{"id":294267,"date":"2021-12-02T05:30:00","date_gmt":"2021-12-02T08:30:00","modified":"2021-12-06T11:04:41","modified_gmt":"2021-12-06T14:04:41","slug":"como-pioneiros-adventistas-combateram-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/como-pioneiros-adventistas-combateram-o-racismo\/","title":{"rendered":"Como pioneiros adventistas combateram o racismo?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-960x540.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-294270\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-960x540.jpeg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-480x270.jpeg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-240x135.jpeg 240w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption>Desafios existem e n\u00e3o s\u00e3o desconhecidos de religiosos adventistas. Mas o passado mostra um hist\u00f3rico de posicionamento contr\u00e1rio a qualquer pr\u00e1tica de discrimina\u00e7\u00e3o. (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1943, Lucy Byard, uma mulher negra norte-americana, entrou em um quadro severo de pneumonia. Adventista do s\u00e9timo dia, ela encontrou uma esperan\u00e7a de tratamento no Sanat\u00f3rio Adventista de Washington. A mulher, entretanto, n\u00e3o foi atendida. Aquele hospital denominacional tinha como p\u00fablico pessoas brancas. Dessa forma, ela precisava ser destinada ao Hospital dos Alforriados. Sem atendimento, o estado de sa\u00fade delicado agravou-se ainda mais. Lucy finalmente acabou morrendo. <a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/institucional\/organizacao\/declaracoes-e-documentos-oficiais\/uma-humanidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma humanidade<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A exclus\u00e3o social deixa um rastro de sangue na hist\u00f3ria das grandes denomina\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e a Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia n\u00e3o est\u00e1 imune a isso. Olhar, no entanto, apenas para os aspectos negativos \u00e9 um recorte perigoso da hist\u00f3ria. As contribui\u00e7\u00f5es do adventismo ao combate \u00e0 escravid\u00e3o e racismo est\u00e3o repletas de exemplos virtuosos desde os pioneiros adventistas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mileritas e pioneiros<\/h4>\n\n\n\n<p>Alguns dos respons\u00e1veis pelo movimento religioso arrebatador do s\u00e9culo XIX estiveram profundamente comprometidos com a causa abolicionista, impopular para muitos \u00e0 \u00e9poca. No mesmo sentido, o tamb\u00e9m historiador Richard W. Schwarz afirma que \"as convic\u00e7\u00f5es abolicionistas da maioria dos conferencistas mileritas os tornavam <em>personae non grata<\/em> [pessoas n\u00e3o bem vindas ou aceit\u00e1veis] no sul\u201d<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Joseph Bates (1792-1872), um dos fundadores da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia, enfrentou problemas durante muitas viagens devido \u00e0s suas vis\u00f5es abolicionistas. Em uma ocasi\u00e3o, foi interrogado por um juiz sob a acusa\u00e7\u00e3o de que ele \"tinha vindo para levar nossos escravos\". Em algumas dessas ocasi\u00f5es, foi impedido de pregar em cidades,. Bates tamb\u00e9m fundou uma sociedade antiescravagista em Rochester, onde nasceu. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa falta de receptividade por parte dos sulistas, que eram majoritariamente escravagistas, fica compreens\u00edvel quando lidas as palavras de Joshua V. Himes, que n\u00e3o somente participou na funda\u00e7\u00e3o da Sociedade Antiescravista de Massachusetts, como tamb\u00e9m teve import\u00e2ncia para a Sociedade Antiescravista da Nova Inglaterra. Sua esposa era uma das diretoras da Sociedade Feminina Antiescravista de&nbsp; Boston. Himes tamb\u00e9m defendeu que donos de escravos e defensores dessa pr\u00e1tica n\u00e3o deveriam ser aceitos como adventistas mileritas, uma vez que eles \u201ccorromperiam a organiza\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro presidente da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia, John Byington (1798-1887), tamb\u00e9m foi um abolicionista ativo. Acompanhado de seu irm\u00e3o Anson e outros membros da fam\u00edlia, integrou a American Anti-Slavery Society. A fam\u00edlia Byington tamb\u00e9m dava suporte para a Underground Railroad, uma complexa rede de rotas e esconderijo secreta que supria as necessidades de escravos em busca da liberdade. John fez parte do Liberty Party, organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que defendia o abolicionismo e a separa\u00e7\u00e3o entre estado e igreja. Os Byington tamb\u00e9m eram envolvidos com publica\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 escravid\u00e3o e participaram diversas outras organiza\u00e7\u00f5es que defendiam esses valores.