{"id":147378,"date":"2016-04-11T10:55:23","date_gmt":"2016-04-11T12:55:23","modified":"2016-04-11T11:08:38","modified_gmt":"2016-04-11T13:08:38","slug":"especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva\/","title":{"rendered":"Especialistas comentam riscos da uni\u00e3o poliafetiva"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_147382\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva.jpg\" rel=\"attachment wp-att-147382\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-147382\" class=\"size-medium wp-image-147382\" src=\"http:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva-290x220.jpg\" alt=\"N\u00e3o h\u00e1 concord\u00e2ncia completa entre juristas e especialistas no Direito, tamb\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o ao tema.\" width=\"290\" height=\"220\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-147382\" class=\"wp-caption-text\">N\u00e3o h\u00e1 concord\u00e2ncia completa entre juristas e especialistas no Direito, tamb\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o ao tema.<\/p><\/div>\n<p>Bras\u00edlia, DF ... [ASN] No m\u00eas de abril ocorreu no Brasil o primeiro casamento poliafetivo com duas mulheres e um homem. <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rio-de-janeiro\/noticia\/2016\/04\/primeiro-ter-uniao-estavel-com-2-mulheres-no-rio-fala-sobre-relacao.html\" target=\"_blank\">A uni\u00e3o entre as tr\u00eas pessoas foi assinada no 15\u00ba Of\u00edcio de Notas no Rio de Janeiro<\/a>. O assunto tem repercuss\u00e3o especialmente nos meios jur\u00eddicos, religiosos e da ci\u00eancia em geral.<\/p>\n<p>Juridicamente, h\u00e1 controv\u00e9rsias. A advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, doutora e mestre em Direito Civil e professora dos cursos de especializa\u00e7\u00e3o na FGV e em Direto da Fam\u00edlia e das Sucess\u00f5es da OAB\/SP, afirma, em artigo de 2012, que \u201co casamento e a uni\u00e3o est\u00e1vel, no plano do direito da fam\u00edlia, s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas. Em nosso ordenamento jur\u00eddico, assim como em nossa sociedade, n\u00e3o \u00e9 admitida a poligamia, n\u00e3o sendo poss\u00edvel o reconhecimento de efeitos de uni\u00e3o est\u00e1vel na rela\u00e7\u00e3o extrafamiliar, ou seja, nas rela\u00e7\u00f5es concubin\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o advogado Ant\u00f4nio Pires, procurador da Fazenda Nacional em S\u00e3o Paulo e mestre e doutorando em Direito Constitucional, comenta, em um artigo publicado tamb\u00e9m em 2012, que \u201cquanto \u00e0 fam\u00edlia, o artigo 226 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal diz que pouco importa se formal ou informalmente constitu\u00edda. Pouco importa se h\u00e9tero ou homossexual a fam\u00edlia, ou se monoparental o ambiente em que vai ser criada uma crian\u00e7a, ou se entre muitas pessoas que se amam e se respeitam e formam um lar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o b\u00edblica<\/strong><\/p>\n<p>Mas o debate a respeito do poliamor ou poliafetividade n\u00e3o se restringe ao campo jur\u00eddico. Vai al\u00e9m. O <a href=\"http:\/\/doutorcesar.com.br\/\" target=\"_blank\">psiquiatra crist\u00e3o C\u00e9sar Vasconcellos<\/a> analisa que \u201co plano do Criador da humanidade para a fam\u00edlia \u00e9 que o casal seja composto por um homem e uma mulher e que gerem filhos. No relato b\u00edblico, h\u00e1 homens do povo de Deus que eram pol\u00edgamos. Isto n\u00e3o era aprovado por Deus, mas tolerado por Ele. E as complica\u00e7\u00f5es inevit\u00e1veis surgiram com o passar do tempo e com o nascimento de filhos com diferentes mulheres. A B\u00edblia n\u00e3o esconde este fato, pelo contr\u00e1rio, revela como a rejei\u00e7\u00e3o do plano divino para a constitui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia produziu complica\u00e7\u00f5es dif\u00edceis nos relacionamentos dos seus membros, algumas delas sem solu\u00e7\u00e3o, causando muita dor, frustra\u00e7\u00e3o, agress\u00e3o, intoler\u00e2ncia, tristeza, e at\u00e9 morte precoce\u201d.