{"id":287028,"date":"2021-09-07T05:30:14","date_gmt":"2021-09-07T08:30:14","modified":"2021-11-15T20:14:48","modified_gmt":"2021-11-15T23:14:48","slug":"daniel-5-a-queda-da-babilonia-e-o-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/leonardonunes\/daniel-5-a-queda-da-babilonia-e-o-fim\/","title":{"rendered":"Daniel 5, a queda da Babil\u00f4nia e o fim"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_287029\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-287029\" class=\"size-full wp-image-287029\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar.jpeg\" alt=\"\" width=\"1190\" height=\"947\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar.jpeg 1190w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-768x611.jpeg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-730x581.jpeg 730w\" sizes=\"(max-width: 1190px) 100vw, 1190px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-287029\" class=\"wp-caption-text\">Famosa pintura de Rembrandt ilustrando o epis\u00f3dio descrito no cap\u00edtulo 5 de Daniel. (Foto: https:\/\/thewritelife.tech\/2017\/12\/22\/daniel-5-writing-wall-gods-message-king-belshazzar\/).<\/p><\/div>\n<p>Em Daniel, \u201cas perspectivas humanas e celestiais se encontram no contexto da hist\u00f3ria\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. As vis\u00f5es, estrutura, narrativas, teologia e abrang\u00eancia prof\u00e9tica nele descritas o diferenciam dos outros livros do Antigo Testamento. O leitor \u00e9 atra\u00eddo por cen\u00e1rios intrigantes, como a destrui\u00e7\u00e3o de uma est\u00e1tua gigante por uma pedra, o aparecimento de animais h\u00edbridos que lutam entre si, ou ainda, uma batalha entre seres angelicais.<\/p>\n<p>Sua estrutura est\u00e1 dividida em duas partes: a primeira, hist\u00f3rica (Daniel 1-6) e a segunda, prof\u00e9tica (Daniel 7-12). No entanto, o livro \u00e9 uma unidade liter\u00e1ria. As diferentes se\u00e7\u00f5es se comunicam entre si. A maneira como Deus lida com Babil\u00f4nia ilustra como Deus julgar\u00e1 as na\u00e7\u00f5es. Assim, a ascens\u00e3o e queda das na\u00e7\u00f5es apresentadas na parte prof\u00e9tica do livro devem ser compreendidas com base nos princ\u00edpios descritos na se\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Este artigo pretende discutir sobre a revela\u00e7\u00e3o de Deus \u00e0 Belsazar, a queda da Babil\u00f4nia e suas implica\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio prof\u00e9tico.<\/p>\n<h4><strong>O contexto\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>O profeta Daniel introduz o cap\u00edtulo 5 e descreve uma grande festa que o rei fez aos seus s\u00faditos. E como ele usa os utens\u00edlios sagrados do templo de Jerusal\u00e9m, trazidos por Nabucodonosor, para beber vinho e louvar aos \u201cdeuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra\u201d (Daniel 5:1-4). \u00c9 interessante notar que os elementos met\u00e1licos que aparecem em Daniel 5:4 s\u00e3o os mesmos que comp\u00f5em a est\u00e1tua polimet\u00e1lica descrita em Daniel 2. Nesta ocasi\u00e3o, o rei da Belsazar diviniza estes metais e celebra a vit\u00f3ria dos deuses babil\u00f4nicos sobre o Deus de Israel.<\/p>\n<p>Daniel 5:5-6 descreve, contudo, o aparecimento misterioso de uma m\u00e3o que escreve algo na parede e que espanta o rei e seus convidados. A rea\u00e7\u00e3o de Belsazar e sua pressa para trazer os int\u00e9rpretes sugere que ele viu neste sinal um mau press\u00e1gio. De fato, na B\u00edblia, quando a m\u00e3o de Deus escreve, o faz em um contexto de ju\u00edzo (Daniel 7:10; \u00caxodo 31:18; 34:1; Apocalipse 3:5; 21:27; Deuteron\u00f4mio 10:5).<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o fracasso dos int\u00e9rpretes em traduzir o que estava escrito, Daniel \u00e9 convidado a se apresentar diante do rei para lhe dar a interpreta\u00e7\u00e3o. Mesmo n\u00e3o tendo mais a juventude de seus anos iniciais na Babil\u00f4nia, as Escrituras Sagradas testificam que ele era um homem que tinha \u201co esp\u00edrito dos deuses santos\u201d e se achava nele \u201cluz, e intelig\u00eancia, e sabedoria como a sabedoria dos deuses\u201d (vv. 11).<\/p>\n<h4><strong>Belsazar consulta Beltessazar\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Como demostrado no esbo\u00e7o abaixo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, a estrutura deste cap\u00edtulo est\u00e1 organizada em um quiasmo<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, cujo cl\u00edmax \u00e9 o encontro entre Daniel e Belsazar.