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ellen White<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Ellen G. White tamb\u00e9m foi comprometida com a causa da liberdade dos negros. Ciente de que o envolvimento com a causa poderia prejudicar o avan\u00e7o da prega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixou de dar declara\u00e7\u00f5es contundentes: \"Sei que o que vou falar agora me trar\u00e1 conflitos. Quisera n\u00e3o t\u00ea-los, pois j\u00e1 bastam os conflitos que parecem perdurar nos \u00faltimos anos; mas n\u00e3o \u00e9 minha inten\u00e7\u00e3o viver como uma covarde nem morrer como uma covarde, deixando minha obra por fazer. \u00c9 meu dever seguir os passos do Mestre. [...] O Deus do branco \u00e9 o Deus do negro, e o Senhor afirma que Seu amor para com os mais pequeninos de Seus filhos supera o amor de uma m\u00e3e pelo seu filho querido. [...] Ele ama a todos, e n\u00e3o faz diferen\u00e7a alguma entre brancos e negros, a n\u00e3o ser no que diz respeito \u00e0 piedade terna e especial que tem por aqueles que s\u00e3o chamados a suportar um fardo mais pesado que outros. [...]<\/p>\n\n\n\n<p>O nome do negro est\u00e1 escrito no livro da vida ao lado do nome do branco. Todos s\u00e3o um em Cristo. Nem nascimento, nem posi\u00e7\u00e3o, nacionalidade nem cor podem elevar ou degradar as pessoas\u201d<a href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cristianismo e racismo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Dados como esse mostram a necessidade de reflex\u00e3o. Ativistas negros afirmam que o cristianismo foi uma ferramenta de legitima\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. A participa\u00e7\u00e3o ativa da f\u00e9 na manuten\u00e7\u00e3o do sistema escravocrata \u00e9, de fato, ineg\u00e1vel. Apesar disso, o papel da f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 fundamental para compreender o combate ao racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Joaquim Nabuco (1849-1910), pol\u00edtico brasileiro important\u00edssimo no combate a escravid\u00e3o no Brasil, reconhece que \u201cem outros pa\u00edses a propaganda da emancipa\u00e7\u00e3o foi um movimento religioso, pregado do p\u00falpito, sustentado com fervor pelas diferentes igrejas e comunh\u00f5es religiosas. Entre n\u00f3s, o movimento abolicionista nada deve, infelizmente, \u00e0 Igreja do Estado; pelo contr\u00e1rio, a posse de homens e mulheres pelos conventos e por todo o clero secular desmoralizou inteiramente o sentimento religiosos de senhores e escravos\u201d<a href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras de Nabuco ecoam as contribui\u00e7\u00f5es de religiosos ingleses, como John Wesley (1703-1791), um dos grandes nomes da hist\u00f3ria do protestantismo, que foi fundamental no combate \u00e0 escravid\u00e3o.<a href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Nabuco teve not\u00e1vel sensibilidade em compreender que a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 cheia de ambival\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es. Quando o assunto \u00e9 racismo, crist\u00e3os est\u00e3o entre os principais vil\u00f5es, bem como her\u00f3is. A f\u00e9 crist\u00e3 foi manipulada para servir a uma defesa da escravid\u00e3o. Ao mesmo tempo,&nbsp; a mesma foi fundamental para o combate ao racismo como um todo. Entre os adventistas, isso n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem notou George R. Knight, um dos principais historiadores da denomina\u00e7\u00e3o, \u201co preconceito racial (bem como outros pecados) n\u00e3o \u00e9 totalmente erradicado da maioria dos crist\u00e3os quando esses se convertem. Nem s\u00e3o as tens\u00f5es raciais enraizadas numa cultura f\u00e1ceis de serem superadas pelas igrejas que vivem naquele ambiente social. Sendo assim \u00e9 lament\u00e1vel, mas n\u00e3o surpreendente, que os adventistas tenham tido sua parcela de v\u00edtimas de quest\u00f5es raciais\u201d<a href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>As ambival\u00eancias da hist\u00f3ria adventista e quest\u00f5es raciais revelam exemplos preciosos de como agir. As tens\u00f5es raciais ainda existem. O acirramento revela novos problemas e uma boa abordagem pode ser encontrada nas palavras equilibradas de Ellen G. White. Apesar de temerosa com as consequ\u00eancias de assumir posturas de defesa da igualdade racial, ela escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p>\"Estou muito preocupada com a obra entre as pessoas negras. O evangelho precisa ser pregado a essas pessoas, que em geral vivem em situa\u00e7\u00e3o de