{"id":241906,"date":"2019-06-24T05:00:22","date_gmt":"2019-06-24T08:00:22","modified":"2021-11-15T20:31:05","modified_gmt":"2021-11-15T23:31:05","slug":"mitos-sobre-escrita-e-formacao-da-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/rodrigo.silva\/mitos-sobre-escrita-e-formacao-da-biblia\/","title":{"rendered":"Mitos sobre escrita e forma\u00e7\u00e3o da B\u00edblia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_241907\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-241907\" class=\"size-full wp-image-241907\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia.jpg 1000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-768x512.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-150x100.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-730x487.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-241907\" class=\"wp-caption-text\">A forma\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, ao longo dos s\u00e9culos, \u00e9, muitas vezes, questionada com base em argumenta\u00e7\u00e3o falsa ou ultrapassada. (Foto: Shutterstock)<\/p><\/div>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de livros acad\u00eamicos em linguagem menos t\u00e9cnica tem popularizado certos debates que antes ficavam restritos a acad\u00eamicos dentro da universidade. Isso por um lado \u00e9 bom, pois divulga melhor o conhecimento. Mas, por outro lado, \u00e9 ruim quando o p\u00fablico leigo toma conhecimento da publica\u00e7\u00e3o de um autor e pensa que seu pensamento \u00e9 uniforme em toda a academia. E que os maiores especialistas concordam 100% com suas ideias, principalmente quando se trata de desconstruir uma longa tradi\u00e7\u00e3o como \u00e9 o cristianismo. E tem a ver, tamb\u00e9m, com mitos sobre escrita e forma\u00e7\u00e3o da B\u00edblia.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 B\u00edblia Sagrada, esse comportamento se torna ainda mais perigoso e explico o motivo. Acontece que alguns editores perceberam que o assunto B\u00edblia rende muito lucro diante de leitores \u00e1vidos por espiritualidade e f\u00e9. Somado a isso, eles tamb\u00e9m perceberam que o sensacionalismo fascina as pessoas.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/rodrigo-silva\/podemos-confiar-na-biblia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Podemos confiar na B\u00edblia?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Acad\u00eamicos liberais, isto \u00e9, que possuem certo grau de erudi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o aceitam a veracidade da B\u00edblia Sagrada, aproveitam a onda e escrevem seu material em linguagem jornal\u00edstica. Com isso, atraem muitos leitores, especialmente entre os mais jovens. E que, neste caso, s\u00e3o doutrinados a n\u00e3o aceitar mais a chamada \u201cvelha e feliz hist\u00f3ria\u201d. Tendem a achar que tudo n\u00e3o passa de um mito e a f\u00e9 dos pais n\u00e3o seria nada sen\u00e3o uma ilus\u00e3o coletiva.<\/p>\n<h4>Cuidado com mentiras<\/h4>\n<p>N\u00e3o sou contra a que cada um publique suas ideias acad\u00eamicas, mesmo que elas destoem daquilo que eu mesmo acredito. O problema consiste em passar para os leitores a ideia de que aquela \u00e9 uma ideia nova, in\u00e9dita e rec\u00e9m descoberta pelos especialistas, o que nem sempre \u00e9 verdade. Muitas cr\u00edticas s\u00e3o, na verdade, repagina\u00e7\u00f5es de antigas teorias que foram ditas dois, tr\u00eas s\u00e9culos atr\u00e1s e que, tamb\u00e9m, j\u00e1 foram respondidas por outros acad\u00eamicos que n\u00e3o viram nas acusa\u00e7\u00f5es antib\u00edblicas uma argumenta\u00e7\u00e3o suficientemente l\u00f3gica que os fizesse abandonar a f\u00e9<\/p>\n<p>As ideias, por exemplo, de que Mois\u00e9s n\u00e3o escreveu os primeiros livros da b\u00edblia, que os patriarcas nunca existiram e a ressurrei\u00e7\u00e3o foi apenas um mito, j\u00e1 foram apresentadas no s\u00e9culo 17 por autores descrentes como Hobbes, Spinoza e Richard Saimon. Depois veio Jean Astruc, no s\u00e9culo 18 e, finalmente, o famoso Julius Wellhausen, falecido em 1918 que fundou a escola cr\u00edtica de Tubingen na Alemanha.