{"id":200188,"date":"2017-05-26T11:47:10","date_gmt":"2017-05-26T14:47:10","modified":"2021-11-15T20:49:42","modified_gmt":"2021-11-15T23:49:42","slug":"cuidado-com-as-ondas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/neila.diniz\/cuidado-com-as-ondas\/","title":{"rendered":"Cuidado com as ondas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_200193\" style=\"width: 642px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/neila-diniz\/cuidado-com-as-ondas\/cuidado-com-as-ondas\/\" rel=\"attachment wp-att-200193\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-200193\" class=\" wp-image-200193\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas.jpg\" alt=\"\" width=\"632\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas.jpg 1500w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-768x512.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-150x100.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-730x487.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-200193\" class=\"wp-caption-text\">Pais devem estar atentos \u00e0s conversas dos filhos e influ\u00eancias externas que recebem (Foto: Shutterstock)<\/p><\/div>\n<p>No fim de uma programa\u00e7\u00e3o especial realizada para as crian\u00e7as, fui cumprimentar minha ex-aluninha da classe do Rol do Ber\u00e7o, que agora j\u00e1 est\u00e1 com 6 anos, e parabeniz\u00e1-la pela \u201cleitura\u201d da B\u00edblia, feita l\u00e1 da frente.<\/p>\n<p>Com a sinceridade natural das crian\u00e7as, ela disse: \u201cTia, eu n\u00e3o estava lendo... Eu ainda nem sei ler direito.\u201d De fato, ela havia decorado o verso e o citou com a B\u00edblia aberta. Ainda assim, disse que ela tinha feito um bom trabalho.<\/p>\n<p>De repente, do nada, ela fez uma pergunta inusitada, que soou mais como uma firme declara\u00e7\u00e3o: \u201cTia, voc\u00ea sabia que eu n\u00e3o quero ser adolescente?\u201d Disfarcei minha surpresa e dei corda para ver aonde aquela conversa chegaria. \u201cE por que voc\u00ea tomou essa decis\u00e3o, Giulia?\u201d<\/p>\n<p>\u201cAh, tia, \u00e9 por causa da Baleia Azul!\u201d, ela respondeu com a m\u00e3o na cintura e com ar de indigna\u00e7\u00e3o. Sorri e tentei acalm\u00e1-la. Disse que a adolesc\u00eancia \u00e9 algo muito legal e que ela n\u00e3o precisava ter medo dessa fase da vida. Usando palavras bem simples, expliquei que a adolesc\u00eancia significava crescimento, desenvolvimento, e a tranquilizei, dizendo que tudo daria certo, porque Jesus continuaria cuidando dela, e os pais e professores tamb\u00e9m estariam perto para ajud\u00e1-la no que fosse preciso. Parece que minha estrat\u00e9gia funcionou porque a express\u00e3o dela mudou. Aliviada, ela me abra\u00e7ou e me deu um beijo. Enquanto se preparava para ir com a m\u00e3e, ela se virou para mim e, com aqueles encantadores olhos verdes, perguntou: \u201cTia, mas o que \u00e9 mesmo a Baleia Azul?\u201d<\/p>\n<p>Tive que sorrir diante da pergunta. Abaixei-me para ficar na altura dela e lhe dei uma breve explica\u00e7\u00e3o a respeito daquilo que a preocupava, usando uma linguagem que ela pudesse entender, sem sobrecarreg\u00e1-la. \u00c9 muito prov\u00e1vel que minha amiguinha tivesse ouvido tantas vezes aquela express\u00e3o nos \u00faltimos dias, combinada com \u201cadolescentes\u201d, que entendeu que o problema devia estar com eles e n\u00e3o com o jogo infame que, de certa forma, mexeu com a sociedade ao revelar desafios absurdos com os quais adolescentes de v\u00e1rios lugares do mundo estavam se envolvendo, a ponto de alguns cumprirem a tarefa insana de tirar a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia com a Giulia despertou minha aten\u00e7\u00e3o para algumas quest\u00f5es que podem estar passando despercebidas. Ser\u00e1 que estamos realmente atentos aos efeitos que certos assuntos, que s\u00e3o amplamente divulgados pela m\u00eddia, podem estar causando sobre as crian\u00e7as? Temos nos preocupado em saber como est\u00e3o sendo absorvidas as diversas informa\u00e7\u00f5es que chegam a elas por diferentes meios? Estamos preparados para abordar esses assuntos com uma linguagem simples e acess\u00edvel e dar a elas as explica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que se sintam seguras e n\u00e3o angustiadas?<\/p>\n<p>Ao conversar com uma colega de trabalho que tinha assistido a uma palestra que eu havia dado recentemente para os integrantes do Clube de Aventureiros e Desbravadores de minha igreja, e seus pais, ela me contou da rea\u00e7\u00e3o de seu filho quando mencionei a s\u00e9rie \u201cOs 13 Porqu\u00eas\u201d. \u201cS\u00e3o as 13 raz\u00f5es para morrer\u201d, ele disse sem nenhum constrangimento. Como se trata de uma s\u00e9rie voltada para o p\u00fablico adolescente\/jovem, e o garoto tinha apenas 8 anos, ela perguntou como ele sabia do conte\u00fado. Ent\u00e3o respondeu que a prima adolescente tinha assistido a todos os epis\u00f3dios e lhe contado tudo.<\/p>\n<p><strong>Como eles sabem disso?