{"id":286302,"date":"2021-08-25T05:30:38","date_gmt":"2021-08-25T08:30:38","modified":"2021-08-25T15:47:23","modified_gmt":"2021-08-25T18:47:23","slug":"a-experiencia-impressionante-de-uma-brasileira-no-afeganistao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/a-experiencia-impressionante-de-uma-brasileira-no-afeganistao\/","title":{"rendered":"A experi\u00eancia impressionante de uma brasileira no Afeganist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_286316\" style=\"width: 870px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/Allauhudin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-286316\" class=\"wp-image-286316 \" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/Allauhudin.jpg\" alt=\"\" width=\"860\" height=\"645\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-286316\" class=\"wp-caption-text\">Karla durante apoio humanit\u00e1rio da ADRA ao orfanato de Allauhudin, em Cabul, em 2004. (Foto: Fabiano Franz)<\/p><\/div>\n<p>A vida de Karla da Silva Leitzke, adventista brasileira e com cidadania portuguesa, \u00e9 uma verdadeira aventura em favor de causas sociais. Atualmente ela \u00e9 adida da Delega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia para o Timor-Leste e mora, com a fam\u00edlia, na capital Dili. Desde outubro de 2019 nesta fun\u00e7\u00e3o, seu curr\u00edculo, no entanto, \u00e9 bem extenso. E envolve, com o esposo, que tamb\u00e9m \u00e9 trabalhador humanit\u00e1rio, passagens por pa\u00edses como Camboja, Uzbequist\u00e3o, Afeganist\u00e3o, Mali e Panam\u00e1.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/noticias.adventistas.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Adventista Sul-Americana de Not\u00edcias (ASN)<\/a> conversou com ela sobre sua experi\u00eancia internacional, sobretudo a passagem pelo Afeganist\u00e3o durante quase dois anos. O relato dela \u00e9 impressionante e transmite um pouco da realidade desta na\u00e7\u00e3o, atualmente em evid\u00eancia depois da retomada do governo local por parte do grupo conhecido como Talib\u00e3. Por quase 20 anos, os Estados Unidos ocuparam a regi\u00e3o logo ap\u00f3s os atentados de 11 de setembro de 2001, ocorridos em solo norte-americano.\u00a0<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p class=\"p1\"><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/heron-santana\/crises-globais-desafiam-fieis-e-igrejas-a-uma-liberalidade-humanitaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Crises globais desafiam fi\u00e9is e igrejas a uma liberalidade humanit\u00e1ria<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O que voc\u00ea fez nos pa\u00edses pelos quais passou?<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo ano do meu curso de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parei para ser estudante mission\u00e1ria na \u00c1frica do Sul, onde trabalhei na biblioteca do Helderberg College. Esta experi\u00eancia mudou a minha vis\u00e3o de vida e o que eu queria: trabalhar no campo e dedicar minha vida para fazer a diferen\u00e7a na\u00a0vida das pessoas.<\/p>\n<p>De l\u00e1, uma vez que podia parar por dois anos a faculdade, fui \u00e0 It\u00e1lia, tamb\u00e9m como estudante mission\u00e1ria, onde trabalhei como assistente no\u00a0Instituto Adventista Villa Aurora. Voltando ao Brasil, enquanto fazia minha tese final, mandei e-mails para todas as miss\u00f5es e as ag\u00eancias da <a href=\"http:\/\/adra.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ADRA [Ag\u00eancia Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais]<\/a> do mundo, procurando um trabalho ou voluntariado. Ap\u00f3s um ano de respostas negativas, um m\u00eas antes de me formar, veio uma resposta positiva da ADRA Camboja, procurando uma volunt\u00e1ria para a comunica\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, estava fazendo planos de me casar, e Fabiano (meu namorado de muitos anos e meu futuro marido) tamb\u00e9m estava se formando em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica.<\/p>\n<p>Ao compartilhar isso com a ADRA, eles contataram a Miss\u00e3o Adventista no Camboja, e confirmaram que estavam precisando, tamb\u00e9m, de um professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e ingl\u00eas para a Escola Adventista da Miss\u00e3o. Assim que nos formamos, ambos em janeiro de 2000, noivamos em fevereiro e em mar\u00e7o nos casamos na igreja adventista central de Porto Alegre pelo pastor Mois\u00e9s Matos, partindo cinco dias depois ao sudeste asi\u00e1tico. O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>E como tem in\u00edcio a jornada mission\u00e1ria de voc\u00eas?