{"id":210210,"date":"2017-11-13T14:33:02","date_gmt":"2017-11-13T17:33:02","modified":"2021-11-15T20:43:43","modified_gmt":"2021-11-15T23:43:43","slug":"papeis-invertidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/neila.diniz\/papeis-invertidos\/","title":{"rendered":"Pap\u00e9is invertidos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_210231\" style=\"width: 662px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-210231\" class=\" wp-image-210231\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos.jpg\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos.jpg 2000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-768x455.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-730x433.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-60x35.jpg 60w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-210231\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Shutterstock<\/p><\/div>\n<p>Quando o Disney Channel anunciou que ter\u00e1 o primeiro romance gay em s\u00e9rie infanto-juvenil (<em>Veja<\/em> online, 26\/10\/2017), me preocupei com alguns pontos evidentes na mat\u00e9ria. E antes que me julguem como preconceituosa ou intolerante, quero j\u00e1 esclarecer que o que menos me surpreendeu foi o assunto em si. Digo isso porque, no ritmo em que as coisas est\u00e3o caminhando, era s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo para surgir algo dessa natureza nas produ\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s crian\u00e7as. Por\u00e9m, como m\u00e3e crist\u00e3, gostaria de partilhar o que realmente chamou minha aten\u00e7\u00e3o e que considero digno de reflex\u00e3o de nossa parte como pais:<\/p>\n<ul>\n<li>O primeiro ponto \u00e9 a idade do p\u00fablico-alvo. De acordo com os produtores, a s\u00e9rie <em>Andi Mack<\/em> foi criada tendo em vista crian\u00e7as de 6 a 14 anos. Pergunto: N\u00e3o parece uma dist\u00e2ncia muito grande entre as faixas et\u00e1rias para abordar os mesmos tipos de assuntos? De acordo com psic\u00f3logos, os 6 aos 12 s\u00e3o considerados os anos intermedi\u00e1rios da inf\u00e2ncia. Ou seja, meninos e meninas ainda s\u00e3o crian\u00e7as. Ou pelo menos deveriam ser. Assuntos graves e s\u00e9rios como gravidez na adolesc\u00eancia (tema da primeira temporada de <em>Andi Mack<\/em>) e homossexualidade e auto aceita\u00e7\u00e3o (tema da segunda temporada) realmente deveriam ser apresentados, com todas as suas implica\u00e7\u00f5es e problem\u00e1ticas, para crian\u00e7as que deveriam estar curtindo as amizades e as brincadeiras pr\u00f3prias dessa fase da vida.<\/li>\n<li>O porta-voz do canal fez a seguinte declara\u00e7\u00e3o: \u201cTerri Minsky [a criadora da s\u00e9rie], o elenco e todos os envolvidos no programa tomaram cuidado para garantir que o conte\u00fado seja apropriado para o p\u00fablico e para que seja uma forte mensagem sobre inclus\u00e3o e respeito pela humanidade\u201d. Ningu\u00e9m discorda que as crian\u00e7as precisam aprender a amar e respeitar o pr\u00f3ximo. Isso \u00e9 algo que os pais devem ensinar aos filhos desde que eles s\u00e3o beb\u00eas. Mas voc\u00ea sabe quais foram as fontes consultadas para que se fizesse a abordagem mais \u201cadequada\u201d? N\u00e3o foram os profissionais da \u00e1rea de desenvolvimento infantil, e sim as associa\u00e7\u00f5es <em>LGBTQ. (Essas siglas est\u00e3o ficando com tantas letras que daqui a pouco n\u00e3o v\u00e3o caber em uma linha s\u00f3.) A surpresa a\u00ed talvez seja a<\/em><em> letra Q. Bem, ela se refere a <\/em><em>Queer, uma express\u00e3o que a m\u00eddia divulgou bastante nos \u00faltimos meses no Brasil por causa da exposi\u00e7\u00e3o do Santander. Por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel que, como eu, voc\u00ea n\u00e3o saiba o