<\/p>\n<p>A A gl\u00f3ria do rei (vv. 1-4)<\/p>\n<p>B O mist\u00e9rio da escrita (vv. 5-9)<\/p>\n<p>C O serm\u00e3o da rainha (vv. 10-12)<\/p>\n<p>D Belsazar consulta Beltessazar (vv. 13-16)<\/p>\n<p>C\u2019O serm\u00e3o do profeta (vv. 17-24)<\/p>\n<p>B\u2019 O mist\u00e9rio decifrado (vv. 25-28)<\/p>\n<p>A\u2019 A queda do rei (vv. 29-31)<\/p>\n<p>Neste encontro, o rei babil\u00f4nico promete a Daniel presentes e o terceiro lugar em seu reino, caso fosse revelado o mist\u00e9rio (vv. 16). Tais presentes s\u00e3o rejeitados por Daniel que, nos versos 17 a 24, introduz seu discurso a respeito de como o rei havia se levantado contra o \u201cSenhor do c\u00e9u\u201d (vv. 23).<\/p>\n<p>O profeta lembra, por sete vezes neste cap\u00edtulo, que Belsazar conhecia a experi\u00eancia de humilha\u00e7\u00e3o de Nabucodonosor (vv. 2, 11, 13, 18 e 22). Todavia, ele decidiu se levantar contra o Deus, em cuja m\u00e3os estava a sua vida (vv. 23).\u00a0 O rei permitiu <a href=\"http:\/\/ellenwhite.cpb.com.br\/livro\/index\/3\/523\/1\/1\/Belsazar#523\">que \u201co amor dos prazeres e a glorifica\u00e7\u00e3o do eu obliterassem as li\u00e7\u00f5es que jamais devia ter esquecido<\/a>\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<h4><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o da escrita na parede e suas implica\u00e7\u00f5es\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Ap\u00f3s o seu discurso, o profeta passa a fazer uma exposi\u00e7\u00e3o acerca do escrito enigm\u00e1tico e seu significado. Para Belsazar, a dificuldade n\u00e3o estava na defini\u00e7\u00e3o das palavras, mas em compreender o significado delas para si, pois os termos tinham um significado conhecido para os falantes da l\u00edngua hebraica e aramaica <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Por isso, Daniel esclarece dizendo: \u201cesta \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o daquilo: Mene: contou Deus o teu reino e deu cabo dele.\u00a0Tequel: pesado foste na balan\u00e7a e achado em falta.\u00a0Peres: dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas\u201d (Daniel 5:26-28).<\/p>\n<p>Os tr\u00eas substantivos escritos na parede poderiam ser compreendidos como medidas de peso: uma mina, um shekel e a metade de uma mina<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. A palavra <em>mene<\/em> \u00e9 usada primariamente na B\u00edblia para mensurar prata e ouro<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Al\u00e9m disso, o termo\u00a0<em>mene<\/em> deriva de uma raiz traduzida como \u2018numerar, contar\u2019 e descreve o deus babil\u00f4nico do destino em Isa\u00edas 65:11, 12. Em outras palavras, o Deus de Israel determinaria o destino da na\u00e7\u00e3o babil\u00f4nica e o n\u00famero de seus dias estava completo.<\/p>\n<p>O termo <em>tekel<\/em> vem de uma raiz traduzida como \u201cpesar\u201d. Ser pesado no contexto b\u00edblico e do antigo Oriente M\u00e9dio estava relacionado com o julgamento de Deus<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. A leveza do shekel (10 gramas) representava um reino achado em falta diante do Deus que pesa todas as a\u00e7\u00f5es (1 Samuel 2:3; Salmo 62:9). Finalmente, a palavra <em>peres<\/em> envolve um verbo traduzido como \u201cdividir\u201d.\u00a0 Na B\u00edblia esta palavra sempre aparece em um contexto de viol\u00eancia (Deuteron\u00f4mio 14:2; Miqueias 3:3) e sua forma plural, encontrada em Daniel 5:25, indica a pluralidade de predadores que atacaria aquela na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conte\u00fado revelado, portanto, descreve o destino da Babil\u00f4nia. Naquele mesmo dia, em 539 a.C, Ciro e seu ex\u00e9rcito invadiram e conquistaram a cidade, o que marcou a queda da Babil\u00f4nia e a ascens\u00e3o do imp\u00e9rio Medo-Persa<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Tendo, deste modo, iniciado o cumprimento hist\u00f3rico da sucess\u00e3o de reinos profetizados em Daniel 2:31-45.<\/p>\n<h4>Significado de Babil\u00f4nia<\/h4>\n<p>Algo tamb\u00e9m digno de nota \u00e9 que Babil\u00f4nia, nas Escrituras Sagradas, n\u00e3o representa somente uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica. O termo grego <em>Babyl\u1e53n<\/em> \u00e9 usado apenas 12 vezes no Novo Testamento. Sua maior incid\u00eancia est\u00e1 no livro do Apocalipse (Apocalipse 14:8; 16:19; 17:5; 18:2,10 e 21). Nele, tem-se a Babil\u00f4nia como um s\u00edmbolo dos poderes das trevas que perseguem o povo de Deus no tempo do fim.