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ficamos dois anos no Camboja como volunt\u00e1rios. Naquela \u00e9poca eram muitos os volunt\u00e1rios com a ADRA e Miss\u00e3o. Deus confirmou que aquele era nosso chamado. O Fabiano, no segundo ano, come\u00e7ou a trabalhar tamb\u00e9m com a ADRA em um projeto de preven\u00e7\u00e3o ao uso do cigarro, e depois em um projeto de \u00e1gua e saneamento. Naquele ano, tamb\u00e9m come\u00e7amos nosso mestrado em desenvolvimento internacional na Universidade Andrews, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Sent\u00edamos que precis\u00e1vamos aprender mais sobre o terceiro setor. Do Camboja, fomos ao Uzbequist\u00e3o, em dezembro de 2001. Fabiano como diretor da ADRA\u00a0e eu como diretora de projetos. Nossa primeira tarefa foi registrar a ADRA, e, na sequ\u00eancia, ir atr\u00e1s de financiamento para projetos, assim como trabalhar na resposta humanit\u00e1ria no norte do Afeganist\u00e3o \u2013 uma vez que era mais f\u00e1cil para n\u00f3s o fazermos do Uzbequist\u00e3o, que a ADRA Afeganist\u00e3o de Cabul. Isso porque as estradas ainda estavam muito destru\u00eddas. No final, acabamos conseguindo financiamento para um projeto de reabilita\u00e7\u00e3o de escolas e de \u00e1gua, e saneamento, na prov\u00edncia de Jowzjan \u2013 no noroeste do Afeganist\u00e3o \u2013 o qual eu gerenciei.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2003 fomos convidados para trabalhar com a ADRA Afeganist\u00e3o, em Cabul, e aceitamos felizes sabendo que era naquele pa\u00eds que dever\u00edamos estar. Eu ent\u00e3o era gerente de diferentes projetos, e o Fabiano diretor de programas da ADRA.<\/p>\n<p>Em agosto de 2004, um carro bomba explodiu \u00e0s 18 horas de sexta-feira a uma quadra do escrit\u00f3rio da ADRA, que tamb\u00e9m era onde mor\u00e1vamos com o resto da equipe internacional. Gra\u00e7as a Deus ningu\u00e9m se feriu seriamente. Ficamos apenas escutando um zunido no ouvido durante dois dias. Assim que, em coordena\u00e7\u00e3o com a ADRA Internacional, em fun\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a estar piorando, decidimos ir embora do Afeganist\u00e3o, apesar de parte do cora\u00e7\u00e3o ter ficado l\u00e1.<\/p>\n<h4>Atua\u00e7\u00e3o no Afeganist\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>E como foi seu trabalho no Afeganist\u00e3o?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7amos a ir ao noroeste do Afeganist\u00e3o em 2002, ap\u00f3s a sa\u00edda do Taleb\u00e3. Foi quando a maioria das ONGs e parceiros internacionais estavam trabalhando fortemente para ajudar a reconstruir o pa\u00eds. Como ainda trabalh\u00e1vamos com a ADRA Uzbequist\u00e3o, dirig\u00edamos de Tashkent para Sheberghan (capital da prov\u00edncia de Jowzjan) frequentemente, para estabelecer um escrit\u00f3rio da ADRA ali, em coordena\u00e7\u00e3o com a ADRA Afeganist\u00e3o, baseada em Cabul.<\/p>\n<p>Enquanto trabalh\u00e1vamos na parte legal que daria direito \u00e0 ADRA de trabalhar, tamb\u00e9m estabelecemos contatos com o governo, ONGs locais e internacionais, comunidade, para sabermos quais eram as necessidades primarias. Assim, enquanto faz\u00edamos avalia\u00e7\u00e3o de campo (o que envolvia tomar muito ch\u00e1 com os afeg\u00e3os, e comer melancia e mel\u00f5es nas suas vilas), eu ia escrevendo notas conceituais de projetos e enviando para diferentes parceiros do desenvolvimento (como a Uni\u00e3o Europeia), escrit\u00f3rios da ADRA em pa\u00edses doadores, e qualquer outra poss\u00edvel fonte de financiamento.<\/p>\n<p>Quando conseguimos um projeto de reabilita\u00e7\u00e3o para escolas e de \u00e1gua e saneamento para Sheberghan, deixei meu trabalho no Uzbequist\u00e3o para ser gerente desse projeto, enquanto o Fabiano ia e vinha do pa\u00eds vizinho, uma vez que ele ainda era diretor da ADRA por l\u00e1. Enquanto isso, aprendi a l\u00edngua local, o dari, e tamb\u00e9m come\u00e7amos a ver novas oportunidades de projetos (de mobiliza\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as soldados, distribui\u00e7\u00e3o de itens humanit\u00e1rios, treinamento de professores, etc). Nosso engajamento com o Afeganist\u00e3o e amor pelo seu povo ficou ainda maior, bem