{"id":307798,"date":"2022-06-29T05:30:00","date_gmt":"2022-06-29T08:30:00","modified":"2022-06-29T08:21:49","modified_gmt":"2022-06-29T11:21:49","slug":"gestao-de-riscos-e-a-comunicacao-eficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/felipe.lemos\/gestao-de-riscos-e-a-comunicacao-eficiente\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o de riscos e a comunica\u00e7\u00e3o eficiente"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-960x540.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-307803\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-960x540.jpeg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-480x270.jpeg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-240x135.jpeg 240w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption>O trabalho comunicacional estrat\u00e9gico de uma organiza\u00e7\u00e3o religiosa passa, necessariamente, pelos esfor\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a um monitoramento, identifica\u00e7\u00e3o e tratamento dos riscos e das vulnerabilidades. (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entender a rela\u00e7\u00e3o entre a comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e a gest\u00e3o de riscos nem sempre \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil. Ainda mais quando a vis\u00e3o sobre comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 estreita e se baseia apenas na ideia de produtos comunicacionais como v\u00eddeos, textos, imagens, etc. Mas tudo muda quando entendemos a comunica\u00e7\u00e3o de outra maneira. N\u00e3o apenas como opera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m como forma de uma organiza\u00e7\u00e3o ou uma pessoa se relacionar com tudo ao seu redor. Ent\u00e3o a gest\u00e3o de riscos passa a fazer sentido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/comunicacao\/por-que-um-comite-de-crises-e-importante-para-a-comunicacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por que um comit\u00ea de crises \u00e9 importante para a comunica\u00e7\u00e3o? <\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Prever e antecipar vulnerabilidades de uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel nos tempos atuais. O soci\u00f3logo alem\u00e3o Ulrich Beck, autor do livro <em>Sociedade do risco. Rumo a outra modernidade, <\/em>disse algo muito interessante. Em entrevista concedida ao portal do Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos), ele explica que sociedade de risco \u201csignifica que vivemos em um mundo fora de controle. N\u00e3o h\u00e1 nada certo al\u00e9m da incerteza.\u201d<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para falar mais de riscos, resolvi conversar com um especialista. \u00c9 Geraldo Falc\u00e3o. Com forma\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de finan\u00e7a, controladoria, compliance e gest\u00e3o de riscos, ele \u00e9 auditor, consultor, professor universit\u00e1rio e algu\u00e9m envolvido em grandes projetos internacionais nesta \u00e1rea. Acompanhe o papo com ele.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defina, de forma clara, o que \u00e9 gest\u00e3o de riscos<\/strong>.<\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o pol\u00edticas de um ciclo de gerenciamento completo das incertezas organizacionais (externas e internas). Essa gest\u00e3o ocorre desde sua origem, causa ou fonte de incid\u00eancia ou varia\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a extens\u00e3o de seus impactos (chegando \u00e0s emerg\u00eancias e crises).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>E a ideia de um plano de mitiga\u00e7\u00e3o? Como funciona?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O plano de mitiga\u00e7\u00e3o \u00e9 um tipo de plano de tratamento desses riscos. Um dos erros mais comuns \u00e9 confundir tratamento de riscos com tratamento de emerg\u00eancias e at\u00e9 de crises. O tratamento ou gest\u00e3o das crises e das emerg\u00eancias se d\u00e1 quando existe o agravamento dos impactos dos riscos, algo posterior \u00e0 incid\u00eancia dos riscos. \u00c9 uma forma mais comum, mais simples, superficial e com escopo de tratamento menor.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano de mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos \u00e9 algo que deve ir \u00e0s fontes, origens e causas dos riscos. E, portanto, o tratamento \u00e9 mais profundo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que \u00e9 essencial falar desse assunto atualmente, mais do que em outros tempos?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Temos um novo momento da era da governan\u00e7a, regulada por pa\u00edses integrantes da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico). Nesta nova realidade, os riscos e suas fontes s\u00e3o, tamb\u00e9m, de responsabilidade das organiza\u00e7\u00f5es e n\u00e3o podem ser transferidos. E nem podem deixar de ser tratados.