{"id":186231,"date":"2016-12-16T12:30:56","date_gmt":"2016-12-16T15:30:56","modified":"2016-12-18T10:41:31","modified_gmt":"2016-12-18T13:41:31","slug":"especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual\/","title":{"rendered":"Especialistas avaliam causas da viol\u00eancia sexual"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_186232\" style=\"width: 662px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-186232\" class=\" wp-image-186232\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual.jpg\" alt=\"Para 97% das pessoas ouvidas na pesquisa, nenhuma mulher merece ser estuprada, independente se \u201cs\u00f3bria, chapada, vestida ou pelada\u201d. 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[ASN] A viol\u00eancia sexual, especialmente praticada contra mulheres, \u00e9 um assunto que preocupa em todo o planeta, especialmente no Brasil. Resultados de uma <a href=\"http:\/\/agenciapatriciagalvao.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Pesquisa_ViolenciaSexual_2016.pdf\" target=\"_blank\">pesquisa realizada pelo Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o<\/a> foram divulgados nessa semana e tentam identificar raz\u00f5es e a avalia\u00e7\u00e3o dos brasileiros sobre o tema. A pesquisa ouviu mil pessoas em julho desse ano. Constatou, por exemplo, que 67% das pessoas ouvidas acredita que a viol\u00eancia sexual ocorre porque os homens n\u00e3o conseguem controlar seus impulsos. Outros 58% culpam o uso de \u00e1lcool e drogas e 32% atribu\u00edram a viol\u00eancia sexual a problemas mentais.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/datas-especiais\/estudo-aponta-que-40-das-evangelicas-sofrem-violencia-domestica\/\" target=\"_blank\">Estudo aponta que 40% das evang\u00e9licas sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>A psic\u00f3loga Simone Bohry, mestre em Psicologia Cl\u00ednica e Cultura, explica que realmente existem patologias, a exemplo dos quadros psic\u00f3ticos, em que h\u00e1 a falta de controle de impulsos, mas n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o sexual. \u201cPor\u00e9m, estes casos s\u00e3o minoria e o tratamento adequado, com medica\u00e7\u00e3o e psicoterapia, permite com que os impulsos sejam controlados\u201d, pondera. A profissional avalia, no entanto, que um fator muito importante \u00e9 o fato de se viver uma era em que a liberdade sexual \u00e9 valorizada. \u201c\u00c9 comum ouvirmos educadores sexuais estimularem o uso de preservativos para conter doen\u00e7as e gravidez n\u00e3o planejada, justamente porque \u00e9 imposs\u00edvel controlar os impulsos sexuais. Crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o inseridos em um contexto no qual fal\u00e1cias levam ao uso de frases deturpadas como \u201cfalta de controle de impulsos masculinos\u201d, neste caso, inclusive para o estupro, e a mulher, de v\u00edtima, passa a ser a respons\u00e1vel. Importante refletir um pouco mais sobre a \"educa\u00e7\u00e3o sexual\" \u00a0atual e as vari\u00e1veis e\u00a0consequ\u00eancias envolvidas\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Desrespeito \u00e0 mulher<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostrou que 69% das mulheres atribuem a viol\u00eancia sexual ao machismo. Por outro lado, 42% dos homens acreditam que o crime ocorre porque as mulheres provocam. Para a psic\u00f3loga Simone Bohry, \u201cainda reina uma cultura machista, na qual os homens permanecem impunes de seus atos impulsivos, o que faz com que mantenham esse tipo de comportamento e, tamb\u00e9m, por sentirem mais fortes, como consequ\u00eancia superiores, percebem a mulher apenas como um corpo feminino\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da jornalista Betina Pinto, professora do Centro Universit\u00e1rio Adventista de S\u00e3o Paulo (Unasp), mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e autora de uma disserta\u00e7\u00e3o sobre viol\u00eancia contra a mulher, \u201cpaira no ar a compreens\u00e3o de que, ao homem, tudo \u00e9 permitido inclusive usar a mulher como ele bem entender. \u00c9 como se ao homem fosse concedido o direito de violar as mulheres no momento e da forma que ele quiser. A mulher n\u00e3o \u00e9 vista como um ser humano que possui direitos e deveres, exatamente como o homem. Exemplos desse contexto podem ser observados desde a mais simples propaganda de