{"id":278272,"date":"2021-03-27T14:30:00","date_gmt":"2021-03-27T17:30:00","modified":"2023-08-26T12:03:23","modified_gmt":"2023-08-26T15:03:23","slug":"decreto-dominical-a-lealdade-ao-deus-criador-posta-a-prova-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/decreto-dominical-a-lealdade-ao-deus-criador-posta-a-prova-parte-2\/","title":{"rendered":"Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta \u00e0 prova - Parte 2"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_278278\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-278278\" class=\"size-full wp-image-278278\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica.jpeg 1000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-768x513.jpeg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-150x100.jpeg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-730x488.jpeg 730w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-278278\" class=\"wp-caption-text\">Muito \u00e9 dito sobre este decreto dominical, mas \u00e9 importante observar bem o que as fontes b\u00edblicas dizem. (Foto: Shutterstock)<\/p><\/div>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria tem havido um povo ou comunidade de fi\u00e9is que mant\u00e9m a alian\u00e7a com Deus e reivindica sua lei na terra, o principado usurpado por Satan\u00e1s. O inimigo de Deus tenta firmar seu governo, anulando a lei de Deus na terra. No entanto, um remanescente fiel mant\u00e9m viva a chama do dec\u00e1logo divino.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p1\"><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/biblia\/decreto-dominical-a-lealdade-ao-deus-criador-posta-a-prova-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta \u00e0 prova \u2013 Parte 1<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Que evid\u00eancias as Escrituras Sagradas e a hist\u00f3ria nos oferecem para essa batalha contra a lei de Deus? Esses eventos hist\u00f3ricos servem como uma antecipa\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 a luta contra a lei de Deus no fim do tempo. Mas ser\u00e1 poss\u00edvel que os regimes democr\u00e1ticos do atual estado de direito venham a assumir tal postura de intoler\u00e2ncia aos que guardam a lei divina?<\/p>\n<h4><strong>Lei dominical na hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n<p>Desde o antigo Egito, h\u00e1 evid\u00eancias de que os imp\u00e9rios, em diversos momentos, perseguiram o povo de Deus por causa do s\u00e1bado.&nbsp;A princ\u00edpio, no antigo Egito, houve intoler\u00e2ncia aos israelitas por causa da lei de Deus. Quando eram um povo aut\u00f4nomo, os filhos de Israel puderam guardar a lei de Deus livremente. No entanto, chegou um tempo em que eles estiveram sob a lei do estado eg\u00edpcio. Nesse contexto, por determina\u00e7\u00e3o do Fara\u00f3, os israelitas foram privados do \u201cdescanso\u201d sab\u00e1tico. O termo traduzido por \u201cdistrair\u201d (\u00caxodo 5:5, ver ARA) \u00e9 o verbo hebraico <em>shabath<\/em>.<\/p>\n<p>No reino da P\u00e9rsia, onde muitos judeus permaneceram ap\u00f3s o cativeiro babil\u00f4nico, o oficial Ham\u00e3 convenceu o rei Assuero a fazer um decreto contra os judeus. A motiva\u00e7\u00e3o dele n\u00e3o deixa d\u00favidas: \u201cExiste espalhado, disperso entre os povos em todas as prov\u00edncias do teu reino, um povo cujas <em>leis<\/em> s\u00e3o diferentes das leis de todos os povos ... Se bem parecer ao rei, decrete-se que sejam mortos\u201d (Ester 3:8-9). Ante a manipula\u00e7\u00e3o de Ham\u00e3, Assuero \u201ctirou da m\u00e3o o seu anel, deu-o a Ham\u00e3\u201d, o \u201cadvers\u00e1rio dos judeus\u201d (Ester 3:10). Exceto o s\u00e1bado, os demais mandamentos da lei de Deus n\u00e3o impunham distin\u00e7\u00e3o significativa entre os judeus e os povos da P\u00e9rsia. De fato, Ellen White afirma que o decreto de morte a ser expedido pela \u201cimagem da besta\u201d ser\u00e1 \u201cmuito semelhante ao que Assuero promulgou contra os judeus\u201d (Ellen White, Profetas e Reis, p\u00e1gina 605).<\/p>\n<p>S\u00e9culos depois, em 321 d.C., no Imp\u00e9rio Romano, foi emitido o Edito de Constantino: \u201cQue todos os ju\u00edzes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e art\u00edfices descansem no vener\u00e1vel dia do Sol.\u201d Durante a Idade M\u00e9dia, igualmente, prevaleceu a lei cat\u00f3lica romana que ordenava \u201cguardar domingos e festas\u201d, o terceiro mandamento, em detrimento do s\u00e1bado da lei de Deus (\u00caxodo 20:8-11).