{"id":186600,"date":"2016-12-20T09:19:50","date_gmt":"2016-12-20T12:19:50","modified":"2025-01-17T10:31:31","modified_gmt":"2025-01-17T13:31:31","slug":"meu-natal-em-aleppo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/odailson.fonseca\/meu-natal-em-aleppo\/","title":{"rendered":"Meu Natal em Aleppo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3300\" height=\"2200\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo.jpg\" alt=\"`. 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(Foto: REUTERS\/Abdalrhman Ismail - RTSP4CW)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00c9 Natal!<\/em><\/strong> Uma crian\u00e7a mostra o terror do medo no olhar p\u00e1lido ressecado pelo frio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Natal!<\/em><\/strong> O piscar das luzes s\u00e3o explos\u00f5es pelos ares de outro ataque surpresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Jingle Bells!<\/em><\/strong> A imagem do cortejo de sobreviventes escancara ao mundo o \u00eaxodo dos desprotegidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Paz na Terra!<\/em><\/strong> E a sombra da morte emudece o grito de fam\u00edlias inteiras suplicando apenas uma chance.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desculpa estragar o clima festivo de final de ano. Mas a oscila\u00e7\u00e3o repentina da not\u00edcia dos milhares de assassinados na S\u00edria para as dicas promocionais nos shoppings congestionados chama minha aten\u00e7\u00e3o. Os jornais saltam do vermelho-sangue dos massacres ao escarlate do Papai Noel com uma facilidade nauseante. \u00c9 sempre assim! Consumindo sonhos, escapamos da realidade para a fantasia tentando nos manter vivos \u2013 ainda que fugindo o tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A dura verdade \u00e9 que de Aleppo aos n\u00e1ufragos do Mediterr\u00e2neo, ou da boate gay em Orlando \u00e0 pane seca de um time inteiro pelos ares, n\u00f3s nos deparamos com mais um <strong><em>Fim de Ano<\/em><\/strong> como milhares de outros: fim que n\u00e3o acaba. Ou me diga se, desde a primeira virada de calend\u00e1rio faltando Abel aos pais inconsol\u00e1veis, as coisas melhoraram? Por isso, na \u00e9poca do ano com o maior numero de suic\u00eddios sempre bate aquela sensa\u00e7\u00e3o emotiva de expectativa por algo que nunca vem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe por qu\u00ea? As coisas por aqui continuam nos lembrando que nosso C\u00e9u n\u00e3o \u00e9 aqui! Enfeitamos pres\u00e9pios, decoramos jardins, embrulhamos carinho, mas a ins\u00f4nia do pecado ainda lateja nesta paz que n\u00e3o chega. Envelhecidos, nos apegamos \u00e0s crian\u00e7as exalando inoc\u00eancia, mas, na realidade, projetamos sobre elas o desejo implac\u00e1vel: imortalidade. S\u00f3 que <em>Band-aid<\/em> n\u00e3o cura c\u00e2ncer, e quando os Natais se acumulam em d\u00e9cadas o choque da realidade assusta \u2013 de uma vida que passa, passa r\u00e1pido, em um mero instante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que deveria escrever de novas gera\u00e7\u00f5es, otimismo e inova\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que Aleppo continua me assombrando. Tamb\u00e9m me sinto l\u00e1, impotente, ao lembrar minhas frustra\u00e7\u00f5es pessoais escondidas sob a vitrine que permito mostrar ao p\u00fablico. Voc\u00ea tamb\u00e9m, quando se deixa levar por um momento amedrontador avaliando suas pr\u00f3prias feridas mais secretas. Machucamos, fomos machucados. Puxaram seu tapete, mas voc\u00ea tamb\u00e9m deu rasteira. Doeu ser descartado? Por que n\u00e3o doeu quando descartou? Somos todos refugiados dos pal\u00e1cios bombardeados que s\u00f3 existem nos sonhos. Acordados, choramos, fingimos, desconversamos, e at\u00e9 doamos roupas num altru\u00edsmo sincero que periga anestesiar um vazio maior que a alma.