{"id":251199,"date":"2019-10-31T10:48:28","date_gmt":"2019-10-31T13:48:28","modified":"2019-10-31T10:53:24","modified_gmt":"2019-10-31T13:53:24","slug":"dieta-rica-em-aminoacidos-nao-essenciais-e-melhor-para-a-saude-cardiovascular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/dieta-rica-em-aminoacidos-nao-essenciais-e-melhor-para-a-saude-cardiovascular\/","title":{"rendered":"Dieta rica em amino\u00e1cidos n\u00e3o essenciais \u00e9 melhor para a sa\u00fade cardiovascular"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_251200\" style=\"width: 765px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-251200\" class=\"wp-image-251200 size-full\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31103236\/amino_acid_food_news.jpeg\" alt=\"\" width=\"755\" height=\"425\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31103236\/amino_acid_food_news.jpeg 755w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31103236\/amino_acid_food_news-730x411.jpeg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31103236\/amino_acid_food_news-300x170.jpeg 300w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31103236\/amino_acid_food_news-60x35.jpeg 60w\" sizes=\"(max-width: 755px) 100vw, 755px\" \/><p id=\"caption-attachment-251200\" class=\"wp-caption-text\">Para chegar aos resultados, foram coletados dados de 80 mil participantes com base em suas dietas alimentares (Foto: Loma Linda University Health News)<\/p><\/div>\n<p>Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos e da Fran\u00e7a descobriu que a ingest\u00e3o de amino\u00e1cidos que consistem em grande parte de amino\u00e1cidos essenciais, como os encontrados nas prote\u00ednas animais, est\u00e1 associada a um aumento acentuado do risco de doen\u00e7as card\u00edacas, enquanto a ingest\u00e3o rica em amino\u00e1cidos n\u00e3o essenciais e ricos em prote\u00ednas vegetais \u00e9 ben\u00e9fica para o cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p>A pesquisa, publicada recentemente pelo <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/31562518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>International Journal of Epidemiology<\/em><\/a><em><u>,<\/u><\/em>\u00a0descobriu que pessoas com alta ingest\u00e3o de amino\u00e1cidos indispens\u00e1veis experimentaram um aumento de 60% nas doen\u00e7as cardiovasculares (DCV), enquanto as que consumiam grandes quantidades de alguns amino\u00e1cidos n\u00e3o indispens\u00e1veis tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 35% nas DCV.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/saude\/mesmo-em-pequenas-porcoes-comer-carne-vermelha-pode-ser-arriscado-diz-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mesmo em pequenas por\u00e7\u00f5es, comer carne vermelha pode ser arriscado, diz estudo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Intitulado \u201cPadr\u00f5es de ingest\u00e3o de amino\u00e1cidos est\u00e3o fortemente associados \u00e0 mortalidade cardiovascular, independentemente das fontes de prote\u00edna\u201d, a investiga\u00e7\u00e3o foi um projeto conjunto de pesquisadores da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica da <a href=\"https:\/\/news.llu.edu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de Loma Linda<\/a>, nos Estados Unidos, e do INRA e AgroParisTech em Paris, Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira pesquisa de seu tipo a examinar os padr\u00f5es gerais de ingest\u00e3o de amino\u00e1cidos, embora o assunto tenha sido estudado na literatura, mas quase sempre isoladamente.<\/p>\n<p><strong>O poder das prote\u00ednas<\/strong><\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o baseou-se em outra, publicada no ano passado pelo mesmo cons\u00f3rcio de pesquisadores. Fora relatado que as prote\u00ednas da carne estavam inversamente associadas \u00e0 mortalidade cardiovascular, enquanto as das nozes e sementes eram saud\u00e1veis. Combinando esses resultados com a abordagem detalhada de amino\u00e1cidos nesse novo estudo, os autores puderam concluir que uma parte do efeito das prote\u00ednas poderia realmente se originar de sua composi\u00e7\u00e3o em amino\u00e1cidos.