<\/p>\n<h4><strong>Dia do Senhor<\/strong><\/h4>\n<p>Na Idade Moderna, os protestantes ingleses foram os primeiros a promover a guarda do dia do Senhor. Isso resultou da tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia por William Tyndale (s\u00e9culo 16). O reformador muito se impressionou com o tema da alian\u00e7a, ao qual fez v\u00e1rias notas de margem no Pentateuco. Mais tarde, o estabelecimento da igreja pela coroa brit\u00e2nica levou os protestantes ingleses a enxergarem a si mesmos como os substitutos dos antigos israelitas, como herdeiros da Alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Desta forma, as notas de Tyndale e a no\u00e7\u00e3o de um povo eleito levaram os protestantes ingleses \u00e0 redescoberta do dia do Senhor como o sinal da Alian\u00e7a. No in\u00edcio do s\u00e9culo 17, o ministro anglicano Nicholas Bownd passou a ensinar que \u201cprofanar o s\u00e1bado era profanar a Deus\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Assim, os puritanos ingleses passaram a ensinar que \u201ctrabalhar no s\u00e1bado era um pecado t\u00e3o grave quanto matar ou cometer adult\u00e9rio\u201d,<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> pois seria uma quebra da Alian\u00e7a com Deus. O posterior retorno da coroa brit\u00e2nica ao catolicismo deixou os protestantes zelosos pela lei de Deus expostos \u00e0 intoler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>No entanto, a despeito de lerem o Pentateuco, os protestantes ingleses guardavam o dia do Senhor no primeiro dia da semana, e chamavam esse dia de \u201cs\u00e1bado\u201d. N\u00e3o demorou, por\u00e9m, para que alguns conclu\u00edssem que o s\u00e1bado de descanso devia ser guardado no s\u00e9timo dia. Os puritanos John Trask e sua esposa Dorothy come\u00e7aram a guardar o s\u00e1bado do s\u00e9timo dia j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo 17, raz\u00e3o pela qual foram perseguidos.<\/p>\n<p>Em 19 de junho de 1618, Trask foi \u201csentenciado a ser chicoteado, ridicularizado, mutilado e condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua\u201d acusado de \u201cconspira\u00e7\u00e3o\u201d. Ele era o l\u00edder de uma seita de separatistas que acreditavam que \u201co s\u00e1bado do s\u00e9timo dia e a lei diet\u00e9tica mosaica continuavam em vig\u00eancia para os crist\u00e3os.\u201d Infelizmente, Trask se retratou e foi solto. Por\u00e9m, sua esposa Dorothy \u201cficou presa por 25 anos por n\u00e3o desistir do s\u00e1bado do s\u00e9timo dia\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Os puritanos zelosos do \u201cs\u00e1bado\u201d, guardado no primeiro dia da semana, n\u00e3o puderam ter paz na Inglaterra sob influ\u00eancia posterior de Roma. Assim, eles desejavam uma terra onde pudessem manter os \u201cmandamentos de Deus\u201d sob prote\u00e7\u00e3o da lei civil. A coloniza\u00e7\u00e3o americana foi a sa\u00edda para eles.<\/p>\n<p>Em 1620, os puritanos chegaram \u201c\u00e0 Am\u00e9rica a fim de estabelecer uma nova Jerusal\u00e9m que preservasse o s\u00e1bado em sua integridade\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Considerado o papel dos protestantes puritanos e sua motiva\u00e7\u00e3o no desenvolvimento dos Estados Unidos, deve se assumir que \u201ca guarda do santo dia de s\u00e1bado \u00e9 uma de suas poderosas pedras angulares\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Sob esse \u00edmpeto, as col\u00f4nias puritanas, na Am\u00e9rica do Norte, logo desenvolveram uma \u201clegisla\u00e7\u00e3o dominical contra a profana\u00e7\u00e3o do dia do Senhor, com pesadas e graves penalidades para as viola\u00e7\u00f5es\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>A chamada Nova Inglaterra aprovou leis que proibiam \u201cn\u00e3o s\u00f3 crimes sexuais, mas tamb\u00e9m blasf\u00eamia, embriaguez, jogos de azar e viola\u00e7\u00e3o da santidade do s\u00e1bado\u201d.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> O s\u00e1bado, por\u00e9m, seguia observado por esses puritanos no primeiro dia da semana.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso, uma lei dominical a ser desenvolvida pelos pa\u00edses crist\u00e3os tem, portanto, claros precedentes e motiva\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas.<\/p>\n<h4><strong>O domingo no horizonte global<\/strong><\/h4>\n<p>Nas d\u00e9cadas recentes, movimentos pela guarda do domingo t\u00eam se fortalecido em vista das enc\u00edclicas papais sobre o assunto. A chamada <em>European Sunday Alliance <\/em>defende a guarda do domingo como caminho para renova\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e da sociedade.