<\/p>\n<p>Para o profissional, \u201ccasamento \u00e9 a uni\u00e3o de duas pessoas diferentes. Diferentes em v\u00e1rios aspectos. Um \u00e9 macho, outro \u00e9 f\u00eamea. Do ponto de vista psicol\u00f3gico, homem e mulher apresentam v\u00e1rias diferen\u00e7as importantes na forma de lidar com a emo\u00e7\u00e3o, na forma de pensar, na necessidade e qualidade de comunica\u00e7\u00e3o verbal, na express\u00e3o corporal e sentimental, e at\u00e9 no funcionamento cerebral. Exames feitos com mulheres que sofreram trauma craniano, comparados com exames de homens que tamb\u00e9m sofreram trauma semelhante, revelaram que o c\u00e9rebro feminino apresentava maiores recursos de recupera\u00e7\u00e3o da linguagem do que o masculino\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades emocionais<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/karyne-correia\/\" target=\"_blank\">psic\u00f3loga Karyne Correia<\/a> chama a aten\u00e7\u00e3o para os desafios desse tri\u00e2ngulo amoroso. Ela avalia que \u201c\u00e9 preciso ceder. Isto porque cada pessoa traz para o relacionamento sua hist\u00f3ria de vida, uma por\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e pensamentos diferentes, e o ajuste entre estas diferen\u00e7as leva algum tempo. Al\u00e9m disso, homens e mulheres entendem a rela\u00e7\u00e3o conjugal de forma distinta, e se satisfazem nesta rela\u00e7\u00e3o de modo diferente. Suas vis\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o e o que eles buscam nela tamb\u00e9m requer afina\u00e7\u00e3o. Sternberg, em sua teoria Triangular do Amor, prop\u00f5e que o amor \u00e9 composto por tr\u00eas elementos b\u00e1sicos - comprometimento, intimidade e paix\u00e3o. Dar manuten\u00e7\u00e3o a estes tr\u00eas elementos em um relacionamento a dois n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. N\u00e3o posso imaginar como seja enfrentar estes mesmos desafios em uma rela\u00e7\u00e3o amorosa com mais pessoas, mas certamente, estes mesmos desafios existem em rela\u00e7\u00f5es poliafetivas\u201d.<\/p>\n<p>Vasconcellos aprofunda essa ideia. Ele explica que o casamento entre um homem e uma mulher proporciona um encaixe mais adequado da rela\u00e7\u00e3o por conta das experi\u00eancias dos dois. A terceira \u201cpe\u00e7a\u201d, como ele chama a outra pessoa nessa rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fator de complica\u00e7\u00e3o relacional. E acredita que \u201cmuito provavelmente este homem casado com duas esposas, n\u00e3o poder\u00e1 aprofundar o seu amor, a dedica\u00e7\u00e3o, a uni\u00e3o profunda, com ambas. A din\u00e2mica emocional que o c\u00e9rebro humano consegue funcionar numa rela\u00e7\u00e3o conjugal, homem e mulher, n\u00e3o comporta uma terceira pessoa para a mesma qualidade de rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 diferente quando chega um filho, porque esta qualidade de contato humano \u00e9 totalmente diferente do que existe entre homem e mulher como casal. O amor marital envolve basicamente tr\u00eas dimens\u00f5es: (1)amor rom\u00e2ntico, (2)amor sexual e (3) amor ideias (di\u00e1logo). O equil\u00edbrio entre estas dimens\u00f5es favorece o bem estar conjugal. Quando numa rela\u00e7\u00e3o marido-mulher entra uma terceira pessoa que \u00e9 um filho ou uma filha, a deriva\u00e7\u00e3o da energia afetiva do pai e da m\u00e3e para a crian\u00e7a se dar\u00e1 no n\u00edvel do amor filial, o qual n\u00e3o inclui o amor rom\u00e2ntico e nem o sexual. Por isto cabe. O c\u00e9rebro sabe lidar com isto\u201d, esclarece. [Equipe ASN, <a href=\"https:\/\/plus.google.com\/u\/0\/108410828517783407024\/posts\" target=\"_blank\">Felipe Lemos<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse tipo de uni\u00e3o \u00e9 visto com ressalvas por pessoas da \u00e1rea jur\u00eddica e mesmo profissionais da \u00e1rea de Psicologia e Psiquiatria, inclusive sob o ponto de vista b\u00edblico.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":147382,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3217],"xtt-pa-departamentos":[3631],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-147378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-comportamento","xtt-pa-departamentos-ministerio-da-familia","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Comportamento","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva-768x461.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/04\/11105421\/especialistas-comentam-riscos-da-uniao-poliafetiva-290x220.jpg"}}