{"id":245111,"date":"2019-08-19T09:02:11","date_gmt":"2019-08-19T12:02:11","modified":"2025-01-07T09:45:59","modified_gmt":"2025-01-07T12:45:59","slug":"entenda-a-parabola-do-rico-e-do-lazaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/wilson.borba\/entenda-a-parabola-do-rico-e-do-lazaro\/","title":{"rendered":"Entenda a par\u00e1bola do rico e do L\u00e1zaro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1261\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-245112\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro.jpg 1920w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-768x504.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-70x45.jpg 70w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-150x100.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-730x479.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Par\u00e1bola tem gerado muitos tipos de interpreta\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 preciso analisar contexto por tr\u00e1s daquilo que Jesus contou. (Foto: biblia.com.br)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Alguns usam a par\u00e1bola do rico e do mendigo (Lucas 16:19-31) para divulgar o pernicioso engano pag\u00e3o da imortalidade da alma e do sofrimento eterno. Aparentemente ignoram o contexto filos\u00f3fico da cultura greco-romana a que os judeus do primeiro s\u00e9culo pertenciam. Crendices como dualismo<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, imortalidade da alma, separa\u00e7\u00e3o entre corpo e alma por ocasi\u00e3o da morte,<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> e sofrimento eterno da alma, faziam parte da cosmovis\u00e3o<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> popular desde o juda\u00edsmo rab\u00ednico p\u00f3s-ex\u00edlio, sob influ\u00eancia persa e grega.<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, \u201cos pragm\u00e1ticos romanos podem ter constru\u00eddo boas estradas, pontes fortes e belos edif\u00edcios, mas os gregos erigiram os grandiosos edif\u00edcios do pensamento\u201d.<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> S\u00f3crates e Plat\u00e3o ensinavam, cinco s\u00e9culos antes de Cristo, que este mundo temporal dos sentidos \u00e9 apenas uma sombra do mundo real.<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> Para Plat\u00e3o, \u201ca alma humana \u00e9 simples, indivis\u00edvel, imortal e indestrut\u00edvel. A alma procede de outro mundo, \u00e9 de outro mundo, e retorna para outro mundo\u201d.<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> Segundo o fil\u00f3sofo, o corpo \u00e9 \u201co c\u00e1rcere da alma\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, e \u201caqueles que n\u00e3o viveram uma vida virtuosa, mas cometeram crimes irremedi\u00e1veis s\u00e3o enviados ao T\u00e1rtaro ou equivalente do inferno, de onde j\u00e1 n\u00e3o saem\u201d.<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/wilson-borba\/consolemo-nos-uns-aos-outros-com-estas-palavras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cConsolemo-nos uns aos outros com estas palavras\"<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses ensinos pag\u00e3os dificultavam a cren\u00e7a na doutrina b\u00edblica da ressurrei\u00e7\u00e3o. No Are\u00f3pago grego, os atenienses escutaram Paulo at\u00e9 ele mencionar a ressurrei\u00e7\u00e3o (Atos 17:32). De fato, os gentios cor\u00edntios e tessalonicenses tamb\u00e9m n\u00e3o concebiam a ressurrei\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 os pr\u00f3prios judeus saduceus n\u00e3o criam nessa verdade (1 Cor\u00edntios 15:20-58; 1 Tessalonicenses 4:15-18; Mateus 22:23-33; At 23:8). A leitura do cl\u00e1ssico de Oscar Cullmann (1902-1999) pode ajudar a compreender a incompatibilidade entre imortalidade da alma e ressurrei\u00e7\u00e3o, e o excelente artigo de Aecio Cairus pode informar a respeito do crescente n\u00famero de eruditos b\u00edblicos e te\u00f3logos, que reconhecem o ensino da imortalidade da alma como doutrina pag\u00e3.