{"id":205128,"date":"2017-08-15T07:00:57","date_gmt":"2017-08-15T10:00:57","modified":"2025-01-21T21:26:17","modified_gmt":"2025-01-22T00:26:17","slug":"vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/heronsantana\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja\/","title":{"rendered":"V\u00edcio em tecnologia, fadiga de telas e uma oportunidade para a Igreja"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/heronsantana\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja\/\" rel=\"attachment wp-att-205179\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"881\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-205179\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja.jpg 1500w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-768x451.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-730x429.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-60x35.jpg 60w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Especialistas sugerem que usu\u00e1rios separem per\u00edodos de tempo para ficar offline (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Desacelerar ser\u00e1 a tend\u00eancia digital mais quente de 2018. A cada atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica acontecer\u00e1 uma atualiza\u00e7\u00e3o compassiva nas rela\u00e7\u00f5es virtuais. M\u00e9tricas baseadas em likes ser\u00e3o substitu\u00eddas por m\u00e9tricas pautadas pelo tempo em que as pessoas passaram juntas. Os dispositivos ter\u00e3o sistemas que estimular\u00e3o os usu\u00e1rios a curtirem a vida offline.<\/p>\n\n\n\n<p>Se houvesse um Dom Quixote de La Mancha na atualidade, certamente os enunciados acima seriam suas bandeiras. Dom Quixote, personagem do livro hom\u00f4nimo que \u00e9 expoente da literatura espanhola, escrito por Miguel de Cervantes, narra as aventuras de um personagem enlouquecido vivendo o descompasso entre o idealismo de seus valores e a realidade na qual vive e atua. Mas a perspectiva do primeiro par\u00e1grafo n\u00e3o \u00e9 fantasia. Tem gente s\u00e9ria acreditando que o futuro da tecnologia pode ser mais humano.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/heronsantana\/igreja-e-o-drama-invisivel-da-estiagem\/\">A Igreja e o drama (invis\u00edvel) da estiagem<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Um dos principais defensores \u00e9 Tristan Harris, especialista em design, ex-funcion\u00e1rio do Google e co-fundador da Time Well Spent (Tempo bem gasto), uma organiza\u00e7\u00e3o focada em conscientizar as pessoas sobre como interesses comerciais projetam dispositivos m\u00f3veis capazes de capturar a maior aten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, sem considerar a forma como a utiliza\u00e7\u00e3o desses dispositivos pode reduzir a qualidade de vida dos usu\u00e1rios e da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 jornada de Harris. Para a revista americana <em>The Atlantic<\/em>, ele \u00e9 \u201co mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel que o Vale do Sil\u00edcio chegou de uma consci\u00eancia \u00e9tica\u201d. A Time Well Spent trabalha com intensidade para revelar como a tecnologia sequestra nossas vulnerabilidades psicol\u00f3gicas. Harris comparou os dispositivos m\u00f3veis \u00e0s populares m\u00e1quinas ca\u00e7a-n\u00edqueis, em que se joga com pouco dinheiro, e quando menos se percebe, dedica-se tempo e recursos a essa jogatina al\u00e9m da conta. \u201cMeu smartphone \u00e9 um ca\u00e7a-n\u00edquel. Toda vez que verifico meu smartphone estou jogando em um ca\u00e7a-n\u00edquel para saber o que vou ganhar. \u00c9 como se peda\u00e7os do meu tempo fossem sugados de mim, e quando isso ocorre \u00e9 como se parte da minha vida tamb\u00e9m fosse sugada\u201d, disse, em entrevista recente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Real em segundo plano<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Acontece com Harris, acontece comigo, acontece com voc\u00ea e acontece com todos n\u00f3s. \u00c9 um fato: dispositivos m\u00f3veis, redes sociais e aplicativos de relacionamento oferecem uma escolha \"perfeita\" no menu da vida. Dispositivos m\u00f3veis permitem que a realidade se torne mais doce. Se voc\u00ea est\u00e1 em uma fila aguardando atendimento, h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar quando voc\u00ea confere uma foto no Instagram ou verifica um post em que foi marcado no Facebook. Quando a realidade est\u00e1 enfadonha e chata, os dispositivos sempre v\u00e3o oferecer algo mais prazeroso, mais produtivo e at\u00e9 mesmo mais educativo do que a realidade que nos d\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Observada \u00e0 dist\u00e2ncia, esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o banal, e \u00e9 assim que deve ser. Mas h\u00e1 uma perspectiva de longo prazo que deveria