desvantagem. Entretanto, devemos revelar grande precau\u00e7\u00e3o nos esfor\u00e7os para erguer essas pessoas. Entre os brancos, em muitos lugares, existe forte preconceito contra os negros. Dever\u00edamos ignorar tal preconceito, por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Se ag\u00edssemos como se esse antagonismo n\u00e3o existisse, ser\u00edamos incapazes de apresentar a luz aos brancos. Temos de enfrentar a situa\u00e7\u00e3o tal qual ela se apresenta, lidando com ela s\u00e1bia e inteligentemente\"<a href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Li\u00e7\u00f5es importantes<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Das palavras de White citadas acima, al\u00e9m dos demais dados trazidos, acredito que \u00e9 poss\u00edvel trazer algumas li\u00e7\u00f5es preciosas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos negar o fato de que desigualdades sociais graves acontecem ainda hoje e t\u00eam como causa prevalente a etnia, que White chama de \u201csitua\u00e7\u00e3o de desvantagem\u201d. O preconceito, uma consequ\u00eancia \u00f3bvia do pecado, em suas mais variadas formas, pode atrapalhar a miss\u00e3o, excluindo muitos do acesso \u00e0 mensagem. Ignorar o preconceito n\u00e3o far\u00e1 com que ele suma. Ao inv\u00e9s disso, devemos trazer uma abordagem crist\u00e3 para a an\u00e1lise desse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>O tom beligerante, comum ao debate p\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 prop\u00edcio ao contexto crist\u00e3o. Sem incorporar as ideologias da nossa era, devemos desenvolver como sabedoria e equil\u00edbrio um pensamento crist\u00e3o acerca desse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>A teologia e as igrejas crist\u00e3s emprestaram autoridade teol\u00f3gica para ideias de supremacia racial, que tamb\u00e9m tinham respaldo em teorias pseudocient\u00edficas. O envolvimento de institui\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos crist\u00e3os com a escravid\u00e3o, seu sil\u00eancio, omiss\u00e3o e at\u00e9 promo\u00e7\u00e3o da desigualdade racial devem ser sempre contrastados com os exemplos igualmente abundantes de combate a esse mal. N\u00e3o se pode esquecer muitos males causados por crist\u00e3os foram corrigidos por outros da mesma f\u00e9. Compreender os impactos do papel da teologia, boa ou m\u00e1, no nosso mundo nos protege de promover o mal. E, ao mesmo tempo, entender como a nossa hist\u00f3ria traz bons exemplos de como agir frente aos problemas da nossa era.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><strong><em>Davi Boechat<\/em><\/strong> \u00e9 jornalista e estudante de direito. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> KNIGHT, George R. Breve Hist\u00f3ria dos Adventistas do S\u00e9timo Dia, p. 138. Casa Publicadora Brasileira, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> SCHWARZ, Richard W. GREENLEAF, Floyd. Portadores de Luz, p. 52. Unaspress, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Ibidem, p. 124.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> KNIGHT, George. Adventismo, p. 179. Casa Publicadora Brasileira, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Ellen G. White citada por DOUGLASS, Hebert E. Profecias Surpreendentes, p. 43. Casa Publicadora Brasileira,&nbsp; 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Nabuco, Joaquim. Abolicionismo, p. 43. Edi\u00e7\u00f5es C\u00e2mara. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Renders, Helmut. John Wesley e a luta abolicionista, p. 39. ASTE, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Knight, George. Uma Igreja Mundial: Breve Hist\u00f3ria dos Adventistas do S\u00e9timo Dia, p. 136 e 137. Casa Publicadora Brasileira, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> White, Ellen G. Testemunhos para a Igreja, p. 178. Ellen G. White Estate, 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria mostra que religiosos tiveram um papel importante para fortalecer o conceito do racismo como pr\u00e1tica contr\u00e1ria \u00e0 B\u00edblia. <\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":294270,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[272],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-294267","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-biblia","xtt-pa-departamentos-institucional","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":"Davi Boechat"},"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-768x509.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-240x135.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-240x135.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/12\/racismo-esta-em-desarmonia-com-principios-biblicos-480x270.jpeg"}}