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> Por sua vez, a <em>Lord\u2019s Day Alliance<\/em>, nos Estados Unidos, prop\u00f5e que a guarda do domingo \u00e9 compat\u00edvel com a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, pois os empregadores devem \u201chonrar as necessidades dos trabalhadores por observ\u00e2ncias de f\u00e9 oportunas, tratamento justo e descanso regenerativo\u201d.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Em maio de 1998, o papa Jo\u00e3o Paulo II lan\u00e7ou a enc\u00edclica <em>Dies Domini<\/em> (\u201cDia do Senhor\u201d), na qual defende que a guarda do domingo \u00e9 o meio para a \u201creforma social\u201d, fortalecimento da fam\u00edlia e restaura\u00e7\u00e3o da igreja. Ele cita \u201ca lei civil do Imp\u00e9rio Romano\u201d, que reconheceu o \u201cdia do sol\u201d, para que todos nesse dia deixassem de trabalhar. No par\u00e1grafo 67, ele afirma que \u201c\u00e9 natural que os crist\u00e3os se esforcem para que, tamb\u00e9m nas circunst\u00e2ncias espec\u00edficas do nosso tempo, a legisla\u00e7\u00e3o civil tenha em conta o seu <em>dever<\/em> de santificar o domingo.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Em 2017, o papa Francisco lan\u00e7ou a enc\u00edclica <em>Laudato Si<\/em> (Louvado sejas), em que defende que o ecossistema precisa de um descanso dominical. No par\u00e1grafo 71, ele embasa sua argumenta\u00e7\u00e3o na lei divina sobre o \u201cs\u00e1bado\u201d. Para ele, a necessidade do descanso da terra e de seus habitantes no domingo \u201cest\u00e1 patente, por exemplo, na lei do <em>Shabath<\/em>\u201d. Pois, \u201cno s\u00e9timo dia, Deus descansou de todas as suas obras. Deus ordenou a Israel que cada s\u00e9timo dia devia ser celebrado como um dia de descanso, um <em>Shabath<\/em> (cf. G\u00eanesis 2:2-3; \u00caxodo 16, 23; 20, 10)\u201d.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Evidentemente, os que defendem a lei dominical, tanto cat\u00f3licos quanto protestantes, afirmam que a mesma ser\u00e1 coerente com o estado de liberdade mantido pela Carta dos Direitos Humanos. No entanto, o contexto de instabilidade e as atuais situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, em que a sobreviv\u00eancia da humanidade \u00e9 colocada em perspectiva, tal lei dificilmente manteria direitos de minorias contr\u00e1rias. Em vista disso e das previs\u00f5es prof\u00e9ticas, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a lei dominical contribuir\u00e1 para acirrar oposi\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Nessa linha, Ellen White afirma que, no contexto da lei dominical, ser\u00e1 feita \u201ca alega\u00e7\u00e3o de que a corrup\u00e7\u00e3o que rapidamente se alastra pode ser atribu\u00edda em grande parte \u00e0 profana\u00e7\u00e3o do descanso dominical, e que a imposi\u00e7\u00e3o da observ\u00e2ncia do domingo melhorar\u00e1 grandemente a moral da sociedade\u201d (Ellen White, O Grande Conflito, 587).<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, como o poder civil representado pela \u201cimagem da besta\u201d, ser\u00e3o o primeiro pa\u00eds a aprovar essa lei. Mas, em decorr\u00eancia de sua influ\u00eancia e poder sobre as demais na\u00e7\u00f5es, essa mesma lei se reproduzir\u00e1 pelo mundo. \u201cQuando os Estados Unidos, o pa\u00eds da liberdade religiosa, aliar-se ao papado, a fim de dominar as consci\u00eancias e obrigar as pessoas a reverenciar o falso s\u00e1bado, os povos de todos os demais pa\u00edses do mundo ser\u00e3o induzidos a imitar seu exemplo\u201d (Ellen White, Eventos Finais, p\u00e1gina 85).<\/p>\n<p>Deve se observar que a guarda do domingo, por milh\u00f5es de crist\u00e3os sinceros, n\u00e3o \u00e9 em si a marca da besta. \u201cA observ\u00e2ncia do domingo n\u00e3o \u00e9 ainda o sinal da besta, e n\u00e3o o ser\u00e1 at\u00e9 que saia o decreto\u201d (Ellen White, Eventos Finais, p\u00e1gina 224). Desta forma, \u00e9 a lei dominical imposta que determina a condi\u00e7\u00e3o da marca da besta. No contexto de Apocalipse 13 fica claro que a besta pretende, a exemplo de Nabucodonosor (Daniel 3:15), assumir o lugar de Deus.<\/p>\n<p>Portanto, seguir a lei da besta e ter sua marca ser\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o para se viver na Terra e ter a prote\u00e7\u00e3o da lei do estado. Por outro lado, seguir a lei de Deus e ter o selo de Deus \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da cidadania celestial e da prote\u00e7\u00e3o divina. A escolha diante desse dilema definir\u00e1 de fato uma filia\u00e7\u00e3o \u00e0 besta ou a Deus.