<\/p>\n<p>Outro problema com essa avalanche de publica\u00e7\u00f5es antib\u00edblicas \u00e9 a impress\u00e3o que os autores passam de que os que defendem a veracidade b\u00edblica s\u00e3o leigos e crist\u00e3os ing\u00eanuos. E que os acad\u00eamicos e intelectuais de verdade n\u00e3o acreditam mais na tradi\u00e7\u00e3o \u201cevang\u00e9lica\u201d . Sua linguagem, bastante ir\u00f4nica ou at\u00e9 mesmo panflet\u00e1ria, faz uma caricatura dos crentes como sendo gente ultrapassada, que cr\u00ea em ensinamentos para os quais n\u00e3o existe nenhuma evid\u00eancia conclusiva ou que j\u00e1 foram desmentidos pelas descobertas dos especialistas.<\/p>\n<p>Esse, por exemplo, \u00e9 o caso de Bart Ehrman, um autor ateu, especialista em critica textual e que n\u00e3o acredita na B\u00edblia como leg\u00edtima palavra de Deus. O subt\u00edtulo que o editor de seu livro colocou logo abaixo de seu nome \u00e9 curioso \u201cA maior autoridade em B\u00edblia do mundo\u201d. \u00a0Embora se trata realmente de um renomado especialista, a hip\u00e9rbole do t\u00edtulo n\u00e3o passa de um jogo de marketing.<\/p>\n<p>Michael Satlow \u00e9 outro autor que recentemente lan\u00e7ou pela universidade de Yale um livro chamado Como a B\u00edblia se tornou Sagrada. Em s\u00edntese, o autor usa o mesmo conjunto de argumentos j\u00e1 vistos nas publica\u00e7\u00f5es mais antigas feitas por cr\u00edticos do cristianismo.<\/p>\n<p><strong>Veja mais sobre transmiss\u00e3o da B\u00edblia:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Transmiss\u00e3o da B\u00edblia Sagrada\" width=\"856\" height=\"482\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4b-xua2Qq-M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4>Transmiss\u00e3o do texto: coisa de amadores?<\/h4>\n<p>A principal t\u00f4nica de Ehrman e Satlow \u00e9 a descren\u00e7a na fidelidade textual da B\u00edblia Sagrada. O que dizer diante de seus argumentos? Foram os textos b\u00edblicos copiados e transmitidos com precis\u00e3o? Podemos confiar no texto que possu\u00edmos? Seria verdade que os copistas crist\u00e3os eram amadores na arte de copiar manuscritos. E que, ent\u00e3o, por isso, as c\u00f3pias do Novo Testamento foram feitas de modo grosseiro e n\u00e3o profissional?<\/p>\n<p>Alega-se que o antigo e novo testamentos foram resultado de adapta\u00e7\u00f5es tardias e que nenhum deles tinha autoridade religiosa sen\u00e3o a partir dos s\u00e9culos III e IV de nossa era. Parte deste argumento vem do que se diz em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00f3pias manuscritas do Novo Testamento, isso \u00e9, aquelas c\u00f3pias feitas \u00e0 m\u00e3o antes da inven\u00e7\u00e3o da imprensa. Diz-se que as c\u00f3pias dos antigos manuscritos crist\u00e3os produzidas por volta do segundo s\u00e9culo de nossa eram meramente utilit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Elas foram geralmente feitas em papiro e n\u00e3o em algum tipo de material mais caro e dur\u00e1vel como o pergaminho. Esses manuscritos n\u00e3o possuem evid\u00eancias de terem sido copiados por um escriba profissional, nem de serem intencionalmente preparados para a recita\u00e7\u00e3o em p\u00fablico.<\/p>\n<p>Esse tipo de declara\u00e7\u00e3o, embora muito repetida, \u00e9 severamente questionada nos \u00faltimos anos. Novas evid\u00eancias mostram que a mesma n\u00e3o confere. Embora alguns manuscritos crist\u00e3os do II e III s\u00e9culos n\u00e3o sejam c\u00f3pias formais, como eram as judaicas ou greco-romanas, outros da mesma \u00e9poca o eram. O papiro 77 do evangelho de Mateus e o papiro 16, que cont\u00eam a segunda ep\u00edstola de Paulo aos Cor\u00edntios, s\u00e3o exemplos de manuscritos antigos que mostram um grande refino no modo crist\u00e3o de copiar suas escrituras sagradas.<\/p>\n<p>O eminente professor de Cambridge Graham Stanton, erudito b\u00edblico e especialista em critica textual do Novo Testamento, declarou: \u201cA declara\u00e7\u00e3o insistentemente repetida de que os evangelhos foram copiados primeiramente de modo utilit\u00e1rio e n\u00e3o profissional, precisa ser modificada\u201d. A pesquisadora Kim Haines-Eitzen, autora do livro Guardi\u00e3es das Letras, sobre cr\u00edtica textual do Novo Testamento, foi ainda mais direta. Ela declarou: \u201cAs mais antigas c\u00f3pias da literatura crist\u00e3 foram produzidas por escribas treinados e profissionais\u201d.