{"id":226986,"date":"2018-10-03T12:03:05","date_gmt":"2018-10-03T15:03:05","modified":"2025-01-07T11:58:58","modified_gmt":"2025-01-07T14:58:58","slug":"o-coracao-do-engajamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/wellington.barbosa\/o-coracao-do-engajamento\/","title":{"rendered":"O cora\u00e7\u00e3o do engajamento"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image wp-image-226988\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1065\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-226988\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento.jpg 1500w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-768x545.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-730x518.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Liderar \u00e9 envolver-se pessoal e emocionalmente com sua equipe (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Atualmente, tem se usado a palavra engajamento com muita frequ\u00eancia, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s redes sociais. O objetivo, nesse caso, \u00e9 envolver o m\u00e1ximo de pessoas, pelo maior tempo poss\u00edvel, com determinada personalidade ou marca. Quanto mais intimidade e intera\u00e7\u00e3o um internauta tiver com determinado produto, servi\u00e7o, ideia ou pessoa, maior ser\u00e1 seu n\u00edvel de engajamento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Contudo, n\u00e3o vou explorar essa faceta do termo. Quero compartilhar algumas reflex\u00f5es sobre o impacto que essa palavra tem no cotidiano de um l\u00edder. T\u00e3o importante quanto manter as pessoas engajadas com sua marca ou influ\u00eancia nas redes sociais \u00e9 mant\u00ea-las engajadas no dia a dia de sua organiza\u00e7\u00e3o, seja ela qual for.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/wellington.barbosa\/cinco-conselhos-biblicos-para-resolver-conflitos\/\">Cinco conselhos b\u00edblicos para resolver conflitos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Kevin Kruse define engajamento como \u201co <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">compromisso emocional<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> que o colaborador tem para com sua organiza\u00e7\u00e3o e os objetivos dela\u201d. Considero que essa \u00e9 uma das melhores defini\u00e7\u00f5es do termo, quando aplicado \u00e0 \u00e1rea de gest\u00e3o. Ao qualificar o compromisso como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">emocional<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, ele chega ao \u00e2mago da quest\u00e3o: uma das mais importantes caracter\u00edsticas da lideran\u00e7a \u00e9 saber se conectar emocionalmente com sua equipe, a fim de alcan\u00e7ar os objetivos propostos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entretanto, como isso \u00e9 poss\u00edvel? Acredito que podemos crescer em nossa capacidade de engajamento desenvolvendo quatro a\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><b>Inspire confian\u00e7a:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Esse elemento \u00e9 fundamental para estabelecer uma cultura de engajamento. Conforme Paul J. Zak indicou em seu estudo, publicado na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Harvard Business Review, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">pessoas que trabalham em companhias com alto n\u00edvel de confian\u00e7a reportam 106% a mais de energia no trabalho, 74% menos estresse, 50% a mais de produtividade, 13% menos dias de afastamento, 76% de engajamento a mais, 29% a mais de satisfa\u00e7\u00e3o pessoal e 40% menos da s\u00edndrome de burnout. Isso demonstra, por meio de resultados mensur\u00e1veis, o peso que a confian\u00e7a exerce no cotidiano de um l\u00edder. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">E para inspirar confian\u00e7a, o l\u00edder deve unir dois fatores: car\u00e1ter e compet\u00eancia. Uma pessoa \u00edntegra e justa, cujas inten\u00e7\u00f5es sejam transparentes, \u00e9 algu\u00e9m de car\u00e1ter. Quem abriga objetivos obscuros por tr\u00e1s de sua lideran\u00e7a, uma hora ou outra ser\u00e1 desacreditado por seu grupo de trabalho, pois n\u00e3o conseguir\u00e1 disfar\u00e7ar por muito tempo sua dissimula\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por sua vez, a compet\u00eancia se expressa por meio do bom uso das habilidades e por seus consequentes resultados. Quando a equipe v\u00ea em seu l\u00edder essas caracter\u00edsticas, ela se abre para estabelecer um v\u00ednculo de confian\u00e7a com ele, e se disp\u00f5e a ir al\u00e9m para conquistar os prop\u00f3sitos coletivos. Por exemplo, voc\u00ea consegue enxergar os tr\u00eas valentes de Davi correndo risco de morte para conseguir um pouco de \u00e1gua para seu l\u00edder (2 Samuel 23:15-17) se n\u00e3o confiassem plenamente nele?<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><b>Incorpore a vis\u00e3o\/miss\u00e3o\/objetivos organizacionais.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> O l\u00edder deve incorporar a vis\u00e3o, a miss\u00e3o e os objetivos da organiza\u00e7\u00e3o a que serve. Muitos cometem o erro de discursar sobre esses elementos sem permitir que eles fa\u00e7am parte efetiva de sua vida. As pessoas percebem quando o l\u00edder fala deles da boca pra fora, e o resultado \u00e9 um baixo \u00edndice de engajamento. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">H\u00e1 uma hist\u00f3ria b\u00edblica que, para mim, ilustra bem esse ponto. Gide\u00e3o foi chamado por Deus para derrotar os midianitas quando estes oprimiam o povo de Israel. Com um grupo de 300 homens, foi ao combate, certo da vit\u00f3ria. Um detalhe que chama aten\u00e7\u00e3o sobre esse relato \u00e9 a maneira como os soldados bradaram no momento do ataque: \u201c\u00c0 espada, pelo Senhor e por Gide\u00e3o!\u201d (Ju\u00edzes 7:20). Creio que se o l\u00edder n\u00e3o tivesse dado demonstra\u00e7\u00f5es de f\u00e9, coragem e assimila\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o dada por Deus, dificilmente seu reduzido ex\u00e9rcito teria ido \u00e0 luta contra 135 mil midianitas, disposto a combater por Seu Senhor e seu l\u00edder.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><b>Mentoreie seus colaboradores.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Esse \u00e9 um dos principais desafios de um l\u00edder. Mais do que gerenciar uma equipe, \u00e9 necess\u00e1rio desenvolver uma atitude intencional de mentoreamento que, por fim, resulta na multiplica\u00e7\u00e3o de l\u00edderes capazes de exercer com excel\u00eancia as atribui\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sob sua responsabilidade. Se adotarmos uma linguagem b\u00edblica, o mentoreamento \u00e9 similar ao discipulado. E ningu\u00e9m soube fazer isso melhor do que Jesus. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O exemplo do Mestre demonstra duas atitudes fundamentais nesse processo: conviv\u00eancia e instru\u00e7\u00e3o. Cristo convivia com os disc\u00edpulos de tal maneira que n\u00e3o havia barreiras relacionais entre Ele e os doze ap\u00f3stolos. Algumas evid\u00eancias dessa proximidade chegam a ser surpreendentes. Por exemplo, a ocasi\u00e3o em que Tiago e Jo\u00e3o perguntaram a Jesus se Ele gostaria que pedissem que ca\u00edsse fogo do c\u00e9u para consumir uma aldeia samaritana que os havia rejeitado (Lucas 9:51-56), ou quando Pedro repreendeu Jesus por falar da morte dEle (Mateus 16:22). Se Cristo n\u00e3o lhes fosse acess\u00edvel, dificilmente eles teriam essa coragem! <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro ponto importante no mentoreamento \u00e9 a instru\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e consistente. Jesus Se utilizou de v\u00e1rios momentos para educar formalmente seus disc\u00edpulos. Vemos isso no serm\u00e3o da montanha (Mateus 5-7), no comissionamento dos doze (Mateus 10), no envio dos setenta (Lucas 10:1-20) e nas diversas par\u00e1bolas e discursos. A li\u00e7\u00e3o que Ele nos deixa \u00e9 que conviv\u00eancia e instru\u00e7\u00e3o devem ser atitudes naturais daqueles que se disp\u00f5em a discipular outros, ou, na linguagem corporativa, a mentorear colaboradores.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><b>Valorize as pessoas.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Chester Elton e Adrian Gostick demonstram consistentemente em seu livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">O Princ\u00edpio do Reconhecimento<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> que a remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mais ambicionada forma de valoriza\u00e7\u00e3o no ambiente corporativo. Existem outras atitudes, at\u00e9 mesmo mais econ\u00f4micas, que t\u00eam um potencial muito maior para impactar os colaboradores. O elogio p\u00fablico ou particular, a abertura para sugest\u00f5es, a participa\u00e7\u00e3o ativa na melhoria dos processos de trabalho e as celebra\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas por metas parciais ou totais alcan\u00e7adas s\u00e3o bons exemplos de como um l\u00edder pode valorizar as pessoas, fazendo com que isso seja, de fato, algo significativo para elas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por meio destas atitudes - inspirar pessoas, encarnar a vis\u00e3o\/miss\u00e3o e objetivos organizacionais, mentorear colaboradores e valorizar seus esfor\u00e7os -, estou certo de que sua lideran\u00e7a ser\u00e1 potencializada. E se voc\u00ea se esquecer de tudo o que eu disse, grave esta frase: O cora\u00e7\u00e3o do engajamento est\u00e1 no ligar-se pelo cora\u00e7\u00e3o!<\/span><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">KRUSE, Kevin. <\/span><b><i>What Is Employee Engagement<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Recuperado de: https:\/\/www.forbes.com\/sites\/kevinkruse\/2012\/06\/22\/employee-engagement-what-and-why\/#7d53b7647f37 <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">ZAK, Paul J. <\/span><b><i>The Neuroscience of Trust<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Recuperado de https:\/\/hbr.org\/2017\/01\/the-neuroscience-of-trust<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro passos para inspirar pessoas a se envolverem em um mesmo prop\u00f3sito.<\/p>\n","protected":false},"author":242,"featured_media":226988,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3217],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-226986","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-comportamento","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":"","embed_url":"","embed_length":""},"terms":{"editorial":"Comportamento","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-768x545.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2018\/10\/03115648\/o-coracao-do-engajamento-290x220.jpg"}}