{"id":141569,"date":"2016-03-16T15:47:47","date_gmt":"2016-03-16T17:47:47","modified":"2021-11-15T21:06:38","modified_gmt":"2021-11-16T00:06:38","slug":"o-desafio-dos-metodos-de-interpretacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/diogo.cavalcanti\/o-desafio-dos-metodos-de-interpretacao\/","title":{"rendered":"O desafio dos m\u00e9todos de interpreta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_141570\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse.jpeg\" rel=\"attachment wp-att-141570\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-141570\" class=\"wp-image-141570 size-full\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse.jpeg\" alt=\"O Apocalipse tem sido estudado com quatro metodologias de interpreta\u00e7\u00e3o\" width=\"768\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse.jpeg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse-730x633.jpeg 730w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-141570\" class=\"wp-caption-text\">Apocalipse tem sido estudado com quatro metodologias de interpreta\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A partir da pr\u00f3xima coluna, vamos mergulhar no primeiro conjunto de sete do Apocalipse: o das sete igrejas (cap\u00edtulos 2 e 3). Apesar de ser uma das se\u00e7\u00f5es aparentemente mais f\u00e1ceis de se entender, tem sido m\u00e1 compreendida, devido a preconcep\u00e7\u00f5es que levam \u00e0s conclus\u00f5es mais controversas. Assim, a maneira de enxergar o texto \u00e9, na verdade, t\u00e3o importante quanto o estudo do pr\u00f3prio conte\u00fado.<\/p>\n<p>Por isso, antes de mergulhar na interpreta\u00e7\u00e3o propriamente dita, precisamos entender e utilizar conscienciosamente o m\u00e9todo mais adequado.\u00a0O Apocalipse tem sido estudado de acordo com quatro metodologias de interpreta\u00e7\u00e3o: <em>preterismo<\/em>, <em>futurismo<\/em>, <em>idealismo<\/em> e <em>historicismo<\/em>, ou uma combina\u00e7\u00e3o delas. Analisemos cada uma a seguir:<\/p>\n<p><strong>Preterismo<\/strong><\/p>\n<p>Os preteristas acreditam que o Apocalipse se restringe ao primeiro s\u00e9culo. Dessa forma, as persegui\u00e7\u00f5es imperiais romanas seriam o \u00fanico objeto de preocupa\u00e7\u00e3o do autor do livro. Nas notas da <em>B\u00edblia de Jerusal\u00e9m<\/em>, por exemplo, Babil\u00f4nia representa a \u201cRoma id\u00f3latra\u201d, e as sete cabe\u00e7as de Apocalipse 17 representam sete imperadores romanos.<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> No preterismo, o Apocalipse se distancia tanto da hist\u00f3ria crist\u00e3 quanto do leitor atual.<\/p>\n<p><strong>Futurismo<\/strong><\/p>\n<p>Por sua vez, os futuristas t\u00eam no Apocalipse um livro essencialmente escatol\u00f3gico, tratando dos eventos mais iminentes \u00e0 segunda vinda de Cristo.<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> Esse m\u00e9todo de interpreta\u00e7\u00e3o ganhou gradativamente a ades\u00e3o de protestantes, evang\u00e9licos e de pentecostais, ap\u00f3s a propaga\u00e7\u00e3o do dispensacionalismo desde o s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Segundo essa doutrina recente, Deus salva a humanidade de formas diferentes nas diversas \u201cdispensa\u00e7\u00f5es\u201d (do grego, <em>oikonomia<\/em>, literalmente, \u201clei\/administra\u00e7\u00e3o da casa\u201d, 1 Cor\u00edntios 9:17), referindo-se a diferentes formas de Deus atuar no mundo. Em cada dispensa\u00e7\u00e3o o Senhor se revela de uma forma e a humanidade \u00e9 testada em sua resposta a essa a\u00e7\u00e3o. Em cada dispensa\u00e7\u00e3o, a humanidade falha, e Deus inicia um novo ciclo.