<\/p>\n<p>Outra coisa que dizem com frequ\u00eancia \u00e9 que manuscritos oficiais eram copiados em pergaminho ou couro e n\u00e3o em folhas de papiro como parece ser o caso dos manuscritos do Novo Testamento. O argumento usado \u00e9 que, se o escriba estivesse querendo reproduzir um livro para ser usado em p\u00fablico, num culto por exemplo, ele usaria uma folha de pergaminho. Porque este material suportaria mais o manuseio constante.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, se o copista tamb\u00e9m estivesse preocupado em garantir a perman\u00eancia de um texto original para a posteridade ele tamb\u00e9m daria prefer\u00eancia a um pergaminho cuja durabilidade era mais garantida e n\u00e3o a um papiro.<\/p>\n<p>Novamente, estamos diante de uma informa\u00e7\u00e3o dedutiva, imprecisa e que permite outra leitura dos fatos. A ideia, repito, de que textos sagrados deveriam obrigatoriamente estar em couro e n\u00e3o em papiro \u00e9 uma dedu\u00e7\u00e3o moderna. Baseada nas regras rab\u00ednicas de que as escrituras judaicas deveriam ser copiadas em um tipo especial de pergaminho. Mas fora isso, n\u00e3o existe nada na antiguidade crist\u00e3 que corrobore com esse pensamento, pelo contr\u00e1rio, pois tamb\u00e9m temos antigas c\u00f3pias do Antigo Testamento feitas em papiro tanto desta \u00e9poca como de antes dela. \u00c9 o caso do papiro Nash datado do I s\u00e9culo a.C., e que traz em hebraico um trecho \u00caxodo e do Deuteron\u00f4mio.<\/p>\n<h4>O que realmente ocorre?<\/h4>\n<p>Duas coisas devem ser ditas a esse respeito: a primeira que os crist\u00e3os primitivos, incluindo os copistas, tinham a clara consci\u00eancia de que estavam lendo e copiando b\u00edblia sagrada. Tanto que Justino M\u00e1rtir, autor do segundo s\u00e9culo, chamou os textos do Novo Testamento de \u201cescrituras\u201d \u2013 uma evid\u00eancia de que estavam conscientes do valor desses livros. E que, portanto, teriam todo cuidado na reprodu\u00e7\u00e3o desses.<\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 que o autor Luciano de Samosata, prof\u00edcuo escritor\u00a0 do segundo s\u00e9culo, deu o seguinte depoimento sobre os crist\u00e3os de seu tempo: \u201cTodos os sagrados livros dos crist\u00e3os era lidos em alta vez\u201d, isto \u00e9, lidos em p\u00fablico. Isso contraria a afirma\u00e7\u00e3o de que os copistas crist\u00e3os reproduziam seus livros para usos pessoais e n\u00e3o para leitura p\u00fablica<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia crist\u00e3 pelo papiro pode ter sido por uma quest\u00e3o econ\u00f4mica, porque o pergaminho era mais caro e eles n\u00e3o dispunham de muitos recursos. Al\u00e9m disso, o papiro era melhor para a produ\u00e7\u00e3o dos c\u00f3dex, cadernos criados pelos crist\u00e3os para legar a b\u00edblia de um lado para o outro. Al\u00e9m disso, pesquisas recentes feitas em Cambridge est\u00e3o desmentindo essa ideia de que o pergaminho seria mais utiliz\u00e1vel que o papiro e, por esta raz\u00e3o, mais dur\u00e1vel que ele, isso n\u00e3o procede.<\/p>\n<p>Outra coisa interessante de se observar nos manuscritos crist\u00e3os \u00e9 o uso do chamado nomina sacra. Trata-se de uma abreviatura proposital para transcrever os nomes divinos. Ao inv\u00e9s de escrever por extenso todo o nome Jesus Cristo eles colocavam apenas as letras iniciais e finais de cada nome. Essa pr\u00e1tica indicava, na opini\u00e3o dos especialistas, que havia uma ordem e coer\u00eancia no modo como os manuscritos eram copiados pelos antigos crist\u00e3os, n\u00e3o algo feito de qualquer jeito. Muito menos desorganizada e amadora como sugerem alguns cr\u00edticos.<\/p>\n<h4>E as supostas diverg\u00eancias?<\/h4>\n<p>Mas e quanto \u00e0s diverg\u00eancias entre os manuscritos? Afinal de contas, n\u00e3o existem dois manuscritos iguaizinhos um ao outro, pelo contr\u00e1rio, existem cerca de 138 mil palavras no Novo Testamento grego e a melhor estimativa \u00e9 de que existam aproximadamente 400 mil variantes textuais entre os manuscritos. Logo, h\u00e1, em m\u00e9dia, tr\u00eas variantes para cada palavra do Novo Testamento grego. Como podemos nos assegurar qual seria a vers\u00e3o correta do texto?