causar preocupa\u00e7\u00e3o: estamos preparando uma gera\u00e7\u00e3o com habilidades impressionantes para o relacionamento virtual, mas com capacidade empobrecida para relacionamentos reais. S\u00e3o pessoas capazes de criar relacionamento com pessoas do outro lado do mundo, mas incapazes de criar conex\u00f5es com pessoas do outro lado da rua, como observou a gerente de entretenimento e m\u00eddia do Google no Brasil, Deborah Bonazzi, em palestra recente no encontro mundial da Rede Adventista Global de Internet (GAiN, em ingl\u00eas), ocorrido no Centro Universit\u00e1rio Adventista de S\u00e3o Paulo, em Engenheiro Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, sem d\u00favida, um alerta importante, necess\u00e1rio e urgente, mas que n\u00e3o esconde uma situa\u00e7\u00e3o bastante comum em nosso cotidiano. O smartphone est\u00e1 no bolso. Voc\u00ea o apanha \u00e9 v\u00ea alertas na tela. H\u00e1 uma notifica\u00e7\u00e3o de que voc\u00ea foi marcado em uma foto. H\u00e1 um mensagem de texto no WhatsApp. H\u00e1 um v\u00eddeo engra\u00e7ado que foi compartilhado e lhe trouxe um instante de alegria. Como resistir a esses al\u00edvios espor\u00e1dicos contra o desconforto da vida real?<\/p>\n\n\n\n<p>Ronaldo Lemos, advogado e especialista nas conex\u00f5es entre tecnologia e sociedade, fez essa pergunta em artigo recente publicado na <em>Folha de S.Paulo<\/em> (<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2017\/07\/1901303-sereias-digitais-vicio-em-tecnologia-e-dicas-para-um-uso-saudavel-da-internet.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sereias Digitais, V\u00edcio em Tecnologia e Dicas Para um Uso Saud\u00e1vel da Internet<\/a>). Ele observou o papel da economia da aten\u00e7\u00e3o nesse cen\u00e1rio. Economia da aten\u00e7\u00e3o, termo criado pelo economista estadunidense Herbert Simon, tem um enunciado f\u00e1cil de entender: a riqueza da informa\u00e7\u00e3o gera a pobreza da aten\u00e7\u00e3o. E para Lemos, a luta para capturar a nossa aten\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das mais importantes do s\u00e9culo 21. Escreve Lemos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA atenc\u0327a\u0303o humana e\u0301 hoje territo\u0301rio em que se trava intensa guerra de colonizac\u0327\u00e3o. Para entender essa batalha, e\u0301 preciso examinar as armas empregadas, como faz o americano Nir Eyal, autor do livro <em>Hooked: How to Build Habit-Forming Products<\/em> (Fisgado: como desenvolver produtos que formam ha\u0301bitos). Eyal trabalha na intersec\u0327a\u0303o entre a psicologia e a tecnologia. Em seu estudo, ele decupa os elementos que nos levam a ficar fisgados - para na\u0303o dizer viciados - por determinados produtos da internet e argumenta que o design nos torna vi\u0301timas indefesas diante de sereias digitais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Armadilha digital<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Lemos comenta que Eyal usou estudos para elaborar um modelo capaz de descrever como os dispositivos criados pelas empresas de tecnologia capturam e prendem nossa atenc\u0327a\u0303o. Eyal dividiu o sistema em quatro etapas e deu a ele o nome \"the hook\" (\"o gancho\").<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira e\u0301 o gatilho: uma notificac\u0327\u00e3o no celular, especialmente sedutora em situac\u0327\u00f5es recorrentes no dia a dia, como a tediosa espera por um elevador ou uma frustrac\u0327a\u0303o no trabalho. A segunda etapa do sistema de Eyal \u00e9 a ac\u0327a\u0303o. Voce\u0302 decide ler a mensagem e descobrir quem marcou voce\u0302 e em que foto. O terceiro elemento e\u0301 a recompensa espora\u0301dica. A\u0300s vezes, a mensagem sera\u0301 inu\u0301til, a\u0300s vezes sera\u0301 uma novidade pela qual voce\u0302 ansiava. A\u0300s vezes, voce\u0302 tera\u0301 sido marcado na foto de uma promoc\u0327a\u0303o comercial, a\u0300s vezes sera\u0301 uma imagem incri\u0301vel de sua infa\u0302ncia. E a quarta etapa mostra que, como a recompensa \u00e9 aleat\u00f3ria, voc\u00ea a buscar\u00e1 incessantemente. \u201cEsse e\u0301 o mesmo mecanismo que leva ao vi\u0301cio em jogos de azar e que e\u0301 usado para promover a compulsa\u0303o na internet. A chave, em todos esses casos, esta\u0301 na periodicidade imprevisi\u0301vel da recompensa\u201d, Lemos afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas est\u00e3o atentos, no entanto, a um efeito colateral desse contexto, que j\u00e1 mexe com a economia de maneira inusitada. Stephen Lotinga, presidente de uma associa\u00e7\u00e3o de editores do Reino Unido, a descreveu como \u201cfadiga de tela\u201d. \u201cH\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de que as pessoas agora est\u00e3o come\u00e7ando a cansar da tela, devido a tantos dispositivos sendo usados, assistidos