televis\u00e3o at\u00e9 as desigualdades salariais entre homens e mulheres que ocupam a mesma fun\u00e7\u00e3o. Essas distin\u00e7\u00f5es sociais entre os sexos s\u00e3o ensinadas j\u00e1 na inf\u00e2ncia e passam de gera\u00e7\u00e3o pra gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Outras implica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Quando se fala sobre causas, o uso de drogas \u00e9 outra preocupa\u00e7\u00e3o. Conforme Simone Bohry, \u201cas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas alteram o senso cr\u00edtico no c\u00e9rebro, liberam impulsos que, em s\u00e3 consci\u00eancia, n\u00e3o seriam aceitos e levam profundo sofrimento aos que convivem diretamente com o usu\u00e1rio. Por\u00e9m, o uso das drogas traz um preju\u00edzo global no senso de percep\u00e7\u00e3o da pessoa, o que leva a outros tipos de viol\u00eancia, tamb\u00e9m, e n\u00e3o apenas a sexual. Nos casos espec\u00edficos de estupro, os agressores, em geral, s\u00e3o pessoas pr\u00f3ximas, por\u00e9m, na maioria das vezes, est\u00e3o conscientes de seus atos\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Um outro aspecto a ser visto \u00e9 o comunicacional. A prolifera\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es nas redes sociais\u00a0pode ser aliada ou n\u00e3o de um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o. A jornalista Betina Pinto analisa que \u201cas m\u00eddias sociais t\u00eam exercido um papel duplo quando o assunto \u00e9 viol\u00eancia contra a mulher. O primeiro deles \u00e9 quando denunciam os casos de machismo e viol\u00eancia. E o segundo \u00e9 quando lan\u00e7am d\u00favidas sobre o comportamento de uma v\u00edtima de estupro, por exemplo, numa clara tentativa de atribuir culpa e ela\u00a0pela viol\u00eancia sofrida, por meio de um discurso essencialmente machista\u201d. Betina chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de se discutir mais o uso que as pessoas fazem as redes sociais. \u201cVoc\u00ea pode eleger as m\u00eddias sociais para disseminar um discurso de respeito, de harmonia, de valoriza\u00e7\u00e3o do outro. E isso fica muito expl\u00edcito em todas as suas movimenta\u00e7\u00f5es na rede. Desde a frase que voc\u00ea posta, at\u00e9 a fotografia ou o coment\u00e1rio que voc\u00ea faz. Voc\u00ea pode proliferar um discurso de \u00f3dio, ou decidir usar essa ferramenta para o bem. Voc\u00ea pode escolher ser um agente que promove a valoriza\u00e7\u00e3o da mulher, sem investir na depreda\u00e7\u00e3o da imagem masculina\u201d, comenta.<\/p>\n<p><strong>B\u00edblia, instrumento educacional<\/strong><\/p>\n<p>Simone Bohry acrescenta que a B\u00edblia \u00e9 um excelente meio de educa\u00e7\u00e3o nesse assunto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e sexual. \u201cPor exemplo, o nosso corpo \u00e9 templo do Esp\u00edrito Santo segundo a B\u00edblia. Se, desde pequena, a crian\u00e7a \u00e9 ensinada dentro desse simples, mas profundo princ\u00edpio, o conceito j\u00e1 \u00e9 suficiente para que ela respeite o seu pr\u00f3prio corpo e o corpo do seu pr\u00f3ximo. Outro princ\u00edpio \u00e9: amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo, e tantos outros encontrados nos 66 livros. A educa\u00e7\u00e3o religiosa pr\u00e1tica leva ao respeito, ao cuidado, a comportamentos adequados e livres de viol\u00eancia. Seja ela qual for\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, o projeto <a href=\"http:\/\/www.adventistas.org\/pt\/mulher\/projeto\/quebrando-o-silencio\/\" target=\"_blank\">Quebrando o Sil\u00eancio<\/a> vai tratar dessa tem\u00e1tica, tanto na revista produzida quanto nas a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade. [Equipe ASN, Felipe Lemos]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profissionais analisam dados de recente pesquisa sobre viol\u00eancia sexual no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":186232,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3217],"xtt-pa-departamentos":[3632],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-186231","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-comportamento","xtt-pa-departamentos-ministerio-da-mulher","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Comportamento","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/12\/16083849\/especialistas-avaliam-causas-da-violencia-sexual-290x220.jpg"}}