<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> Na referida par\u00e1bola, em meio a chamas uma \u2018alma humana\u2019 n\u00e3o s\u00f3 permanecia indestrut\u00edvel, mas conseguiu acesso, e dialogou com o tamb\u00e9m falecido patriarca Abra\u00e3o. A par\u00e1bola retrata a crendice pag\u00e3 da alma imortal e seu sofrimento eterno popularizada em Israel, mas isto n\u00e3o implica que Cristo confirmou tal aberra\u00e7\u00e3o. Por que Jesus proferiu esta par\u00e1bola? \u00c9 o que veremos a seguir.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pontos para compreender a par\u00e1bola<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Jesus encontrava o povo em seu pr\u00f3prio ambiente, para transport\u00e1-lo de suas crendices e supersti\u00e7\u00f5es \u00e0 pura verdade b\u00edblica ensinada na Lei e nos Profetas. Na interpreta\u00e7\u00e3o do texto, devemos come\u00e7ar pelo mencionado marco hist\u00f3rico e cultural dos ouvintes de Jesus, pois \u201cna par\u00e1bola Cristo Se acercava do povo em seu pr\u00f3prio terreno\u201d.<a name=\"_ednref11\" href=\"#_edn11\">[11]<\/a> Lamentavelmente, assim como atualmente, massas populares de Israel conquanto professavam f\u00e9 em Deus, n\u00e3o fundamentavam suas cren\u00e7as exclusivamente nas Escrituras Sagradas, mas tamb\u00e9m no movedi\u00e7o terreno das filosofias humanas. Assim, Jesus usou o contexto supersticioso e especulativo do povo como ponte, a fim de confrontar seu erro com a verdade b\u00edblica, e encaminh\u00e1-los \u00e0 Lei e aos Profetas. Voc\u00ea j\u00e1 avaliou o quanto o ser humano perde em aceitar supersti\u00e7\u00f5es e ensinos de homens enquanto professa crer em Deus?<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o existe segunda oportunidade de salva\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a morte. Nesta narrativa de cunho popular, o rico injusto defunto \u00e9 retratado em di\u00e1logo pedindo miseric\u00f3rdia a outro defunto, Abra\u00e3o, o pai da na\u00e7\u00e3o judaica. \u201cEnt\u00e3o clamando disse: Pai Abra\u00e3o, tem miseric\u00f3rdia de mim! E manda a L\u00e1zaro que molhe em \u00e1gua a ponta do dedo e me refresque a l\u00edngua, porque estou atormentado nesta chama\u201d (Lucas 16:24). Duas perguntas aos que insistem em afirmar que tal crendice \u00e9 ensino b\u00edblico: \u2018alma\u2019 tem nome, l\u00edngua, sente sede? Podem \u2018almas\u2019 do inferno se comunicar com \u2018almas\u2019 do c\u00e9u? Por meio desta est\u00f3ria, Jesus exp\u00f5e aos seus ouvintes a \u201ccompleta falta de esperan\u00e7a em aguardar uma segunda oportunidade de salva\u00e7\u00e3o\u201d p\u00f3s-morte.<a name=\"_ednref12\" href=\"#_edn12\">[12]<\/a> Pelo menos por dois motivos. \u201cCristo desejava que seus ouvintes compreendessem a impossibilidade de o homem assegurar-se a salva\u00e7\u00e3o da alma depois da morte\u201d.<a name=\"_ednref13\" href=\"#_edn13\">[13]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Primeiro, porque realmente n\u00e3o existe alma imortal (Eclesiastes 3:19-22; 9:5-6, 10). Como poderia a \u2018alma\u2019 do rico mau e injusto viver ap\u00f3s a morte enquanto as Escrituras expressamente declaram: \u201ca alma que pecar essa morrer\u00e1\u201d (Ezequiel 18:4)? Nenhum ser humano \u00e9 imortal. Somente Deus tem em si mesmo a imortalidade (1 Tim\u00f3teo 6:16). A dificuldade para muitos compreenderem este assunto n\u00e3o est\u00e1 na B\u00edblia, pois ela \u00e9 bastante clara a este respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo problema \u00e9 resultado de assumir uma falsa cosmovis\u00e3o baseada em pressupostos gregos neoplat\u00f4nicos. Segundo as Escrituras, n\u00e3o temos uma alma, mas, de maneira indivis\u00edvel, somos uma alma vivente (G\u00eanesis 2:7). Alguns pensam que Deus soprou uma entidade ou \u201calma\u201d no homem, mas foi a vida, \u05e9\u05c1\u05b8\u05de\u05b8\u05d4 \u0161amah.