ou vistos durante a semana\u201d, disse, em reportagem ao jornal <em>The Guardian<\/em>. Esse cansa\u00e7o tem provocado rea\u00e7\u00f5es interessantes. Em 2016, nos Estados Unidos, houve queda de 16% nas vendas de livros digitais e aumento de 3,3% na aquisic\u0327\u00e3o de ti\u0301tulos impressos, terceiro ano seguido de crescimento. Na Inglaterra, o come\u0301rcio de e-books encolheu 4% no mesmo peri\u0301odo, enquanto o consumo de publicac\u0327o\u0303es em papel avanc\u0327ou 7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra rea\u00e7\u00e3o vis\u00edvel: a populariza\u00e7\u00e3o do di\u00e1rio de t\u00f3picos, ou <em>bullet journals<\/em>, misto de agenda, misto de agenda com descri\u00e7\u00e3o de tarefas, metas e desejos, criados e customizados de acordo com cada pessoa. Com tantas possibilidades de aplicativos digitais para gerenciamento de agenda e tarefas, \u00e9 fascinante a popularidade do di\u00e1rio de t\u00f3picos. Conheci o sistema por meio de Geyvison Ludug\u00e9rio, tamb\u00e9m colunista aqui do portal, e o tempo que tenho dedicado a esse tipo de di\u00e1rio s\u00f3 comprova o que a ci\u00eancia j\u00e1 tornou oficial sobre as vantagens para a sa\u00fade de escrever \u00e0 m\u00e3o e externalizar metas, mem\u00f3rias e desejos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desconectar para conectar<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cOs livros impressos proporcionam uma oportunidade de se afastar disso\u201d, disse Stephen Lotinga ao <em>The Guardian<\/em>. Seria a reden\u00e7\u00e3o de livros impressos ou apenas um modismo? Eis uma pergunta que deveria merecer alguma aten\u00e7\u00e3o da Igreja, que vem disseminando o livro impresso de forma impressionante. Estimular a desacelera\u00e7\u00e3o talvez seja uma a\u00e7\u00e3o de vanguarda uma sociedade digital que d\u00e1 sinais de cansa\u00e7o de telas e que pode buscar alternativas para uma conviv\u00eancia mais equilibrada com elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, vale prestar aten\u00e7\u00e3o ao movimento Desacelera SP, que prop\u00f5e uma esp\u00e9cie de <em>slow media<\/em>, movimento semelhante ao que o <em>Slow Food<\/em> buscou ao propor restaurar o prazer de comer sem pressa e reabilitar o interesse pela origem dos alimentos. Seguindo um manifesto escrito em 2010 por jornalistas alem\u00e3es, o <em>slow media<\/em> pretende fazer com que os ingredientes da informa\u00e7\u00e3o \"sejam escolhidos conscientemente e preparados de forma concentrada\".<\/p>\n\n\n\n<p>Como podemos fazer isso? Vale lembrar tr\u00eas sugest\u00f5es oferecidas por Deborah Bonazzi. Em primeiro lugar, esteja 100% presente. Relacionamentos virtuais s\u00e3o importantes, mas estar presente na vida dos maridos, esposas, filhos, amigos, oferece o equil\u00edbrio necess\u00e1rio para a imers\u00e3o digital em que vivemos. Ficar offline para curtir um passeio em fam\u00edlia ou entre amigos, ou uma caminhada, ou um passeio de bicicleta, ou a dedica\u00e7\u00e3o exclusiva a um livro, pode trazer uma harmonia a uma vida acelerada pela busca de pequenas recompensas oferecidas pelos dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, Deborah sugere ter lugares sagrados, ou o \u201cdigital shabbat\u201d: espa\u00e7os de tempo em que voc\u00ea exclui completamente de sua presen\u00e7a equipamentos de tecnologia ou acesso a redes sociais. Por \u00faltimo, certificar-se de que voc\u00ea est\u00e1 completamente no controle de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o conselhos que levo para a vida, na esperan\u00e7a de conseguir um equil\u00edbrio pleno entre a vida profissional, pessoal e espiritual. Como lembrou Ronaldo Lemos, a fadiga das telas e\u0301 provocada por nossa incapacidade de nos livrarmos delas. N\u00e3o \u00e9 apenas um problema social, mas tambe\u0301m espiritual. Sigo na esperan\u00e7a de ver a Igreja dedicar cada vez mais a devida aten\u00e7\u00e3o a esse fen\u00f4meno, e investir na tecnologia, como deve ser, mas buscar os sinais que demonstram que este contexto pode estar \u00e0 beira de uma exaust\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diminuir o uso de dispositivos digitais pode abrir portas para outras conex\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":135,"featured_media":205179,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3225],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-205128","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-tecnologia","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"embed_url":"","embed_length":"","custom_author":""},"terms":{"editorial":"Tecnologia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-768x451.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/08\/14172124\/vicio-em-tecnologia-fadiga-de-telas-e-uma-oportunidade-para-igreja-290x220.jpg"}}