<\/p>\n<p>Os guardadores do s\u00e1bado devem ter em mente que a lei dominical, em n\u00edvel mundial, \u00e9 o \u00faltimo evento escatol\u00f3gico. Pois, \u201ca substitui\u00e7\u00e3o da lei de Deus pela dos homens, a exalta\u00e7\u00e3o, por autoridade meramente humana, do domingo, posto em lugar do s\u00e1bado b\u00edblico, \u00e9 o \u00faltimo ato do drama. Quando essa substitui\u00e7\u00e3o se tornar universal, Deus se revelar\u00e1\u201d (Ellen White, Testemunhos Seletos, volume 3, p\u00e1ginas 142 e 143).<\/p>\n<h4><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, portanto, apresenta-se coberta de persuas\u00e3o no tempo atual. De fato, o mundo caminha para um evento escatol\u00f3gico de grandes propor\u00e7\u00f5es em que a lealdade ao Deus criador ser\u00e1 posta \u00e0 prova. As profecias apontam para uma retomada da rela\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado como caminho para a emerg\u00eancia de um novo e \u00faltimo estado de intoler\u00e2ncia e persegui\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>Essa intoler\u00e2ncia tende a se manifestar naquele mesmo ponto em que a lei de Deus se distingue da lei dos homens: o dia de descanso e culto, o dia em que se celebra o Deus criador como digno de adora\u00e7\u00e3o e fidelidade. A guarda desse dia marca uma rela\u00e7\u00e3o entre criatura e Criador, \u00e9 um elo entre Deus e sua cria\u00e7\u00e3o (G\u00eanesis 2:1-3). Portanto, como parte do esfor\u00e7o sat\u00e2nico contra Deus, o decreto pretende quebrar essa liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O povo de Deus, no entanto, n\u00e3o deve temer as consequ\u00eancias de sua lealdade, pois a ades\u00e3o ao selo de Deus garante a cidadania celestial e a prote\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p><strong>Vanderlei Dorneles&nbsp;<\/strong>\u00e9 doutor em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, coordenador de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Teologia e professor.<\/p>\n<p>Este artigo foi escrito originalmente para o e-book intitulado Eventos Finais,&nbsp; produzido pela editora Safeliz e&nbsp;<a href=\"https:\/\/hotmart.com\/product\/ebook-eventos-finais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dispon\u00edvel neste link<\/a>.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Christopher D. Ringwald, <em>A Day Apart: How Jews, Christians, and Muslims Find Faith, Freedom, and Joy On the Sabbath<\/em> (New York: Oxford University Press, 2007), 104.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ibid., 105.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Walter B. Douglas, \u201cThe Sabbath in Puritanism\u201d. In ed. Kenneth Strand, <em>The Sabbath in Scripture and History<\/em> (Hagerstown: Review and Herald, 1982), 237.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Ringwald, 10.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Douglas, 239.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Ibid., 240.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> John A. Grigg, \u201cPuritan Family\u201d. <em>What Happened?: An Encyclopedia of Events that Changed America Forever<\/em>, eds. John E. Findling &amp; Frank W. Thackeray, vol. 1 (Santa Barbara: CA: ABC-Clio, 2011), 270.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ver <a href=\"http:\/\/www.europeansundayalliance.eu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.europeansundayalliance.eu<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Ver <a href=\"http:\/\/ldausa.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/ldausa.org<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.vatican.va<\/a>, em 14 de outubro de 2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.vatican.va<\/a>, em 14 de outubro de 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que os poss\u00edveis cen\u00e1rios prof\u00e9ticos, apresentados pelo autor com base na B\u00edblia e em escritos de Ellen White, mostram sobre decreto dominical no futuro?<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":278278,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[3590],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-278272","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-biblia","xtt-pa-departamentos-salt","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":"Vanderlei Dorneles","embed_url":"","embed_length":""},"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-768x513.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-140x90.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-140x90.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2021\/03\/assinaturaeletronica-290x220.jpeg"}}