{"id":21215,"date":"2013-05-07T15:09:45","date_gmt":"2013-05-07T18:09:45","modified":"2021-11-15T21:34:30","modified_gmt":"2021-11-16T00:34:30","slug":"hino-no-metro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/jael.eneas\/hino-no-metro\/","title":{"rendered":"Hino no Metr\u00f4"},"content":{"rendered":"<p>Atlanta, capital da Ge\u00f3rgia, EUA. Vindos do aeroporto, trens da linha vermelha do Metr\u00f4 corriam lotados \u00e0s 8 horas da manh\u00e3. Por\u00e9m, naquele s\u00e1bado de 3 de julho havia algo intrigante: as pessoas pareciam se conhecer, embora a l\u00edngua, o traje, o jeito, fossem muito diferentes. Na esta\u00e7\u00e3o <i>Five Points<\/i> que integra a linha azul, mais gente, mais falat\u00f3rio, mais etnias. Ao embarcar no novo trem, uma constata\u00e7\u00e3o: todos os passageiros iam para o Georgia Dome, onde 70 mil pessoas de mais de 200 pa\u00edses assistiriam o encerramento da 59\u00aa. Sess\u00e3o da Confer\u00eancia Mundial da Igreja Adventista, em 2010.<\/p>\n<p>Ao descerem algumas esta\u00e7\u00f5es depois, centenas de pessoas invadiram as estreitas escadas rolantes. De repente, sem aviso ou comando, algu\u00e9m come\u00e7a a cantar: \u201cMarchando para Si\u00e3o\u201d (Hin\u00e1rio Adventista, no. 550). Cessa o falat\u00f3rio. O que era um mesclar de l\u00ednguas e dialetos, agora, vozes unidas em louvor: \u201c\u00d3 filhos de Si\u00e3o, honrai o Rei dos Reis. Si\u00e3o \u00e9 a nossa santa e gloriosa cidade\u201d.\u00a0 Pelos t\u00faneis e corredores, ouvia-se: \u201cErguei-vos \u00f3 crist\u00e3os, marchando sem cessar, at\u00e9 herdardes l\u00e1 no al\u00e9m, Si\u00e3o, o eterno lar\u201d.\u00a0 Olhei para o rel\u00f3gio e vi que eram 9 horas da manh\u00e3, hor\u00e1rio da Escola Sabatina.<\/p>\n<p>A m\u00fasica tem este poder, de conectar, transcender e tornar o que \u00e9 diverso em unidade, sem, contudo, anular individualidades. A beleza do canto congregacional daquela manh\u00e3 no Metr\u00f4 era que cada pessoa cantava em sua pr\u00f3pria l\u00edngua, timbre e sotaque. Isto n\u00e3o se constituiu em empecilho ou barreira. Foi, na verdade, essa participa\u00e7\u00e3o individual que deu ao coletivo o significado mais profundo, porque, quando o expressar individual \u00e9 sincero, o resultado do todo ser\u00e1 sempre inusitado, impressivo e marcante. Aqui est\u00e1 o cerne da quest\u00e3o: quando louvar, fa\u00e7a-o em esp\u00edrito e verdade.<\/p>\n<p>Cerca de 3 horas mais tarde, a emo\u00e7\u00e3o explodia. Agora eram milhares e milhares de pessoas que se levantavam para cantar: Oh que Esperan\u00e7a (Hin\u00e1rio Adventista, no. 469).\u00a0 O mais indescrit\u00edvel era n\u00e3o era ouvir, mas, participar. O Georgia Dome freme: \u201cOh! Que esperan\u00e7a vibra em nosso ser, pois aguardamos o Senhor! F\u00e9 possu\u00edmos, que Jesus nos d\u00e1, f\u00e9 na promessa que nos fez\u201d.\u00a0 Em compasso quatern\u00e1rio, a orquestra marca o ritmo: \u201cEis que o tempo logo vem, e as na\u00e7\u00f5es daqui e al\u00e9m, bem alerta v\u00e3o cantar: Aleluia! Cristo \u00e9 Rei!\u201d.\u00a0 Que maneira mais extraordin\u00e1ria de se viver a f\u00e9!<\/p>\n<p>O canto congregacional tem um m\u00e9rito: manter o \u00e2nimo dos crist\u00e3os enquanto caminham rumo \u00e0 P\u00e1tria Celestial. \u201cCaso houvesse muito mais louvor ao Senhor, e menos repeti\u00e7\u00e3o de express\u00f5es de des\u00e2nimo, muito mais vit\u00f3rias seriam obtidas\u201d, escreve Ellen White no livro Evangelismo, na p\u00e1gina 499. Neste contexto, os hinos desempenham importante papel por serem degraus por onde homens e mulheres acessam ao Trono da Gra\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o tenha recebido conforto de um c\u00e2ntico predileto ou segurado as l\u00e1grimas diante de um hino sobre como Deus nos perdoa, aceita, redime e transforma.<\/p>\n<p>Todavia, h\u00e1 algo maior ainda para se viver: chegar \u00e0 igreja e unir-se ao canto coletivo. \u00c9 neste momento que a atmosfera do C\u00e9u toma conta do lugar. O clima de unidade, de comunh\u00e3o, de certeza n\u00e3o se pode descrever. Trata-se de uma experi\u00eancia pessoal e intransfer\u00edvel. O louvor hoje n\u00e3o \u00e9 um modismo, mas, um imperativo de Deus para voc\u00ea. Ore. Experimente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atlanta, capital da Ge\u00f3rgia, EUA. Vindos do aeroporto, trens da linha vermelha do Metr\u00f4 corriam lotados \u00e0s 8 horas da manh\u00e3. Por\u00e9m, naquele s\u00e1bado de 3 de julho havia algo intrigante: as pessoas pareciam se conhecer, embora a l\u00edngua, o traje, o jeito, fossem muito diferentes. Na esta\u00e7\u00e3o Five Points que integra a linha azul, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-21215","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","xtt-pa-format-coluna"],"acf":false,"terms":{"editorial":"","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"","medium":"","small":"","pa-block-preview":"","pa-block-render":""}}