{"id":193453,"date":"2017-03-21T06:00:21","date_gmt":"2017-03-21T09:00:21","modified":"2017-03-21T14:16:34","modified_gmt":"2017-03-21T17:16:34","slug":"experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas\/","title":{"rendered":"Experi\u00eancia \u00e9 fundamental na rela\u00e7\u00e3o das pessoas com igrejas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_193456\" style=\"width: 569px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-193456\" class=\" wp-image-193456\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas.jpg\" alt=\"\" width=\"559\" height=\"559\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas.jpg 1000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-768x768.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-40x40.jpg 40w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-80x80.jpg 80w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-95x95.jpg 95w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-124x124.jpg 124w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-140x140.jpg 140w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-180x180.jpg 180w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-220x220.jpg 220w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-400x400.jpg 400w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2017\/03\/19201713\/experiencia-e-fundamental-na-relacao-das-pessoas-com-igrejas-730x730.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-193456\" class=\"wp-caption-text\">Billy: \" A experi\u00eancia \u00e9 uma porta de entrada, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o, linguagem e conex\u00e3o, para abertura de uma mensagem\". Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Bras\u00edlia, DF \u2026 [ASN] O conceito de economia da experi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 novo e muito menos algo distante da realidade. No in\u00edcio dos anos 90, o soci\u00f3logo alem\u00e3o Gerhard Schulze j\u00e1 falava do termo Sociedade da experi\u00eancia. Mas, em 1998, os autores Joseph Pine II e James Gilmore previram o surgimento da economia da experi\u00eancia como uma sucessora da economia voltada \u00e0 agricultura, ind\u00fastria e servi\u00e7os. Ou seja, os consumidores cada vez mais buscam de uma experi\u00eancia com aquilo que consomem (produtos, servi\u00e7os, ideias, conceitos) e isso muda completamente a forma como as marcas (e as organiza\u00e7\u00f5es) lidam com seus p\u00fablicos. A <a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Adventista Sul-Americana de Not\u00edcias (ASN)<\/a> resolveu conversar com um profissional que estuda profundamente essas rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas e as marcas a partir de uma vis\u00e3o mais ampla. Trata-se do biom\u00e9dico, mestre e doutor em Fisiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/4198069\/billy-edving-muniz-nascimento\" target=\"_blank\">Billy Nascimento<\/a>.<\/p>\n<p>Ele desenvolveu sua tese de doutorado na \u00e1rea de pesquisa denominada neuromarketing, aplicando o conhecimento de neuroci\u00eancias para aprimorar as imagens de advert\u00eancias sanit\u00e1rias encontradas nos ma\u00e7os de cigarro brasileiros. Nascimento \u00e9 s\u00f3cio-fundador da Forebrain Neurotecnologia Ltda., empresa brasileira pioneira a desenvolver servi\u00e7os de pesquisa em neuroci\u00eancias aplicada.<\/p>\n<p><strong>Os te\u00f3ricos Joseph Pine II e James Gilmore, no final dos anos 90, argumentavam que a economia da experi\u00eancia tem a ver com conceitos que mexem com as sensa\u00e7\u00f5es ou que sugerem algo memor\u00e1vel e pessoal e n\u00e3o mais apenas a venda convencional do produto ou servi\u00e7o. Por que levou tanto tempo para as organiza\u00e7\u00f5es compreenderem isso?