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra palavra hebraica traduzida por f\u00f4lego e vida \u00e9 \u05d5\u05bc\u05d7\u05b7 <em>r\u00fbach<\/em> (G\u00eanesis 6:17; 7:15, 22; N\u00fameros 16:22, 27:16). Enquanto em G\u00eanesis 2:7, Deus p\u00f4s vida no homem, em Eclesiastes 12:7 Ele tira o <em>ruach<\/em>, isto \u00e9, a vida. A melhor tradu\u00e7\u00e3o de \u05e0\u05b6\u05e4\u05b6\u05e9\u05c1 \u05d7\u05b7\u05d9\u05bc\u05b8\u05d4 <em>nefesh<\/em> <em>\u1e25ayah<\/em>, em G\u00eanesis 2:7, \u00e9 <em>ser vivente<\/em>. A B\u00edblia n\u00e3o ensina o dualismo corpo e alma, pois \u201cn\u00e3o se distingue entre corpo e alma, e sim de modo mais realista entre corpo e vida\u201d.<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a> Em segundo lugar, Jesus ensinou por meio da par\u00e1bola, que o tempo de oportunidade \u00e9 aqui e agora, antes da morte (2 Cor\u00edntios 6:2; Hebreus 9:27-28).<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li>O objetivo de Jesus nesta par\u00e1bola era levar seus ouvintes a fazer da Lei e os Profetas a suprema regra de f\u00e9 e pr\u00e1tica de suas vidas. Este \u00e9 o princ\u00edpio<em> Sola Scriptura.<\/em> Se assim tivessem feito seriam salvos da perdi\u00e7\u00e3o, e protegidos contra novelas plat\u00f4nicas ficcionais. Note que, nos cap\u00edtulos 15 e 16 de Lucas, o Salvador \u00e9 apresentado em busca dos perdidos, e o tema do arrependimento une estes dois cap\u00edtulos (Lucas 15:7, 10, 17-19; 16:30). Assim como hoje, o Senhor aponta as Escrituras Sagradas como \u00fanico guia divino autorizado para salva\u00e7\u00e3o dos seres humanos vivos. \u201cRespondeu Abra\u00e3o. Eles t\u00eam Mois\u00e9s e os Profetas; ou\u00e7am-nos\u201d (Lucas 16:29). \u201cSe n\u00e3o ouvem a Mois\u00e9s e aos Profetas, tampouco se deixar\u00e3o persuadir, ainda que ressuscite algu\u00e9m dentre os mortos\u201d (verso 31). Ao contar a par\u00e1bola, Jesus retrata a situa\u00e7\u00e3o de seus ouvintes, pessoas supersticiosas e paganizadas, que sem reflex\u00e3o substitu\u00edam o ensino b\u00edblico da ressurrei\u00e7\u00e3o pela doutrina grega da imortalidade da alma. Isto, tamb\u00e9m, acontece no cristianismo da atualidade, \u201cque fracassa por n\u00e3o perguntar se a cren\u00e7a se fundamenta no Novo Testamento ou no pensamento grego pag\u00e3o\u201d.<a name=\"_ednref15\" href=\"#_edn15\">[15]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea tem sido humilde, ao ponto de tomar a B\u00edblia como a suprema regra de f\u00e9 e pr\u00e1tica para sua vida, superior a todas as filosofias e ensinos dos homens?<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li>A interpreta\u00e7\u00e3o de textos honesta exige exame \u00edntegro da totalidade das Escrituras. Aqui se unem dois princ\u00edpios da hermen\u00eautica b\u00edblica, <em>Tota Scriptura<\/em> e <em>Analogia Scriptura<\/em> (2 Tim\u00f3teo 3:16; 1 Cor\u00edntios 2:13; Atos 17:11). Jesus n\u00e3o disse: \u2018Leiam apenas Mois\u00e9s\u2019, ou \u2018ou\u00e7am apenas os Profetas\u2019. Ele ordenou que seus ouvintes examinassem a totalidade da Lei e dos Profetas. Este era seu princ\u00edpio. \u201cE come\u00e7ando por Mois\u00e9s, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras\u201d (Lucas 24:27). Da mesma forma, hoje Ele recomendaria o estudo da B\u00edblia completa (2 Tim\u00f3teo 3:16; 1 Cor\u00edntios 2:13; Atos 17:11). Cristo ensinou a total inconsci\u00eancia do indiv\u00edduo na morte at\u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o (Jo\u00e3o 5:28, 29; 11:11-14). Seu ensino procedia, e estava em completo acordo com as demais Escrituras (J\u00f3 19:25-27; Salmos 146:3-4; Eclesiastes 9:5-6, 10; Daniel 12:2, 13; Isa\u00edas 25:8; Romanos 6:23; 1 Cor\u00edntios 15:51-54; 1Ts 4:13-17), pois Jesus era b\u00edblico.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o do fogo eterno<\/h4>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, o termo hebraico <em>olam<\/em>, traduzido por <em>eterno<\/em> em Isa\u00edas 33:14, e <em>perp\u00e9tuo<\/em> em Sofonias 2:9 basicamente n\u00e3o significa eternidade sem fim, mas pode apenas \u201ccobrir o tempo de vida de uma determinada pessoa\u201d.