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos ao fim? Pior \u00e9 que n\u00e3o. Acabando esta leitura voltaremos \u00e0 mesma terra sitiada do que somos: <strong>sobreviventes<\/strong>. A mente se auto defende empilhando novas informa\u00e7\u00f5es para envelhecer instantaneamente o baque s\u00f3rdido da trag\u00e9dia anterior \u2013 como um recado indigesto que se perde r\u00e1pido na <em>timeline<\/em> do animado grupo de WhatsApp cheio de <em>memes<\/em>. S\u00e3o tempos de efemeridades sob a miragem da felicidade descart\u00e1vel. Afinal, se alguns ganhar\u00e3o roupas de marca ao p\u00e9 da \u00e1rvore, e outros uma beira de cal\u00e7ada fria esperando o comboio de resgate, todos se nivelar\u00e3o pela mesma busca de retardar a morte. Ou, ao menos esquec\u00ea-la. Essa, sim, \u00e9 algoz implac\u00e1vel \u2013 a pior das piores. E s\u00f3 no apagar da vida notamos o quanto buscamos nos acender para viver um pouco mais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, no meu cativeiro em Aleppo, tento me agarrar \u00e0 \u00fanica express\u00e3o que amenize minha dor. Que realmente resolva! Ela \u00e9 maior que <strong>perd\u00e3o<\/strong>, mesmo que nele nos libertemos de quem n\u00e3o prestou com a gente. Nem \u00e9 <strong>amor<\/strong>, ainda que seja a \u00fanica linguagem do C\u00e9u que s\u00f3 soletramos s\u00edlabas por aqui. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 <strong>f\u00e9<\/strong> \u2013 capaz de mover montanhas, mas nos infind\u00e1veis vales do dia-dia. E nem <strong>seguran\u00e7a<\/strong>, ideal fugaz que se desfaz na pr\u00f3xima esquina.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe qual \u00e9? Ela mesma! Repetida, prometida e at\u00e9 desgastada. De mero amuleto a um mantra decorado, periga sempre escorregar para a vala comum. Que palavra?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De novo ela? Sim, s\u00f3 ela me tira de Aleppo. Sem ela sobra apenas esta fuga que chamamos vida. A esperan\u00e7a \u00e9 a express\u00e3o oral do meu Deus real. \u00danica capaz de por mais algumas gotas de combust\u00edvel na minha jornada sempre pra frente. \u00c9 ela que grita para mim: \u201c<em>filhinhos, v\u00f3s sois de Deus, porque maior \u00e9 Aquele que est\u00e1 em v\u00f3s do que aquele que est\u00e1 no mundo<\/em>\u201d (I Jo\u00e3o 4:4). Quer mais? \u201c<em>O Senhor engrandeceu a Sua miseric\u00f3rdia para comigo, numa cidade sitiada<\/em>\u201d (Salmos 31:21), \u00e9 isso! Na zona das minhas guerras, onde nem a ONU entra, Deus j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1 \u2013 ou melhor, bem aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posso compartilhar algumas sugest\u00f5es pr\u00e1ticas para se manter a esperan\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o espere de ningu\u00e9m o que s\u00f3 pode vir de Algu\u00e9m<\/strong>. Toda a vez que voc\u00ea contar com as criaturas mais do que com o Criador, voc\u00ea se sentir\u00e1 menor do que realmente \u00e9. Ningu\u00e9m penhora a busca pela pr\u00f3pria felicidade. Portanto, n\u00e3o se iluda! S\u00f3 quem morre por voc\u00ea \u00e9 perfeitamente capaz de viver com voc\u00ea. \u00c9 ler e fazer: \u201c<em>espera no Senhor, segue o Seu caminho, e Ele te exaltar\u00e1 para possu\u00edres a terra<\/em>\u201d (Salmos 37:34).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fa\u00e7a da dor sua aliada de ora\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u201c<em>Ouve, \u00f3 Deus, a minha voz nas minhas perplexidades<\/em>\u201d (Salmos 64:1). Somente de joelhos dobrados suas l\u00e1grimas ser\u00e3o sementes de gigantes. Nos dep\u00f3sitos celestiais existem surpresas extraordin\u00e1rias dependendo de uma s\u00faplica. E Deus sabe o que \u00e9 melhor do que o seu melhor. Lute com Ele, lute at\u00e9 contra Ele, s\u00f3 n\u00e3o lute sem Ele \u2013 pois quem ora mais aguenta mais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o culpe o tempo sem um passatempo<\/strong>. Voc\u00ea tamb\u00e9m acha que Jesus est\u00e1 demorando demais? Somos dois \u2013 e outros in\u00fameros. Por isso Ele compactou a f\u00f3rmula m\u00e1gica contra a impaci\u00eancia da espera em uma \u00fanica express\u00e3o: <em>IDE<\/em> (Mc 16:15). Afinal, o tempo \u00e9 relativo, mas o chamado ao engajamento \u00e9 absoluto. Tenha uma causa, defenda uma bandeira, aliste-se nas fileiras escassas de quem t\u00eam atitude. E quer saber? A realiza\u00e7\u00e3o da promessa ficar\u00e1 logo ali.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perdoar \u00e9 seu voo de liberdade<\/strong>. Pisaram no seu p\u00e9? Esmagaram sua autoestima? Crucificaram seus sonhos com pregos trai\u00e7oeiros? Voc\u00ea decide: ficar ref\u00e9m de quem n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed, ou sobrevoar o \u00f3dio perdoando para se libertar. Eu sei o quanto \u00e9 dif\u00edcil \u2013 frustra\u00e7\u00e3o d\u00f3i \u2013 mas \u00e9 melhor carregar cicatrizes na alma do que feridas abertas inflamadas por vingan\u00e7a. Voc\u00ea ficar\u00e1 mais leve, acredite!