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade as organiza\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam come\u00e7ado a entender que os valores econ\u00f4micos de nossa cultura econ\u00f4mica j\u00e1 estavam mudando, e a partir disso iniciaram um processo de adequa\u00e7\u00e3o e aprimoramento da \u00e1rea de experi\u00eancia do consumidor, algo que antes n\u00e3o era visto de maneira t\u00e3o separada dos servi\u00e7os. A bem verdade, at\u00e9 hoje se pensa em experi\u00eancia como um atributo dos servi\u00e7os, e n\u00e3o como um ente econ\u00f4mico distinto, assim como os servi\u00e7os s\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que hoje os consumidores (e por que n\u00e3o as pessoas?) buscam cada vez mais experi\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m de atributos e benef\u00edcios racionais. Elas buscam experi\u00eancias sensitivas e memor\u00e1veis que possam trabalhar suas emo\u00e7\u00f5es e prazeres. Essa \u00e9 a realidade de consumo contempor\u00e2neo, que j\u00e1 demonstra, segundo os pr\u00f3prios autores, um desgaste, ou na linguagem t\u00e9cnica uma <em>comoditiza\u00e7\u00e3o<\/em>, da economia da experi\u00eancia, abrindo, ent\u00e3o, a oportunidade de cria\u00e7\u00e3o de uma nova rela\u00e7\u00e3o de consumo baseada no conceito de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui, muito mais do que envolver emocionalmente a pessoa na experi\u00eancia, o papel preponderante em que o consumidor quer se envolver nas rela\u00e7\u00f5es de consumo \u00e9 perceber como aquela marca se prop\u00f5e a transformar o mundo, a sociedade, ou mesmo somente o consumidor.\u00a0A economia da transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 a nova fronteira na cria\u00e7\u00e3o de valores que mobilizar\u00e1 a maior parte da popula\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>De que forma a economia da experi\u00eancia pode ser interessante para uma organiza\u00e7\u00e3o religiosa, como a Igreja Adventista, que n\u00e3o fabrica necessariamente produtos ou fornece servi\u00e7os com a inten\u00e7\u00e3o comercial?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s vivemos em uma sociedade de consumo, onde o consumo n\u00e3o se limita a rela\u00e7\u00f5es comerciais, e sim, a todas as rela\u00e7\u00f5es humanas. A implica\u00e7\u00e3o disso \u00e9 que em uma economia de experi\u00eancia eu desejo ter intera\u00e7\u00f5es com qualquer institui\u00e7\u00e3o que possa me promover a melhor experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Dentro desse conceito a escola, o governo, os hospitais, a igreja, precisam entender o que \u00e9 construir a\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es que promovam uma experi\u00eancia genu\u00edna com seus p\u00fablicos. Enquanto institui\u00e7\u00f5es mais antigas, a maior resist\u00eancia \u00e9 a perda da ess\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o destas institui\u00e7\u00f5es, entretanto, hoje esta \u00e9 a maior oportunidade a ser criada: utilizar a linguagem contempor\u00e2nea da economia da experi\u00eancia para atingir as pessoas em uma linguagem que ela entenda e queira se envolver.<\/p>\n<p>Nesse v\u00eddeo, Joseph Pine explica um pouco da ideia da economia de experi\u00eancia:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Joseph Pine: What consumers want\" width=\"856\" height=\"482\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2RD0OZCyJCk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<strong>N\u00e3o \u00a0h\u00e1 um risco de se \u201cvender\u201d uma experi\u00eancia aos templos adventistas, por exemplo, e o \u201ccliente\u201d depois constatar, na pr\u00e1tica, que n\u00e3o \u00e9 nada do que havia sido dito a ele?<\/strong><\/p>\n<p>A economia da experi\u00eancia parte do princ\u00edpio que as solu\u00e7\u00f5es de produto e servi\u00e7o s\u00e3o as melhores poss\u00edveis. S\u00f3 assim nasce uma oportunidade de experi\u00eancia, pois a entrega do produto ou servi\u00e7o j\u00e1 \u00e9 dado como a melhor poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 uma disson\u00e2ncia entre o que se divulga de experi\u00eancia e a pr\u00f3pria realidade da experi\u00eancia, temos um grande problema, pois o c\u00e9rebro das pessoas cria expectativas que moldam nossas motiva\u00e7\u00f5es e que, por fim, nos influenciam para as decis\u00f5es. Uma expectativa de ir a um ambiente de alta experi\u00eancia (no caso da igreja tudo pode ser pensado neste aspecto: design, arquitetura, bancos, sistema de som, ilumina\u00e7\u00e3o, banheiros, estacionamento, servi\u00e7os de recep\u00e7\u00e3o, louvor, calor afetivo dos membros, etc.) e encontrar uma realidade discrepante pode causar uma profunda impress\u00e3o negativa e logo uma associa\u00e7\u00e3o (ou \u00a0condicionamento) negativo para a marca Igreja Adventista.