<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> \u00c9 o contexto que determina o sentido desse termo hebraico. A mesma regra para <em>olam <\/em>no Antigo Testamento se aplica ao termo <em>aion<\/em>, no Novo Testamento, quando traduzido por <em>fogo eterno<\/em> em Mateus 25:41, e <em>pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos<\/em> em Apocalipse 14:11 e 20:10. N\u00e3o \u00e9 uma eternidade sem fim.<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a> Na maioria das vezes, refere-se a um tempo limitado.<\/p>\n\n\n\n<p>As Escrituras ensinam que o ju\u00edzo dos \u00edmpios ser\u00e1 com <em>fogo eterno<\/em> (Mateus 25:41), mas n\u00e3o com <em>sofrimento eterno<\/em>. \u201cComo Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas que, havendo-se entregado \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o como aqueles, seguindo ap\u00f3s outra carne, s\u00e3o postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo puni\u00e7\u00e3o\u201d (Judas 7). Ainda est\u00e3o queimando? Claro que n\u00e3o! O fogo foi de <em>qualidade<\/em> eterna, mas n\u00e3o em <em>quantidade<\/em> eterna, pois nenhum ser humano \u00e9 eterno.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"5\" class=\"wp-block-list\">\n<li>Qualquer ensino que desfigura o car\u00e1ter de Deus \u00e9 falso. Deus faz a justi\u00e7a e a miseric\u00f3rdia se beijarem (Salmos 85:10; 116:5). Mas que justi\u00e7a e miseric\u00f3rdia haveria em queimar <em>eternamente <\/em>indiv\u00edduos por causa dos pecados de uma <em>breve <\/em>exist\u00eancia? O que espera os \u00edmpios \u00e9 a <em>morte eterna ou segunda morte<\/em>, n\u00e3o o <em>sofrimento eterno <\/em>(Apocalipse 20:14). O castigo dos \u00edmpios \u00e9 justo, porque Deus \u00e9 justo, e eles \u201cs\u00e3o dignos disso\u201d (Apocalipse 16:6). Mas a exclus\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o deles, ainda que seja um \u201cestranho ato\u201d (Isa\u00edas 28:21), porque Deus \u00e9 amor (1 Jo\u00e3o 4:8), ser\u00e1 tamb\u00e9m um ato misericordioso, pois a companhia de Deus, e dos santos justos seria um eterno supl\u00edcio aos \u00edmpios. A destrui\u00e7\u00e3o dos \u00edmpios ser\u00e1 t\u00e3o completa que eles ser\u00e3o \u201ccomo se nunca tivessem sido\u201d (Obadias 16).<br>O dia do Senhor \u201cabrasar\u00e1\u201d, os maus, de modo que n\u00e3o lhes deixar\u00e1 \u201cnem raiz nem ramo\u201d, pois \u201cse far\u00e3o cinzas debaixo da planta dos vossos p\u00e9s\u201d (Malaquias 4:1, 3). O pr\u00f3prio Satan\u00e1s ser\u00e1 consumido pelo fogo, reduzido a cinzas, e jamais subsistir\u00e1 (Ezequiel 28:18-19). A prop\u00f3sito, foi Satan\u00e1s quem ilusoriamente afirmou a Eva: \u201c\u00c9 certo que n\u00e3o morrereis\u201d (G\u00eanesis 3:4), mas o Senhor Deus declarou: \u201ctu \u00e9s p\u00f3 e ao p\u00f3 tornar\u00e1s\u201d (G\u00eanesis 3:19). A ideia de que o ser humano de alguma forma vive ap\u00f3s a morte, e que abriu o caminho para a fal\u00e1cia do sofrimento eterno ainda \u00e9 o eco da voz da serpente nos ouvidos dos filhos de Eva. Que somente Deus pela totalidade de sua Palavra molde as nossas cren\u00e7as, pois ainda agora \u00e9 o tempo da salva\u00e7\u00e3o (2 Cor\u00edntios 6:2; Hebreus 3:7-8).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><strong><em>Refer\u00eancias:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>[1]<\/strong><\/em><em>\u201cNa metaf\u00edsica grega, o dualismo \u00e9 a cren\u00e7a de que h\u00e1 dois princ\u00edpios co-eternos em conflito um com o outro, tais como mat\u00e9ria e forma (ou esp\u00edrito) como ensinava o platonismo\u201d. Norman Geisler, <strong>Enciclop\u00e9dia apolog\u00e9tica<\/strong> (S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2001), 291. A seguir: Geisler.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\"><em><strong>[2]<\/strong><\/em><\/a><em>Ra\u00fal Kerbs, <strong>El problema de la identidade b\u00edblica del cristianismo<\/strong> (Buenos Aires: Editorial Universidad Adventista del Plata, 2014),113. A seguir: Kerbs.