<\/p>\n<p>Os amino\u00e1cidos s\u00e3o blocos de constru\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas, e os chamados amino\u00e1cidos essenciais \u2014 encontrados em alimentos como ovos, queijo e aves \u2014 h\u00e1 muito tempo s\u00e3o considerados os mais importantes porque s\u00e3o estritamente necess\u00e1rios para o corpo sintetizar prote\u00ednas. Por outro lado, os amino\u00e1cidos n\u00e3o essenciais \u2014 em alimentos como sementes de ab\u00f3bora, nozes, lentilhas e soja \u2014 s\u00e3o classicamente considerados de pouca import\u00e2ncia, porque eles n\u00e3o limitam a s\u00edntese de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>No entanto, esses amino\u00e1cidos n\u00e3o s\u00e3o apenas blocos de constru\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas, pois tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidos em muitos outros processos com potencial impacto na sa\u00fade vascular.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o e risco<\/strong><\/p>\n<p>Gary Fraser, da Universidade de Loma Linda, e Fran\u00e7ois Mariotti, da AgroParisTech e INRA, atuaram como pesquisadores adjuntos.<\/p>\n<p>\u201cExiste um interesse crescente em prote\u00ednas e amino\u00e1cidos pela sa\u00fade cardiovascular, principalmente no que diz respeito a fontes de prote\u00ednas vegetais e animais\u201d, explica Fraser. \u201cOs relat\u00f3rios sobre amino\u00e1cidos foram escassos e amplamente fragmentados at\u00e9 agora.\u201d O pesquisador acrescentou que ele e Mariotti h\u00e1 muito tempo suspeitam que alguns amino\u00e1cidos podem proteger contra doen\u00e7as card\u00edacas e vasculares, enquanto outros podem aumentar o risco.<\/p>\n<p>Essas novas descobertas, explica o franc\u00eas, sugerem que a ingest\u00e3o alimentar de muitos amino\u00e1cidos indispens\u00e1veis (como o conhecido BCAA [amino\u00e1cidos de cadeia ramificada], lisina e metionina) poderia realmente ser prejudicial, enquanto a de outros amino\u00e1cidos n\u00e3o essenciais (como arginina, glicina e aspartato\/asparagina) pode ser ben\u00e9fica.<\/p>\n<p>Os autores insistem que essas associa\u00e7\u00f5es parecem amplamente mediadas pelos efeitos espec\u00edficos dos amino\u00e1cidos e n\u00e3o por potenciais fatores de confus\u00e3o, como padr\u00f5es de ingest\u00e3o de alimentos proteicos e padr\u00f5es alimentares relacionados (como ingest\u00e3o de gordura). No entanto, eles reconhecem que, como em qualquer estudo observacional, n\u00e3o se pode ter certeza de que as associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam, em parte, resultantes de confus\u00e3o residual com outros fatores diet\u00e9ticos e de estilo de vida fortemente influentes. O modelo utilizado tinha o objetivo de explicar todos os fatores de confus\u00e3o e analisar at\u00e9 que ponto os amino\u00e1cidos mediam ou explicam as rela\u00e7\u00f5es encontradas.<\/p>\n<p>Fraser lembra que o resultado deixa outras quest\u00f5es em aberto para uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada, como identificar fatores al\u00e9m dos amino\u00e1cidos que transmitem a outra parte da associa\u00e7\u00e3o entre o tipo de prote\u00edna na dieta e a sa\u00fade cardiovascular. Podem ser fitoqu\u00edmicos fortemente associados aos amino\u00e1cidos encontrados em alimentos como nozes e sementes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o encontrados em alimentos como sementes de ab\u00f3bora, nozes, lentilha e soja.<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":251204,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3634],"xtt-pa-departamentos":[3633],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-251199","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-saude","xtt-pa-departamentos-saude","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Sa\u00fade","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31105201\/amino_acid_food_news2.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31105201\/amino_acid_food_news2-768x432.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31105201\/amino_acid_food_news2-140x90.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31105201\/amino_acid_food_news2-140x90.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/10\/31105201\/amino_acid_food_news2-290x220.jpeg"}}