o explicar como o universo se originou, mas indicar que houve um momento em que o tempo e o espa\u00e7o, junto com tudo o que neles h\u00e1, veio a existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Para seus cr\u00edticos, esse modelo possu\u00eda um claro vi\u00e9s religioso. O que n\u00e3o \u00e9 verdade, pois sua formula\u00e7\u00e3o estava fincada na matem\u00e1tica, na f\u00edsica e nas observa\u00e7\u00f5es. Tal desconfian\u00e7a, no entanto, foi superada ap\u00f3s diversas previs\u00f5es de modelos, que tinham o Big Bang como plano de fundo, serem confirmadas pelas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira observa\u00e7\u00e3o confirmando previs\u00f5es relativas ao Big Bang veio quando o eco energ\u00e9tico liberado ap\u00f3s o Big Bang, chamado de Radia\u00e7\u00e3o C\u00f3smica de Fundo (RCF), foi detectado por Arno Penzias e Robert Wilson em 1965. Essa mesma radia\u00e7\u00e3o, quando medida com melhores instrumentos, apresentou varia\u00e7\u00f5es da m\u00e9dia que eram necess\u00e1rias para explicar por que o Universo possui regi\u00f5es mais densas que outras, exatamente como esperado caso o modelo do Big Bang fosse correto.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra observa\u00e7\u00e3o que deu mais suporte a esse modelo foi a constata\u00e7\u00e3o de que a quantidade de h\u00e9lio medida no universo n\u00e3o poderia ser produzida apenas no n\u00facleo das estrelas, mas precisava ser formada nos momentos iniciais de expans\u00e3o. E mais recentemente, foi observado que existe uma dist\u00e2ncia na distribui\u00e7\u00e3o estat\u00edstica de mat\u00e9ria no espa\u00e7o em que a densidade \u00e9 maior que a m\u00e9dia o que \u00e9 explicado pelas oscila\u00e7\u00f5es de press\u00e3o ocorridas no plasma inicial. Em resumo, todas essas observa\u00e7\u00f5es demonstram que o modelo do Big Bang \u00e9 fruto de um s\u00f3lido desenvolvimento te\u00f3rico amparado por uma grande quantidade de dados observacionais.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Debate no meio crist\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Hoje em dia tem havido um forte debate no meio crist\u00e3o sobre esse modelo para a evolu\u00e7\u00e3o do cosmo. Curiosamente, as cr\u00edticas atuais prov\u00eam de crist\u00e3os, que a acusam de ser um modelo que exclui Deus, quando no in\u00edcio foi criticada por ser uma proposta que trazia um vi\u00e9s crist\u00e3o para a ci\u00eancia. Mas muito do que se tem falado pode ser fruto de equ\u00edvocos tanto sobre o Big Bang como sobre a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o do texto b\u00edblico.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo importante a ressaltar \u00e9 que o atual debate crist\u00e3o envolvendo o Big Bang parece desconsiderar alguns pontos essenciais. Primeiro, esse modelo n\u00e3o trata sobre a forma\u00e7\u00e3o de estruturas no universo, assim, se fotos recentes indicam gal\u00e1xias j\u00e1 formadas em um tempo em que n\u00e3o deveria haver, isso requer uma revis\u00e3o n\u00e3o do Big Bang, mas do modelo de forma\u00e7\u00e3o de estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que o modelo para origem do cosmo faz \u00e9 indicar que houve uma origem e n\u00e3o prop\u00f5e que a causa para origem seja algo puramente material e, portanto, sem a necessidade de Deus. Outro equ\u00edvoco muito comum \u00e9 o de tratar o modelo do Big Bang como algo compar\u00e1vel \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o. Tal vis\u00e3o \u00e9 rapidamente corrigida quando compreendemos que esse modelo \u00e9 fruto da aplica\u00e7\u00e3o direta de uma teoria extremamente bem testada e de observa\u00e7\u00f5es criteriosas de suas previs\u00f5es matem\u00e1ticas. Dessa forma, \u00e9 uma metodologia bem diferente daquela aplicada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 formula\u00e7\u00e3o da proposta de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista de uma poss\u00edvel contradi\u00e7\u00e3o com o G\u00eanesis, \u00e9 importante que antes de tudo tenhamos condi\u00e7\u00f5es de responder \u00e0 pergunta: Sobre o que o G\u00eanesis trata? Da cria\u00e7\u00e3o do Universo ou da cria\u00e7\u00e3o da Terra? O que os outros textos b\u00edblicos parecem indicar sobre o Universo ter ou n\u00e3o a mesma idade da Terra? Ap\u00f3s essas quest\u00f5es serem respondidas podemos ter condi\u00e7\u00f5es de avaliar o que um modelo robusto e que j\u00e1 suportou tantos testes tem ou n\u00e3o de contradi\u00e7\u00e3o com a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de disputa n\u00e3o \u00e9 uma novidade. J\u00e1 ocorreu quando Galileu Galilei (1564-1642) observou que outros corpos n\u00e3o giravam em torno a Terra, muitos crist\u00e3os criticaram essa declara\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, interpretavam que a B\u00edblia garantia que a Terra era o centro do universo em torno da qual todos deveriam girar. Mas, hoje, sabemos como o sistema solar funciona e sabemos que ocorria uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada dos textos b\u00edblicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que o processo inverso tamb\u00e9m pode acontecer, pois em alguns casos a B\u00edblia nos indicou um caminho diferente daquele proposto pela pesquisa acad\u00eamica da \u00e9poca. Ent\u00e3o, como resolver cada caso? \u00c9 preciso entender que o modelo do Big Bang, portanto, pelo menos da forma como foi concebido, n\u00e3o representa nenhum tipo de afronta \u00e0 explica\u00e7\u00e3o b\u00edblica da origem da vida neste mundo. O fiel que aceita a B\u00edblia como Palavra de Deus deve sempre buscar uma interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica coerente e considerar, tamb\u00e9m, as informa\u00e7\u00f5es que recebemos da realidade f\u00edsica, pois Deus \u00e9 o criador de ambas as fontes de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Rafael Christ Lopes<\/em><\/strong><em> <\/em>\u00e9 doutor em cosmologia e professor no Instituto Federal do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dodelson,\u00a0Scott.\u00a0Modern cosmology.\u00a0Londres,\u00a0Elsevier Science,\u00a02003.<\/p>\n\n\n\n<p>Heeren, Fred. Mostre-me Deus.\u00a0Brasil,\u00a0Clio Editora,\u00a02009.<\/p>\n\n\n\n<p>Singh,\u00a0Simon.\u00a0Big Bang.\u00a0Brasil:\u00a0RECORD,\u00a02010. \u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00f5es de um especialista e doutor em cosmologia sobre a rela\u00e7\u00e3o do modelo chamado Big Bang e aspectos b\u00edblicos.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":328703,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3884],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3216],"xtt-pa-departamentos":[272],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-328690","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-artigo","xtt-pa-editorias-ciencia","xtt-pa-departamentos-institucional","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":"Rafael Christ Lopes","embed_url":"","embed_length":""},"terms":{"editorial":"Ci\u00eancia","format":"Artigo"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-768x432.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-240x135.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-240x135.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/04\/relacao-espaco-tempo-480x270.jpeg"}}