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\"><em><strong>[3]<\/strong><\/em><\/a><em>Cosmovis\u00e3o \u00e9 o \u201cmodo pelo qual a pessoa v\u00ea a realidade\u201d. \u201cUma cosmovis\u00e3o influencia muito a maneira em que a pessoa v\u00ea Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino\u201d. Geisler, 188. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\"><em><strong>[4]<\/strong><\/em><\/a><em>Colin Brown, ed., <strong>Dicion\u00e1rio internacional de teologia do Novo Testamento<\/strong> (S\u00e3o Paulo: Sociedade Religiosa Edi\u00e7\u00f5es Vida Nova, 1989), vol. II E-J, 432.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\"><em><strong>[5]<\/strong><\/em><\/a><em>Earle E. Cairns, <strong>O cristianismo atrav\u00e9s dos s\u00e9culos<\/strong>, 3\u00aa ed. (S\u00e3o Paulo: Sociedade Religiosa Edi\u00e7\u00f5es Vida Nova, 2015), 34.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a><em>Ibidem, 35.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\"><em><strong>[7]<\/strong><\/em><\/a><em>Kerbs, 113. Ver tamb\u00e9m: Ellen G. White, <strong>O grande conflito<\/strong>, 43\u00aa ed. (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 531-562; https:\/\/noticias. adventistas.org\/pt\/coluna\/wilson-borba\/consolemo-nos-uns-aos-outros-com-estas-palavras\/<\/em><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\"><em><strong>[8]<\/strong><\/em><\/a><em>Kerbs, 112.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\"><em><strong>[9]<\/strong><\/em><\/a><em>Ib\u00eddem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\"><em><strong>[10]<\/strong><\/em><\/a><em>Oscar Cullmann, <strong>Imortalidade da alma ou ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos<\/strong>, 1\u00aa ed. (Artur Nogueira, SP: Centro de Estudos Evang\u00e9licos, 2002), 1. Ver tamb\u00e9m Ellen G. White, <strong>O grande conflito<\/strong>, 43\u00aa ed. (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 531-562; Aecio E. Cairus, \u201cHombre\u201d, em <strong>Tratado de teolog\u00eda adventista del s\u00e9ptimo d\u00eda<\/strong>, editado por Raoul Dederen, 1\u00aa ed. (Buenos Aires: Asociaci\u00f3n Casa Editora Sudamericana, 2009), 256-257.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\"><em><strong>[11]<\/strong><\/em><\/a><em>Ellen G. White, <strong>Par\u00e1bolas de Jesus<\/strong>, 15\u00aa ed. (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 263.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\"><em><strong>[12]<\/strong><\/em><\/a><em>Ibidem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\"><em><strong>[13]<\/strong><\/em><\/a><em>Ibid.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\"><em><strong>[14]<\/strong><\/em><\/a><em>Gerhard von Rad, <strong>El libro del g\u00e9nesis<\/strong>, 2\u00aa ed. (Salamanca: Ediciones S\u00edgueme, 1982),92. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\"><em><strong>[15]<\/strong><\/em><\/a><em>H. Bietenhard, <strong>Dicion\u00e1rio internacional de teologia do Novo Testamento<\/strong>, ed. por Colin Brown, 433.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\"><em><sup><strong>[16]<\/strong><\/sup><\/em><\/a><em>Warren Baker, <strong>The Complete Word Study Dictionary: Old Testament<\/strong> (Chattanooga, TN: AMG Publishers, 2003), 813.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\"><em><strong>[17]<\/strong><\/em><\/a><em>Ranko Stefanovic, <strong>Revelation of Jesus Christ<\/strong>, 2\u00aa ed. (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009), 580.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Par\u00e1bola \u00e9 mal compreendida e leva a uma compreens\u00e3o equivocada sobre o assunto do estado dos mortos conforme \u00e9 ensinado na B\u00edblia.<\/p>\n","protected":false},"author":184,"featured_media":245112,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-245111","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-biblia","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"embed_url":"","embed_length":"","custom_author":""},"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-768x504.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/08\/19085500\/ricoelazaro-290x220.jpg"}}