<\/p>\n<p>A primeira coisa que devemos levar em considera\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 apenas a B\u00edblia que tem o desafio de encontrar seu texto original. Praticamente todos os originais cl\u00e1ssicos escritos no passado se perderam, por isso o que temos s\u00e3o c\u00f3pias de c\u00f3pias.<\/p>\n<p>Agora vem o ponto mais importante. A vantagem do Novo Testamento, quando comparado a outros escritos antigos e o n\u00famero de c\u00f3pias que sobreviveram. Veja\u00a0o caso de T\u00e1cito,\u00a0o historiador romano que escreveu os Anais\u00a0por volta de 116 d.C. Seus primeiros seis\u00a0livros existem hoje em apenas um manuscrito, copiado mais ou menos em 850 d.C. quase 700 anos depois do original. Mesmo assim, a cole\u00e7\u00e3o est\u00e1 incompleta, pois os livros 11 a 16 est\u00e3o em outro manuscrito do s\u00e9culo 11 e os livros 7 a 10 est\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p>H\u00e1 um intervalo muito longo entre o tempo que T\u00e1cito\u00a0colheu\u00a0suas\u00a0 informa\u00e7\u00f5es\u00a0 e\u00a0 as\u00a0 escreveu\u00a0 e\u00a0 as\u00a0 \u00fanicas\u00a0 c\u00f3pias existentes em nossos dias.\u00a0 E T\u00e1cito n\u00e3o \u00e9 um caso isolado, a maioria absoluta dos textos cl\u00e1ssicos antigos est\u00e1 representada apenas por um punhado de copias que n\u00e3o chega a uma centena.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Novo Testamento possui apenas em grego um montante de quase 5.800 c\u00f3pias manuscritas, fora as vers\u00f5es em latim, sir\u00edaco, copta e outras que se somadas elevariam o n\u00famero para mais de 40 mil. E com um detalhe muito importante, as c\u00f3pias mais antigas distam apenas 30 ou 50 anos do original. Mas talvez voc\u00ea pergunte: qual a vantagem disso?<\/p>\n<p>\u00c9 que quanto maior o n\u00famero de c\u00f3pias em harmonia umas com as outras, sobretudo se prov\u00eam de \u00e1reas geogr\u00e1ficas diferentes, tanto maior a possibilidade de confront\u00e1-las. Isso permite visualizar como seriam os documentos originais. Mesmo que n\u00e3o tiv\u00e9ssemos nenhum manuscrito grego hoje, se junt\u00e1ssemos as informa\u00e7\u00f5es fornecidas por essas tradu\u00e7\u00f5es que remontam a um per\u00edodo muito antigo, seria poss\u00edvel reproduzir o conte\u00fado do Novo Testamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, mesmo que perd\u00eassemos todos os manuscritos gregos\u00a0e\u00a0as\u00a0tradu\u00e7\u00f5es\u00a0mais\u00a0antigas,\u00a0ainda\u00a0seria\u00a0poss\u00edvel\u00a0reproduzir\u00a0o conte\u00fado do Novo Testamento com base na multiplicidade de cita\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios, serm\u00f5es, cartas etc. dos antigos pais da igreja. Quanto \u00e0s diverg\u00eancias, elas existem porque h\u00e1 milhares de manuscritos - s\u00f3 temos tantas diverg\u00eancias entre os manuscritos gregos, as tradu\u00e7\u00f5es antigas e os coment\u00e1rios patr\u00edsticos, porque possu\u00edmos dezenas de milhares desses documentos.\u00a0 Mesmo assim, \u00e9 poss\u00edvel, por meios t\u00e9cnicos, descobrir qual vers\u00e3o estaria mais perto do original.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o, enfim, uns poucos argumentos que nos ajudam a ter certeza de que este \u00e9 um livro corretamente reconstru\u00eddo. Um livro que transforma vidas e revela a vontade de Deus para os homens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muita inverdade sobre a transmiss\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, processo de c\u00f3pias, manuscritos e isso precisa ser esclarecido. Entenda mais sobre o tema.<\/p>\n","protected":false},"author":237,"featured_media":241907,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-241906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-biblia"],"acf":false,"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2019\/06\/19084219\/pergaminhobiblia-290x220.jpg"}}