como a certeza do chamado. Quando a ADRA Afeganist\u00e3o nos convidou para nos juntarmos a eles, foi um passo esperado, e, tamb\u00e9m, compreendido pela ADRA Uzbequist\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos mudamos para Cabul em dezembro de 2003, onde a realidade da cidade grande era bem diferente da realidade da pequena Sheberghan, onde eu at\u00e9 morei sozinha. Em Sheberghan, eu caminhava sozinha, dirigia, conhecia a comunidade, e realmente me sentia protegida pela mesma. Eu j\u00e1 conhecia os donos das tendas do mercado p\u00fablico, das sorveterias s\u00f3 para mulheres, da lojinha que vendia produtos aliment\u00edcios vindos do Paquist\u00e3o. N\u00e3o t\u00ednhamos eletricidade nem \u00e1gua pot\u00e1vel naquela \u00e9poca, mas nossa casa\/escrit\u00f3rio tinha uma latrina e um po\u00e7o d\u2019agua que permitia termos o b\u00e1sico. O mais inc\u00f4modo eram os escorpi\u00f5es. Apesar do inverno ser rigoroso e nevar, eles acabam voltando no ver\u00e3o. Em um m\u00eas, cheguei a matar 23 escorpi\u00f5es. Mas Deus sempre nos protegeu.<\/p>\n<h4>O cotidiano com os afeg\u00e3os<\/h4>\n<p><strong>Uma experi\u00eancia impressionante. Como era a conviv\u00eancia com as pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Era normal os meus guardas afeg\u00e3os (seguran\u00e7a da casa\/escrit\u00f3rio) me trazerem comida de suas pr\u00f3prias casas. Esta era a maneira pr\u00e1tica deles mostrarem seu agradecimento e cuidado por mim, mesmo me deixando sem gra\u00e7a. Isso mesmo eu dizendo n\u00e3o ser necess\u00e1rio, uma vez que eu sabia das dificuldades financeiras deles. Eu nunca, entre os nove pa\u00edses em que vivi, experimentei uma acolhida, bondade e generosidade igual. O povo afeg\u00e3o me ensinou a colocar em pr\u00e1tica o amor e n\u00e3o ficar apenas na teoria. Como se n\u00e3o bastasse o contexto (roupas, h\u00e1bitos, l\u00edngua, montanhas, camelos, ovelhas), lembrei muito dos tempos b\u00edblicos a li\u00e7\u00e3o espiritual que vivi naquele pa\u00eds sofrido, mas cheio de garra e esperan\u00e7a. Foi algo que jamais poderia ter experimentado em anos de cultos e Escolas Sabatinas em igrejas. Muitas vezes, Deus nos tira da nossa zona de conforto para nos ensinar algo que mudar\u00e1 a nossa vida.<\/p>\n<p>Em Cabul, como gerente de projetos, eu tinha que dar seguimento a v\u00e1rios pequenos projetos da ADRA. Os projetos maiores tinham um gerente para cada um deles. Eu administrava e monitorava os projetos de empoderamento social e econ\u00f4mico de mulheres (alfabetiza\u00e7\u00e3o e treinamento vocacional); destinados a treinamento vocacional para crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s; de \u00e1gua e saneamento e relacionados \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de itens b\u00e1sicos para pessoas deslocadas internamente devido ao conflito. Assim como os projetos iniciados no escrit\u00f3rio em Sheberghan. Estava sempre preparando novas notas conceituais e propostas de projetos para novos financiadores (EUA, Uni\u00e3o Europeia, Alemanha, ADRA Internacional, entre outros). Eu tamb\u00e9m era respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a na ADRA, incluindo procedimentos e protocolos de seguran\u00e7a para a equipe e visitantes. Eu ia todas as semanas \u00e0s reuni\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com as ONGs e parceiros internacionais, incluindo militares.<\/p>\n<p>A grande cidade de Cabul, rodeada pelas lindas montanhas, que tamb\u00e9m a faziam alvo f\u00e1cil de ataque por parte dos talib\u00e3s, tinha uma tens\u00e3o muito maior que a pequena Sheberghan. Eu j\u00e1 n\u00e3o andava ou dirigia sozinha como no Norte. Tamb\u00e9m n\u00e3o conhecia tantos afeg\u00e3os. Mas mesmo os poucos que conheci sempre se mostraram nossos fi\u00e9is protetores, e irm\u00e3os de verdade. Uma frase que escutei muito no Afeganist\u00e3o foi: \u201cA primeira vez que nos encontramos somos amigos, a segunda vez somos irm\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s mor\u00e1vamos no escrit\u00f3rio da ADRA, ent\u00e3o faz\u00edamos todas as refei\u00e7\u00f5es juntos. Nossos colegas afeg\u00e3os frequentemente nos convidavam para irmos tomar ch\u00e1 e comer <em>shirin <\/em>(doces) nas suas casas. Casas sempre humildes, mas com moradores de um cora\u00e7\u00e3o enorme.