{"id":28806,"date":"2013-09-18T10:02:21","date_gmt":"2013-09-18T13:02:21","modified":"2013-09-18T10:02:21","modified_gmt":"2013-09-18T13:02:21","slug":"hospital-adventista-alemao-abre-centro-tratar-vitimas-mutilacao-genital-feminina-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/hospital-adventista-alemao-abre-centro-tratar-vitimas-mutilacao-genital-feminina-2\/","title":{"rendered":"Hospital adventista alem\u00e3o abre centro para tratar v\u00edtimas da Mutila\u00e7\u00e3o Genital Feminina"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/aws-noticias-pt.s3.amazonaws.com\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-28795 alignleft\" alt=\"Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina\" src=\"http:\/\/aws-noticias-pt.s3.amazonaws.com\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Berlim, Alemanha\u2026 [ASN] Um hospital adventista do s\u00e9timo dia em Berlim, capital alem\u00e3, abriu na semana passada um novo centro para ajudar v\u00edtimas de Mutila\u00e7\u00e3o Genital Feminina (MGF), um ritual cultural que ocorre em algumas partes da \u00c1frica e da \u00c1sia.<\/p>\n<p>O Hospital de Berlim, chamado de Krankenhaus Waldfriede, abriu o Desert Flower Center (Centro Flor do Deserto) em coopera\u00e7\u00e3o com a Desert Flower Foundation (Funda\u00e7\u00e3o Flor do Deserto) de Viena, \u00c1ustria, que foi estabelecida em 2002 pela modelo somaliana Waris Dirie.<\/p>\n<p>Dirie, que foi v\u00edtima de MGF aos cinco anos de idade, \u00e9 uma ativista internacional e lan\u00e7ou as bases para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o ritual. Seu livro Flor do Deserto, de 1997, foi transformado num filme em 2009. Na cerim\u00f4nia de abertura, na quinta-feira, 12, 300 participantes assistiram a uma parte do filme que retrata Dirie sendo mutilada.<\/p>\n<p>\u201cQuantas menininhas s\u00e3o v\u00edtimas de tal sofrimento\u201d, Dirie disse na cerim\u00f4nia. \u201cMesmo com todas essas l\u00e1grimas, eu estou realmente feliz em me sentar aqui. Quando vejo esta placa \u2018Centro Flor do Deserto\u2019, eu realmente acredito na verdade.\u201d Dirie fugiu de sua casa na Som\u00e1lia quando era adolescente, sobrevivendo a uma caminhada de v\u00e1rios dias pelo deserto sem comida nem \u00e1gua.<\/p>\n<p><b>Auxilio ao pr\u00f3ximo<\/b><\/p>\n<p>Ela finalmente voltou para Londres, onde trabalhou no McDonalds e aprendeu ingl\u00eas em aulas noturnas. Dirie se tornou uma supermodelo e foi a primeira modelo negra de Oil of Olay (linha de tratamento da pele). No entanto, desistiu de sua carreira de modelo em 1996 e, desde ent\u00e3o, escreveu cinco livros. A mutila\u00e7\u00e3o genital feminina \u00e9 praticada em aproximadamente 30 pa\u00edses da \u00c1frica e da \u00c1sia. As meninas s\u00e3o submetidas \u00e0 remo\u00e7\u00e3o ou corte de seus \u00f3rg\u00e3os sexuais como uma tradi\u00e7\u00e3o cultural de passagem da inf\u00e2ncia para a idade adulta.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, a MGF \u00e9 vista como um s\u00edmbolo de status, e alguns profissionais dizem que ela controla a sexualidade e promove a castidade. Seus efeitos geralmente incluem infec\u00e7\u00e3o, dor cr\u00f4nica e infertilidade. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) proibiu a pr\u00e1tica no ano passado. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) estima que 150 milh\u00f5es de mulheres sejam v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Dirie, de 48 anos, disse que sua funda\u00e7\u00e3o est\u00e1 planejando estabelecer outros Centros Flor do Deserto em todo o mundo, especialmente na \u00c1frica. Outro palestrante do evento foi o doutor Pierre Fold\u00e9s, medico franc\u00eas que foi parceiro do doutor Jean-Antoine Robein na inven\u00e7\u00e3o de uma t\u00e9cnica cir\u00fargica para reparar danos causados pela MGF. At\u00e9 a data, ele operou 4 mil mulheres.<\/p>\n<p>Outras v\u00edtimas de MGF participaram da cerim\u00f4nia, incluindo as duas mulheres que ser\u00e3o em breve as primeiras pacientes do centro. Os funcion\u00e1rios do hospital disseram que o centro provavelmente deve servir de 50 a 100 mulheres por ano.<\/p>\n<p>A ginecologista Gabriele Halder disse que \u00e9 necess\u00e1rio ter mais consci\u00eancia sobre a MGF, mesmo nos pa\u00edses onde ela n\u00e3o \u00e9 praticada. As mulheres dessa cultura ainda s\u00e3o tratadas com tradi\u00e7\u00f5es de sua terra natal, enquanto vivem em pa\u00edses ocidentais. \u201cAs mulheres, ap\u00f3s a morte de seus maridos, geralmente s\u00e3o mutiladas novamente para que possam se casar de novo\u201d, disse Halder. \u201cIsso precisa ter um fim aqui na Europa tamb\u00e9m.\u201d [Equipe ANN, Corrado Cozzi]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, Alemanha\u2026 [ASN] Um hospital adventista do s\u00e9timo dia em Berlim, capital alem\u00e3, abriu na semana passada um novo centro para ajudar v\u00edtimas de Mutila\u00e7\u00e3o Genital Feminina (MGF), um ritual cultural que ocorre em algumas partes da \u00c1frica e da \u00c1sia. O Hospital de Berlim, chamado de Krankenhaus Waldfriede, abriu o Desert Flower Center (Centro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":31,"featured_media":28795,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3636],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[176],"xtt-pa-owner":[1662],"class_list":["post-28806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-comunicacao","xtt-pa-sedes-arj","xtt-pa-owner-associacao-rio-de-janeiro"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Comunica\u00e7\u00e3o","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2013\/09\/Hospital-adventista-alemao-abre-centro-para-tratar-vitimas-da-Mutilacao-Genital-Feminina-290x220.jpg"}}