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fam\u00edlia \u00e9 tudo<\/strong>. A maior injusti\u00e7a da humanidade \u00e9 ser ingrato com quem realmente vale a pena. Agendas, neg\u00f3cios, escalada profissional, vida que n\u00e3o para \u2013 tudo isso parece mais do que \u00e9. Quer saber, na hora da morte \u2013 ou aposentadoria \u2013 ningu\u00e9m pensa em clientes, contatos ou aplica\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias. Tudo o que voc\u00ea vai querer \u00e9 sua fam\u00edlia perto. Que tal encurtar a dist\u00e2ncia com quem estar\u00e1 l\u00e1 enquanto d\u00e1 tempo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fale menos<\/strong>. Meio s\u00f3rdido, eu sei, mas saiba que quem torce pela sua felicidade n\u00e3o precisa ouvir muito, e quem n\u00e3o torce nem vai querer ouvir nada. Guarde suas capas coloridas de Jos\u00e9 sem ficar desfilando por a\u00ed. Quem vive por algo mais e maior n\u00e3o se reduz \u00e0 passarela da vaidade. E voc\u00ea ainda descobrir\u00e1 muitas coisas preciosas que, com a boca sempre aberta, os olhos n\u00e3o enxergavam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deixe Deus agir<\/strong>. O tempo \u00e9 a ferramenta divina para revelar os verdadeiros prop\u00f3sitos do cora\u00e7\u00e3o humano. A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o suportamos aguardar o <em>tempo dEle<\/em>. Mas, se voc\u00ea se feriu sem ter ferido, n\u00e3o se machuque mais tentando fazer justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Al\u00e9m de fracas, elas s\u00e3o humanas. Acredite que a f\u00e9 resignada pode fazer o que Deus pode fazer e Ele lhe defender\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solidariedade \u00e9 uma autoajuda<\/strong>. Calma l\u00e1! N\u00e3o me julgue precipitadamente. Fico longe de qualquer filosofia humanista de superpoderes a um ser humano que se acha capaz de solucionar seus pr\u00f3prios problemas. N\u00e3o \u00e9 isso. S\u00f3 que fazer o bem \u00e9 um p\u00eandulo que sempre volta, e quem distribui p\u00e3es n\u00e3o passa fome. B\u00ean\u00e7\u00e3o compartilhada vira b\u00ean\u00e7\u00e3o multiplicada. Que tal ser menos do mesmo e mais do que poucos s\u00e3o? Ajudar o pr\u00f3ximo vai al\u00e9m da B\u00edblia, tem que ser pr\u00e1tico. Surpresa boa garantida!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agrade\u00e7a<\/strong>. \u201c<em>Em tudo dai gra\u00e7as<\/em>\u201d (I Tessalonicenses 5:18). Depende de voc\u00ea, mais ningu\u00e9m: ou vai viver olhando o que falta, ou celebrar\u00e1 o que j\u00e1 tem. A especialidade do inimigo \u00e9 trocar as etiquetas de pre\u00e7os na cole\u00e7\u00e3o de valores pessoais de cada um \u2013 supervalorizando o sup\u00e9rfluo e sucateando o que vale ouro. Que tal ser mais grato pelos lembretes que os C\u00e9us lhe d\u00e3o de que nem tudo est\u00e1 perdido? A ingratid\u00e3o \u00e9 um tapa na cara do cora\u00e7\u00e3o \u2013 come\u00e7ando com Deus. N\u00e3o seja mal-agradecido com Quem lhe ama muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, voltando ao epicentro que me provoca, lembre-se que existe esperan\u00e7a para o mundo de Aleppo; existe um lampejo de luz divina ainda que no fundo po\u00e7o; e sobram promessas derramadas da Cruz destinadas exclusivamente para voc\u00ea. Que venha mais do que um Natal de uma manjedoura \u2013 e sim, do renascimento pessoal de cada um. \u00c9 isso o que acontece quando os cacos do que nos chateia viram mat\u00e9ria-prima nas m\u00e3os do <em>re-Criador<\/em>. Ent\u00e3o, a sucess\u00e3o de <strong><em>fins<\/em><\/strong> que n\u00e3o acabam se reverter\u00e1 no min\u00fasculo come\u00e7o de um <strong><em>para sempre<\/em><\/strong>. Jamais desperdice isso! Pois tudo o que temos \u00e9 a chance de uma \u00fanica vida para torna-la eterna \u2013 com Deus. E Ele pode \u2013 far\u00e1 \u2013 porque j\u00e1 fez.<\/p>\n\n\n\n<p>Viva o Natal.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que trag\u00e9dias como as que vive a cidade s\u00edria de Aleppo nos ensinam nesse final de ano?<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":186601,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3217,3685],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-186600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-comportamento","xtt-pa-editorias-datas-especiais","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"embed_url":"","embed_length":"","custom_author":""},"terms":{"editorial":"Comportamento","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/20091716\/meu-natal-em-aleppo-290x220.jpg"}}