<\/p>\n<p>No dia em que fomos embora, e t\u00ednhamos toda a equipe da ADRA e amigos afeg\u00e3os em fila nos dando tchau e desejando a prote\u00e7\u00e3o de Allah na nossa jornada, transformou-se em um dos momentos mais tristes da minha vida. Eu tinha a oportunidade de sair do pa\u00eds, naquele momento em que a seguran\u00e7a come\u00e7ava a piorar. E eles? \u201cVai com Deus, Karla\u00a0<em>Jon<\/em>\u00a0(Jon em dari significava querida\/o). N\u00e3o precisa chorar, v\u00e1 embora porque voc\u00ea pode\u201d, disse Amin, nosso cozinheiro afeg\u00e3o. Sa\u00edmos, mas sempre dissemos que um dia, quando nossos filhos j\u00e1 estiverem na faculdade, quem sabe voltaremos ao Afeganist\u00e3o. Deus dir\u00e1.<\/p>\n<p>Meu cora\u00e7\u00e3o sofre agora ao ver o Talib\u00e3 tomar o Afeganist\u00e3o de novo. Vinte anos de trabalho das ONGs com os afeg\u00e3os, e especialmente com as mulheres e meninas, apoiando o pa\u00eds a se reerguer. Fico mais tranquila por saber que as ONGs e os parceiros internacionais, como a Delega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, continuaram no pa\u00eds, agora tendo de dialogar com o Talib\u00e3. Os afeg\u00e3os que trabalharam com estes parceiros internacionais est\u00e3o sendo evacuados com suas fam\u00edlias, pois s\u00e3o alvos do Talib\u00e3. Mas e aqueles que ficam? A batalha pertence ao Senhor e Ele continuar\u00e1 a aben\u00e7oar e proteger aqueles que trabalham para o bem daquela linda na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Desafios atuais<\/h4>\n<p><strong>E hoje, onde voc\u00ea e sua fam\u00edlia est\u00e3o?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Deus nos levou ao Mali em 2005, onde eu fui inicialmente diretora da ADRA, e o Fabiano diretor de programas. Ficamos seis anos ali, e Deus nos levou em 2011 para o pr\u00f3ximo desafio: Panam\u00e1. Ali o Fabiano foi diretor regional para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (ALC) da resposta humanit\u00e1ria da Vis\u00e3o Mundial. Eu continuei dedicada em tempo integral aos meninos, mas tamb\u00e9m fazendo cursos online na \u00e1rea de desenvolvimento, sabendo que iria voltar ao trabalho de desenvolvimento depois.<\/p>\n<p>Depois de cinco anos no Panam\u00e1, Deus nos levou ao Timor-Leste em janeiro de 2017, onde estamos at\u00e9 hoje. O Fabiano foi diretor da Vis\u00e3o Mundial aqui at\u00e9 novembro de 2019. Eu inicialmente aprendi a l\u00edngua local (tetum), como sempre fa\u00e7o em todos os pa\u00edses. Depois que aprendi o tetum, fiz voluntariado com ONGs locais e dei cursos de comunica\u00e7\u00e3o para mais de 130 jovens timorenses. Fui consultora para a Vis\u00e3o Mundial e Oxfam, enquanto me candidatei para 33 vagas de trabalho com ONGs em Dili - sem sucesso.<\/p>\n<p>Mas eu sabia que Deus estava no controle, e sabia que Ele conhecia meu desejo de voltar ao trabalho de desenvolvimento. Minha surpresa foi ver que agora Deus me queria do outro lado da situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o mais implementando projetos com ONGs, por\u00e9m trabalhando com os parceiros de desenvolvimento internacionais (os governos), criando e dando financiamentos para as ONGs, e apoiando o governo local (timorense) na sua estrat\u00e9gia de desenvolvimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a o relato de Karla Leitzke, que viveu no Afeganist\u00e3o, trabalhou em projetos sociais no pa\u00eds e viu a realidade desta na\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":286346,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3609,3224],"xtt-pa-departamentos":[3661],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[3755,184,119],"xtt-pa-owner":[3760,2167,1170],"class_list":["post-286302","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-missao","xtt-pa-editorias-projetos-sociais","xtt-pa-departamentos-adra","xtt-pa-sedes-aop","xtt-pa-sedes-asr","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-associacao-oeste-paranaense","xtt-pa-owner-associacao-sul-rio-grandense","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Miss\u00e3o","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/mulheres-afeganista%CC%83o.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/mulheres-afeganista%CC%83o-768x483.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/mulheres-afeganista%CC%83o-140x90.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/mulheres-afeganista%CC%83o-140x90.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/08\/mulheres-afeganista%CC%83o-290x220.jpeg"}}