<\/p>\n<p>Em Apocalipse 14:8, \u00e9 predita a queda da Babil\u00f4nia espiritual, assim como nos tempos do reinado de Belsazar. Ao descrever as sete \u00faltimas pragas Jo\u00e3o declara que Deus se lembrar\u00e1 da Babil\u00f4nia e lhe dar\u00e1 o \u201cvinho do furor da sua ira\u201d (Apocalipse 16:19). \u00a0Embora Apocalipse 17 descreva a grande hostilidade destes poderes a ponto de se embriagarem com \u201co sangue das testemunhas de Jesus (Apocalipse 17: 5-6), chegar\u00e1 a hora de seu ju\u00edzo e Babil\u00f4nia cair\u00e1 (Apocalipse 18).<\/p>\n<p>O conte\u00fado de Daniel 5 traz uma reflex\u00e3o a respeito da transitoriedade dos reinos terrestres, o ju\u00edzo de Deus e aponta para a queda antit\u00edpica da Babil\u00f4nia do tempo do fim. Assim como Ciro conquistou Babil\u00f4nia com seu ex\u00e9rcito, Jesus dar\u00e1 fim \u00e0 Babil\u00f4nia espiritual e estabelecer\u00e1 o seu reino eterno, por ocasi\u00e3o de sua vinda. Por isso, \u201cficai tamb\u00e9m v\u00f3s apercebidos; porque, \u00e0 hora em que n\u00e3o cuidais, o Filho do Homem vir\u00e1\u201d (Mateus 24:44).<\/p>\n<p><em><strong>Este artigo foi escrito em parceria com Natan Lima,\u00a0 pastor distrital no Rio Grande do Sul.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <strong>SYMPOSIUM on Daniel<\/strong>: introductory and exegetical studies. Edi\u00e7\u00e3o de Frank B. Holbrook. U.S.A.: Review and Herald Publishing Association, 1992. v. 2. p. 61<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <strong>COMENTARIO biblico Adventista do S\u00e9timo Dia<\/strong>: Isa\u00edas a Malaquias. Edi\u00e7\u00e3o de Francis D. Nichol, Vanderlei Dorneles. Tatu\u00ed - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 4 .\u00a0819 e 820<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <strong>Doukhan, Jacques.\u00a0Secrets of Daniel: Wisdom and Dreams of a Jewish Prince in Exile.\u00a0<\/strong><strong>Hagerstown, MD: Review and Herald Pub. Association, 2000. p. 86.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Uma estrutura liter\u00e1ria onde os elementos paralelos se correspondem em uma ordem invertida (Ex: A-B-C-C\u02b9-B\u02b9-A\u02b9).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> White, Ellen G. <strong>Profetas e reis<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Carlos Alberto Trezza. 8. ed. S\u00e3o Paulo, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007. p. 333.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> BALDWIN, Joyce G.\u00a0 <a href=\"https:\/\/ref.ly\/logosres\/totc27daus?ref=Bible.Da5.24-31&amp;off=199&amp;ctx=+its+meaning+given.%0a~The+three+terms%2c+Men\"><strong>Daniel: An Introduction and Commentary<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> Tyndale Old Testament Commentaries. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1978. v. 23. p. 137.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Equivale respectivamente a 600g, 10g e 300g.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> SWANSON, James. <a href=\"https:\/\/ref.ly\/logosres\/dblaram?ref=DBLAramaic.DBLA+10428&amp;off=36&amp;ctx=%C4%93(%CA%BE))%3a+n.%5bmasc.%5d%3b+%E2%89%A1+~DBLHebr+4949+Str+448\"><strong>Dictionary of Biblical Languages with Semantic Domains:<\/strong> Aramaic (Old Testament)<\/a>. Oak Harbor: Logos Research Systems, Inc., 1997.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <strong>Doukhan, Jacques.\u00a0Secrets of Daniel: Wisdom and Dreams of a Jewish Prince in Exile.\u00a0<\/strong><strong>Hagerstown, MD: Review and Herald Pub. Association, 2000. <\/strong>p. 84<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cf. O Cilindro de Ciro, artefato escrito em acadiano que hoje se encontra no museu brit\u00e2nico. Ele descreve esta conquista e se apresenta como uma evid\u00eancia externa importante a respeito da queda do imp\u00e9rio Neo-Babil\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que o cap\u00edtulo 5 do livro do profeta nos fala sobre a soberania divina sobre os imp\u00e9rios e a respeito da queda de Babil\u00f4nia de uma maneira mais ampla?<\/p>\n","protected":false},"author":308,"featured_media":287029,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-287028","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-biblia"],"acf":false,"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-768x611.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-140x90.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-140x90.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/09\/belsazar-290x220.jpeg"}}