significado <\/em><em>dela. Ent\u00e3o, vamos \u00e0 explica\u00e7\u00e3o. D<\/em><em>e acordo com Judith Butler, a principal defensora<\/em><em> da ideologia de g\u00eanero,<\/em> \u201cQueer \u00e9 um movimento que toma uma dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o esperada, que contesta as normas dominantes, de modo que l\u00e9sbicas, gays, intersex, bissexuais, trans, trabalhadoras sexuais podem viver com menos medo no mundo\u201d. Considerando a comprovada influ\u00eancia da m\u00eddia televisiva sobre crian\u00e7as e adolescentes na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es, de conceitos e de comportamentos \u00e9 seguro delegar a educa\u00e7\u00e3o infantil a associa\u00e7\u00f5es que denigrem os valores, a fam\u00edlia, a religi\u00e3o e ainda banalizam o sexo?<\/li>\n<li>O \u00faltimo ponto que gostaria de destacar tem de ver com o t\u00edtulo que dei a este texto. Leia de novo: Pap\u00e9is invertidos. Agora responda sinceramente: A quem cabe a responsabilidade de educar e ensinar valores aos filhos? No entanto, a proposta do canal em quest\u00e3o \u00e9 diferente. As crian\u00e7as, que est\u00e3o crescendo com uma mentalidade mais aberta e receptiva para novidades, podem desempenhar o papel de educar os pais para que eles vejam o mundo com outros olhos \u2013 os olhos do amor e da toler\u00e2ncia para com todo tipo de situa\u00e7\u00e3o. Essa filosofia n\u00e3o est\u00e1 presente apenas na s\u00e9rie <em>Andi Mack<\/em>. Nos \u00faltimos anos, muitos canais infantis t\u00eam semeado suas ideologias em programas aparentemente inocentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>S\u00f3 para citar mais um exemplo, a rela\u00e7\u00e3o homossexual j\u00e1 foi mostrada com super naturalidade em um desenho proposto para crian\u00e7as de 2 a 5 anos de idade (<em>Doutora Brinquedos<\/em>). O epis\u00f3dio, que foi ao ar em agosto de 2017, ensinava as crian\u00e7as a se preparar em caso de terremoto e n\u00e3o estava relacionado ao assunto da homossexualidade. No entanto, duas l\u00e9sbicas, com seus filhos, eram as personagens principais do enredo. Chris Nee, a criadora do desenho que \u00e9 exibido pelo Disney Junior, disse ter ficado incrivelmente surpresa com o apoio recebido pelo canal para retratar a realidade que ela pr\u00f3pria vive. Desde 2014, Chris \u00e9 casada oficialmente com Lisa Jane Udelson, com quem ela cria seu filho Theo.<\/p>\n<p>Em uma entrevista, Nee disse que estava muito satisfeita pelo fato de seu personagem ter um hist\u00f3rico incomum para um personagem de TV e que isso influenciaria a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o. Inclusive, ela j\u00e1 est\u00e1 trabalhando em uma nova s\u00e9rie, com uma personagem chamada <em>Vampirina<\/em>. Segundo a autora, ela \u00e9 a amiga que toda crian\u00e7a gostaria de ter. \u201cEstou realmente tentando ensinar \u00e0s crian\u00e7as que vale a pena tentar encontrar o que elas t\u00eam em comum com as outras pessoas, em vez de procurar as diferen\u00e7as\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar. As crian\u00e7as t\u00eam sido o alvo mais f\u00e1cil para introduzir novos conceitos na sociedade. E, infelizmente, elas est\u00e3o cada vez mais vulner\u00e1veis. Os desenhos e s\u00e9ries infantis t\u00eam sido um dos meios mais eficientes porque \u00e9 ali que as crian\u00e7as est\u00e3o, \u00e9 com aqueles personagens que elas v\u00e3o buscar a identifica\u00e7\u00e3o e a aten\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes n\u00e3o encontram na fam\u00edlia. As abordagens t\u00eam sido cada vez mais intencionais.