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho conversado com muitos pais que quase chegam a se gabar porque nunca ouviram falar sobre determinados filmes, s\u00e9ries ou jogos que \u201ctodo mundo\u201d est\u00e1 comentando. \u201cNa minha casa n\u00e3o entra esse tipo de coisa!\u201d E eu acredito mesmo que n\u00e3o entrem pelas \u201cportas\u201d convencionais, sobre as quais os pais t\u00eam o controle. E essa \u00e9 a primeira medida que devemos tomar se quisermos proteger os filhos. No entanto, as crian\u00e7as est\u00e3o expostas a outros n\u00facleos de conviv\u00eancia, e sobre isso nem sempre teremos o controle. \u00c9 s\u00f3 fazer um teste para comprovar. Voc\u00ea vai perceber que, via de regra, as crian\u00e7as ficam a par dos assuntos do momento na escola, na conversa com os amigos, porque \u00e9 ali que costuma acontecer a troca de informa\u00e7\u00f5es, a mistura da bagagem que cada um traz de sua casa.<\/p>\n<p>Uma m\u00e3e muito s\u00e1bia me contou que tem o costume de sempre perguntar \u00e0 filha (agora com 8 anos de idade) como foi o dia dela na escola. Enquanto fazem o percurso da escola at\u00e9 a casa, ela estimula a menina a contar os detalhes do que aconteceu na sala de aula, pergunta sobre o que as amiguinhas conversaram, como foram as brincadeiras. Assim, ela n\u00e3o apenas desfruta um momento agrad\u00e1vel com a filha, mas tamb\u00e9m aproveita a oportunidade para ensinar e refor\u00e7ar os princ\u00edpios da fam\u00edlia. Outro dia, mal entrou no carro, a filha come\u00e7ou a falar sobre uma brincadeira nova que as meninas de sua classe estavam comentando. Era sobre as \u201cfadinhas do fogo\u201d. A brincadeira consistia no seguinte: \u00c0 noite, a crian\u00e7a deveria ligar o g\u00e1s e esperar a m\u00e3e acender a luz da cozinha no outro dia, pela manh\u00e3, que a explos\u00e3o iria fazer as fadinhas do fogo aparecerem. Voc\u00ea poderia imaginar que uma hist\u00f3ria como essa, envolvendo algo perigos\u00edssimo, pudesse estar sendo contada por crian\u00e7as? Agora pense na ingenuidade natural das crian\u00e7as e na facilidade que t\u00eam para acreditar no que dizem para elas. Uma \u201cbrincadeira\u201d como essa poderia acabar em trag\u00e9dia se a crian\u00e7a tivesse confiado mais nas amiguinhas do que na m\u00e3e.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que podemos fazer como pais?<\/strong><\/p>\n<p>Diante desse quadro, que atitudes devemos tomar para prevenir que o pior aconte\u00e7a? Aqui est\u00e3o algumas dicas:<\/p>\n<ul>\n<li>Primeiramente, devemos assumir a responsabilidade por nossos filhos, n\u00e3o importa a idade ou a fase em que eles est\u00e3o.<\/li>\n<li>Quando percebemos que \u201condas\u201d perigosas e amea\u00e7adoras est\u00e3o come\u00e7ando a se formar, precisamos estar preparados para oferecer a eles um lugar seguro no qual possam se refugiar. O lar deve ser o melhor ambiente para que os filhos se expressem e se sintam confort\u00e1veis para falar sobre qualquer assunto. \u00c9 em casa tamb\u00e9m que eles precisam receber as informa\u00e7\u00f5es corretas e ser alertados dos perigos que podem surgir disfar\u00e7ados como entretenimento.<\/li>\n<li>Pais que demonstram carinho, interesse e preocupa\u00e7\u00e3o por seus filhos est\u00e3o sempre deixando a porta de acesso livre, para que eles a atravessem toda vez que precisarem de ajuda para lidar com situa\u00e7\u00f5es e at\u00e9 sentimentos novos.<\/li>\n<li>\u00c9 importante conhecer os amigos dos filhos, principalmente os da escola. Qual o perfil deles e da fam\u00edlia? O que gostam de fazer? Com o que gastam tempo? Estreitar o relacionamento com as fam\u00edlias dos amigos \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre pais e filhos \u00e9 constru\u00edda. S\u00e3o com as coisas simples da vida que os filhos aprendem a confiar nos pais. Filhos que t\u00eam pais dignos de confian\u00e7a n\u00e3o sentem dificuldade para se abrir.<\/li>\n<li>Pais conscientes n\u00e3o deixam passar despercebidos assuntos que podem trazer preju\u00edzo ou dano de qualquer natureza a seus filhos. Eles sempre est\u00e3o preparados e dispon\u00edveis para ajud\u00e1-los a n\u00e3o cair em armadilhas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como pais, temos uma nobre miss\u00e3o: preparar nossos filhos para o encontro com Jesus. Um dia teremos que \u201cdevolver\u201d a heran\u00e7a que Deus nos confiou (Salmo 127:3). Que sejamos s\u00e1bios para conduzir nossos filhos, oferecendo a eles a seguran\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1rias no agitado mar da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7as precisam de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o para que tenham um desenvolvimento saud\u00e1vel <\/p>\n","protected":false},"author":143,"featured_media":200193,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3217],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-200188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-comportamento"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Comportamento","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/05\/26113903\/Cuidado-com-as-ondas-290x220.jpg"}}