{"id":166575,"date":"2016-08-02T12:10:39","date_gmt":"2016-08-02T15:10:39","modified":"2021-11-15T21:01:15","modified_gmt":"2021-11-16T00:01:15","slug":"o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/michelson.borges\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego\/","title":{"rendered":"O lagarto que \u201cevoluiu\u201d e ficou cego"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-166578\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego.jpg\" alt=\"\" width=\"908\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego.jpg 2362w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-768x512.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-150x100.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-730x487.jpg 730w\" sizes=\"(max-width: 908px) 100vw, 908px\" \/><\/a>Deu na Folha de S. Paulo: \u201cCientistas anunciaram a descoberta de uma nova esp\u00e9cie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, pa\u00eds do sudeste da \u00c1sia. O zo\u00f3logo Neang Thy, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente cambojano, e a organiza\u00e7\u00e3o de defesa ambiental FFI (Fauna &amp; Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na regi\u00e3o das montanhas Cardamomo. O zo\u00f3logo notou a presen\u00e7a do lagarto quando revirou um peda\u00e7o de madeira no ch\u00e3o da mata e capturou a criatura. \u2018Primeiro pensei que era uma esp\u00e9cie comum\u2019, disse o zo\u00f3logo, que estuda r\u00e9pteis e anf\u00edbios h\u00e1 quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova esp\u00e9cie. O r\u00e9ptil evoluiu [sic] para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo. Thy e seus colegas confirmaram que esta \u00e9 uma nova esp\u00e9cie e publicaram a conclus\u00e3o na revista especializada <em>Zootaxa<\/em>. O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (<em>Dibamus dalaiensis<\/em>), devido \u00e0 montanha onde foi encontrado\".<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/michelson-borges\/cientistas-simplificam-bacteria-e-falam-em-evolucao\/\">Cientistas \u201csimplificam\u201d bact\u00e9ria e falam em evolu\u00e7\u00e3o!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Para a BBC, a bi\u00f3loga Jenny Daltry, tamb\u00e9m da FFI, comentou que foi necess\u00e1rio quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova esp\u00e9cie. \u201cEles tiveram que analisar todas as descri\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de todas as outras esp\u00e9cies [...] e analisar as esp\u00e9cies em museus.\u201d<\/p>\n<p>Daltry afirma, ainda, que existem v\u00e1rios outros lagartos sem patas na natureza, como uma esp\u00e9cie do Reino Unido. Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas n\u00e3o t\u00eam a l\u00edngua bifurcada. Al\u00e9m disso, a maioria das cobras tem apenas um pulm\u00e3o, enquanto os lagartos t\u00eam dois, explica a cientista. \u201cA maioria dos lagartos tamb\u00e9m consegue piscar, algo que as cobras n\u00e3o conseguem. Mas esse novo lagarto n\u00e3o tem olhos.\u201d<\/p>\n<p>Nessas horas, criacionistas podem se considerar \u201cevolucionistas\u201d. Explico: se considerarmos \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d a perda de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que acarreta a perda de \u00f3rg\u00e3os e\/ou fun\u00e7\u00f5es, os criacionistas est\u00e3o plenamente de acordo com isso. Algo semelhante ocorreu com uma popula\u00e7\u00e3o de moscas numa ilha do Pac\u00edfico. Os pesquisadores perceberam que as moscas ali n\u00e3o tinham asas e viviam bem. O que aconteceu? Aquela \u00e9 uma regi\u00e3o varrida por furac\u00f5es. As moscas ancestrais, quando se viam amea\u00e7adas pelos ventos, instintivamente voavam e acabavam arrastadas para o mar, onde morriam. Eventualmente, algumas moscas nasceram com uma anomalia: n\u00e3o tinham asas. Com a chegada do furac\u00e3o, tudo o que elas podiam fazer era se esconder debaixo de alguma coisa. Com o tempo, essas moscas se multiplicaram a as que tinham asas se extinguiram. \u00c9 um exemplo de perda que acabou favorecendo a popula\u00e7\u00e3o de um dado ambiente.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tamb\u00e9m quiser chamar a isso de \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d, sinta-se \u00e0 vontade. O fato \u00e9 que n\u00e3o existem evid\u00eancias da evolu\u00e7\u00e3o que seria esperada para tentar explicar o aperfei\u00e7oamento dos seres a partir de supostos ancestrais mais simples.<\/p>\n<p>Onde est\u00e3o as moscas sem asas que teriam dado origem \u00e0s moscas aladas? Onde est\u00e3o os lagartos cegos e sem patas que teriam dado origem aos lagartos dotados de patas e vis\u00e3o? E sabe por que esse tipo de evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre? Porque, para que novos planos corporais e novas fun\u00e7\u00f5es \u201capare\u00e7am\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio um aporte de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica complexa e espec\u00edfica. E todo mundo sabe (ou deveria saber) que informa\u00e7\u00e3o simplesmente n\u00e3o surge do nada. Portanto, o lagarto cambojano, na verdade, n\u00e3o \u201cevoluiu\u201d (na real acep\u00e7\u00e3o do termo); ele perdeu caracter\u00edsticas que, nas circunst\u00e2ncias em que vive, n\u00e3o lhe fazem falta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que esse lagarto evoluiu mesmo ou perdeu caracter\u00edsticas? Leia o artigo e saiba mais<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":166578,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3216],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-166575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-ciencia"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Ci\u00eancia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/08\/02120751\/o-lagarto-que-evoluiu-e-ficou-cego-290x220.jpg"}}