<\/p>\n<p>Como pais crist\u00e3os, o que devemos fazer? Aqui est\u00e3o algumas dicas:<\/p>\n<ul>\n<li><em> Assumir o papel de pais<\/em>. Cabe a n\u00f3s a responsabilidade de ensinar a nossos filhos os valores que desejamos que os acompanhem por toda a vida. Muitos pais n\u00e3o t\u00eam a menor no\u00e7\u00e3o do conte\u00fado dos desenhos e s\u00e9ries a que os filhos assistem, e como eles est\u00e3o \u201ceducando\u201d as crian\u00e7as.<\/li>\n<li><em> Avalia\u00e7\u00e3o e acompanhamento.<\/em> \u00c9 importante fazer uma avalia\u00e7\u00e3o bem criteriosa para selecionar o que deve ou n\u00e3o deve ser permitido. Estudos e experi\u00eancias t\u00eam mostrado que, quanto menor a crian\u00e7a, maior a tend\u00eancia para imitar o que ela v\u00ea na tela. O que a crian\u00e7a assiste certamente influenciar\u00e1 seu padr\u00e3o de comportamento. Por isso, \u00e9 essencial o acompanhamento e o monitoramento dos pais ou de uma pessoa respons\u00e1vel.<\/li>\n<li><em>Diminuir o tempo de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 TV.<\/em> Especialistas recomendam que crian\u00e7as com menos de dois anos n\u00e3o fiquem sozinhas assistindo \u00e0 TV. Isso n\u00e3o \u00e9 seguro e nem s\u00e1bio, pois ela estar\u00e1 absorvendo indiscriminadamente conte\u00fados que podem distorcer a forma de interpretar a realidade. Crian\u00e7as maiores tamb\u00e9m n\u00e3o devem passar muito tempo em frente \u00e0 TV. Estipule um hor\u00e1rio e estimule a crian\u00e7a a ter outras atividades que n\u00e3o envolvam TV, computadores, tablets, etc.<\/li>\n<li><em> N\u00e3o privilegiar o espa\u00e7o da TV.<\/em> Se poss\u00edvel, coloque o aparelho em um c\u00f4modo que n\u00e3o seja o melhor da casa. Isso demonstra que a TV n\u00e3o \u00e9 a principal atra\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. N\u00e3o \u00e9 recomendado que a crian\u00e7a tenha televis\u00e3o no quarto.<\/li>\n<li><em> Intencionalidade em nossas abordagens.<\/em> Precisamos ser intencionais em nossas abordagens. Se o mundo est\u00e1 tentando envolver de forma sedutora as crian\u00e7as com filosofias contr\u00e1rias ao que acreditamos, devemos tomar tempo para conversar com elas e explicar o que \u00e9 certo, usando como ponto de partida a Palavra de Deus. As crian\u00e7as precisam aprender a desenvolver o senso cr\u00edtico, e a melhor maneira \u00e9 dando a elas os par\u00e2metros e as refer\u00eancias corretas. A pergunta-chave \u00e9: A mensagem desse programa transmite os valores que desejo que meu filho aprenda?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dois professores da Universidade Andrews produziram um <a href=\"http:\/\/digitalcommons.andrews.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=1144&amp;context=pubs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">excelente artigo sobre assistir programas seculares de TV<\/a>, sob uma perspectiva crist\u00e3. Al\u00e9m de prover orienta\u00e7\u00f5es valiosas e equilibradas sobre o uso da TV, eles deram o que chamo de \u201ctiro certeiro\u201d para a raz\u00e3o de procurarmos ser cada vez mais criteriosos quanto ao que permitimos que entre em nossa casa pela porta da frente: A m\u00eddia televisiva tem se preocupado cada vez menos em apresentar a import\u00e2ncia de Deus na vida das pessoas. E uma sociedade sem Deus est\u00e1 fadada \u00e0 decad\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pap\u00e9is de pais e filhos est\u00e3o sendo modificados e isso \u00e9 preocupante. Devemos esperar que, no futuro, as crian\u00e7as eduquem seus pais?<\/p>\n","protected":false},"author":143,"featured_media":210231,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-210210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna"],"acf":false,"terms":{"editorial":"","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-768x455.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/11\/13143220\/papeis-invertidos-290x220.jpg"}}