<\/p>\n<p><strong>O que uma boa experi\u00eancia, pensando em uma pessoa que passa a frequentar um templo adventista para conhecer melhor a denomina\u00e7\u00e3o, vai resultar em termos de impactos na vida dessa pessoa?<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia \u00e9 uma porta de entrada, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o, linguagem e conex\u00e3o, para abertura de uma mensagem ou cogni\u00e7\u00e3o mais elaborada. Vivemos em um mundo onde restaurantes, lojas, lugares de recrea\u00e7\u00e3o est\u00e3o focados na melhor experi\u00eancia do cliente. Entendemos que hoje estes ambientes t\u00eam de pensar muito mais nas nossas emo\u00e7\u00f5es do que propriamente no material que est\u00e3o entregando.<\/p>\n<p>Este contexto molda nossa mente e passamos a enxergar as rela\u00e7\u00f5es institucionais e pessoais sobre a mesma \u00f3tica. \u00c9 poss\u00edvel entender, a partir disso, que, se n\u00e3o proporcionamos uma ambiente de riqueza experiencial, estamos abrindo m\u00e3o de construir uma linguagem e comunica\u00e7\u00e3o que pessoas possam entender, gostar e buscar por mais vezes.<\/p>\n<p><strong>A ideia de economia da experi\u00eancia traz consigo uma forte \u00eanfase no uso de todos os sentidos humanos para se obter o melhor tipo de relacionamento com a marca. Como podemos torna isso uma realidade para as igrejas?<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia pode ser criada por duas formas: a primeira por meio de estimula\u00e7\u00f5es sensoriais. Aqui vemos a oportunidade de criarmos nos templos um ambiente prop\u00edcio para a rela\u00e7\u00e3o com Deus e com o pr\u00f3ximo. Todo o cuidado \u00e9 necess\u00e1rio para tal. Nossos sentidos s\u00e3o a porta de entrada de informa\u00e7\u00f5es conscientes e inconscientes, portanto o design e arquitetura proporcionam sensa\u00e7\u00f5es para nossa vis\u00e3o; os bancos em rela\u00e7\u00e3o ao nosso tato, a qualidade sonora aos nossos ouvidos, as fragr\u00e2ncias ao nosso olfato e os lanches, almo\u00e7os, e aperitivos servidos nos servi\u00e7os de algumas igrejas e pequenos grupos estar\u00e3o afetando nosso paladar. Parece surreal esta avalia\u00e7\u00e3o, mas, ao entender os princ\u00edpios da cria\u00e7\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es, n\u00f3s podemos alterar o ambiente que estamos criando para nossas rela\u00e7\u00f5es espirituais.<\/p>\n<p>A segunda forma de criar experi\u00eancia \u00e9 por meio de hist\u00f3rias. E aqui entra o papel preponderante de v\u00eddeos, serm\u00f5es, li\u00e7\u00f5es de escola sabatina, e qualquer material que \u00e9 utilizado no contato direto entre a igreja e o p\u00fablico. O poder do <em>storytelling<\/em> \u00e9 o poder de nos levar a experienciar situa\u00e7\u00f5es, universos e realidade que n\u00e3o s\u00e3o palp\u00e1veis, mas est\u00e3o presentes em nossa mente. Se entendermos isso, teremos muito mais cuidado no desenvolvimento de v\u00eddeos, no preparo de serm\u00f5es e de pessoas que exercem o papel de professores de escola sabatina.<\/p>\n<p>Do ponto de vista organizacional, passaremos a entender as enormes vantagens de nos utilizarmos de estruturas de narrativa envolvendo dramaturgia ou mesmo literatura.\u00a0 Entenderemos o papel da arte como promotora das experi\u00eancias que podem mudar nossa mente. [Equipe ASN, Felipe Lemos]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o que afirma especialista em neuroci\u00eancia aplicada \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre consumidores e marcas. 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