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez estudadas as fontes e origem de riscos internos, e conhecidos os impactos dos riscos externos (chamados de externalidades), algo deve ser feito. E\u00a0isso n\u00e3o pode ser ignorado por organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, privadas e at\u00e9 religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os governos est\u00e3o colocando como contrapartida ao fornecimento de benef\u00edcios fiscais, incentivos, cr\u00e9ditos mais baratos e at\u00e9 relaxamento de aplica\u00e7\u00f5es de san\u00e7\u00f5es, a obrigatoriedade de as organiza\u00e7\u00f5es adotarem pol\u00edticas de gerenciamento de riscos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso, \u00e9 o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, que em recente decis\u00e3o de Colegiado em Bras\u00edlia, decidiu que ser\u00e1 julgado como escopo da an\u00e1lise de culpabilidade dos gestores p\u00fablicos o n\u00e3o tratamento dos riscos estudados e conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Organiza\u00e7\u00f5es religiosas, como as igrejas, precisam se preocupar mais com isso por conta do seu principal ativo que \u00e9 a confiabilidade, certo?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Sim. As organiza\u00e7\u00f5es religiosas, assim como privadas e p\u00fablicas, devem mapear todas as possibilidades de riscos externos e internos. Tudo o que possa macular ou destruir valores organizacionais como reputa\u00e7\u00e3o religiosa, seja em rela\u00e7\u00e3o a fraudes em geral, de natureza financeira, compromissos ambientais, sociais, de atividades privadas produtivas e at\u00e9 de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma grande oportunidade de corre\u00e7\u00e3o do comportamento humano por meio de ensinamentos b\u00edblicos, e, de aplica\u00e7\u00e3o aos modelos privados explorados, eventualmente pelas entidades religiosas. Por exemplo: escolas religiosas, empresas, f\u00e1bricas, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro de seu programa de gest\u00e3o de riscos, in\u00fameras vari\u00e1veis devem ser tratadas. S\u00e3o as contrapartidas sociais, ambientais, uso de recursos de doadores, administra\u00e7\u00e3o de seu pessoal, autoriza\u00e7\u00f5es de atividades produtivas, relacionamento com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, de controle, de agentes e membros executivos.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso vai at\u00e9 o grande desafio das organiza\u00e7\u00f5es religiosas, que eu entendo ser mais amplo e profundo. O fato de que, em organiza\u00e7\u00f5es privadas e p\u00fablicas, a natureza de sua atividade influencia at\u00e9 o comportamento de seus membros, que de certa forma atuam em nome das entidades religiosas, em torno da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e da aplica\u00e7\u00e3o na vida pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que voc\u00ea sugere como primeiro passo para organiza\u00e7\u00f5es que desejam trabalhar de uma forma mais profunda com a gest\u00e3o dos seus riscos?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O primeiro passo das organiza\u00e7\u00f5es, sejam elas privadas, p\u00fablicas e at\u00e9 religiosas, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea interno de profissionais, para diagn\u00f3stico e planejamento de seu sistema de gest\u00e3o de riscos que ser\u00e1 implantado.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo grande passo \u00e9 o aculturamento de todos os funcion\u00e1rios, em torno do que \u00e9, a abrang\u00eancia do programa e escopos de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse ponto, ocorre a condu\u00e7\u00e3o do projeto,&nbsp;com aux\u00edlio de assessorias independentes. Isso \u00e9 importante devido ao alto grau de risco de conflito de interesses que podem ocorrer com membros internos, decidindo pelo tratamento ou n\u00e3o pelos riscos, produzidos pelos pr\u00f3prios funcion\u00e1rios e agentes das organiza\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deve haver uma separa\u00e7\u00e3o ampla, dos comit\u00eas internos de controle, e, daqueles que o produziram ou geraram para evitar conflito de interesses, natural na conduta humana.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa interno de gerenciamento de riscos deve ser permanente. E leva, em m\u00e9dia, de 2 a 3 anos para ser totalmente implantado, dependendo do escopo de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> UNISINOS. Sociedade de risco. O medo, hoje. Entrevista especial com Ulrich Beck. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/616847-incertezas-fabricadas-entrevista-especial-com-entrevista-com-ulrich-beck\">https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/616847-incertezas-fabricadas-entrevista-especial-com-entrevista-com-ulrich-beck. <\/a>Acesso em: 23 jun. 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista fala como \u00e9 relevante gerenciar os riscos de uma organiza\u00e7\u00e3o, inclusive uma igreja. Olhar para os riscos \u00e9 prevenir. <\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":307806,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3636],"xtt-pa-departamentos":[3635],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-307798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-comunicacao","xtt-pa-departamentos-comunicacao","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":""},"terms":{"editorial":"Comunica\u00e7\u00e3o","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-1.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-1-768x512.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-1-240x135.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-1-240x135.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2022\/06\/gestaorisco-1-480x270.jpeg"}}