<\/p>\n<p>No dispensacionalismo h\u00e1 uma dicotomia entre Israel e a igreja. A igreja surge como um par\u00eantese em rela\u00e7\u00e3o ao plano divino para Israel \u2013 um tipo de \u201cplano B\u201d. Na segunda vinda de Cristo (invis\u00edvel para o mundo), ocorre o chamado \u201carrebatamento secreto\u201d dos crist\u00e3os, enquanto os judeus e os demais permanecem na terra e passam por sete anos de tribula\u00e7\u00e3o, durante os quais ainda s\u00e3o testados, at\u00e9 que o reino de Deus seja estabelecido definitivamente. A doutrina do arrebatamento secreto foi criada por John Nelson Darby por volta de 1830 e se difundiu no s\u00e9culo 20 gra\u00e7as \u00e0 <em>Scofield<\/em> <em>Reference Bible<\/em>, lan\u00e7ada em 1909. Essa maneira de interpretar o Apocalipse \u00e9 o mote da s\u00e9rie de livros e filmes <em>Deixados para Tr\u00e1s <\/em>(<em>Left Behind<\/em>), de Tim LaHaye e Hal Lindsey.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 importante lembrar que \u201ctodo dispensacionalista \u00e9 futurista, mas nem todo futurista \u00e9 dispensacionalista\u201d.<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> Os futuristas cr\u00edticos do dispensacionalismo creem no milenarismo cl\u00e1ssico, segundo o qual n\u00e3o h\u00e1 dispensa\u00e7\u00f5es nem distin\u00e7\u00e3o entre Israel e a igreja crist\u00e3 em rela\u00e7\u00e3o aos eventos finais.<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> Por\u00e9m, de uma forma ou de outra, no futurismo, a \u201cprincipal obje\u00e7\u00e3o... \u00e9 que remove do livro qualquer contexto hist\u00f3rico\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>, e \u201co Apocalipse se torna relevante apenas para a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o do tempo do fim\u201d.<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p><strong>Frutos da Contrarreforma<\/strong><\/p>\n<p>Muitos nem desconfiam que tanto o futurismo quanto o preterismo se originaram na Contrarreforma, por meio dos jesu\u00edtas espanh\u00f3is Luis de Alc\u00e1zar (1554-1613) e Francisco Ribera (1537-1591). Em seu livro <em>Vestigatio arcani sensus in Apocalypsi<\/em>, publicado postumamente em 1614, Alc\u00e1zar defendia que o anticristo havia sido um imperador romano que governou no primeiro s\u00e9culo. Ribera prop\u00f4s em seu coment\u00e1rio b\u00edblico sobre o Apocalipse, intitulado <em>Sacrum Beati Ioannis Apostoli, &amp; Evangelistiae Apocalypsin Commentarij<\/em>, de 1585, que o anticristo seria um judeu que reinaria em Jerusal\u00e9m num futuro distante.<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> Para ele, somente os primeiros cap\u00edtulos do Apocalipse lidavam com a Roma antiga, enquanto os demais seriam puramente escatol\u00f3gicos, assim como os futuristas afirmam atualmente.<\/p>\n<p>Essas maneiras de se interpretar foram constru\u00eddas para se combater os pregadores da Reforma, que identificavam o papado como o anticristo profetizado na B\u00edblia.<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> Segundo o ap\u00f3stolo Paulo, um poder se levantaria ainda no futuro a partir de seu tempo, o qual se tornaria \u201cobjeto de culto, a ponto de assentar-se no santu\u00e1rio de Deus, ostentando-se como se fosse o pr\u00f3prio Deus\u201d (2 Tessalonicenses 2:4). Esse poder surgiria de um processo de apostasia do cristianismo (v. 3) e s\u00f3 seria destru\u00eddo na volta de Jesus (v. 8). Nos ensinos de Jesus, este seria o mesmo poder blasfemo e perseguidor predito por Daniel (Mateus 24:15; Daniel 7:24-26).<\/p>\n<p>Com o futurismo e o preterismo da Contrarreforma, as atrocidades da igreja romana antes, durante e depois da Idade M\u00e9dia escapam ilesas na interpreta\u00e7\u00e3o de Daniel e do Apocalipse. Enquanto o futurismo foi adotado pelo mundo evang\u00e9lico, o preterismo foi abra\u00e7ado pelas igrejas e universidades protestantes liberais, fazendo-os perder de vista o passado e o que est\u00e1 escrito sobre o futuro (Apocalipse 13:3, 5-8).<\/p>\n<p><strong>Idealismo<\/strong><\/p>\n<p>Diferentemente das outras correntes de interpreta\u00e7\u00e3o, o idealismo n\u00e3o encontra no Apocalipse nenhuma liga\u00e7\u00e3o com fatos hist\u00f3ricos. Para os idealistas, o livro apresenta uma descri\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da luta entre o bem e o mal, que n\u00e3o se aplica a nenhum per\u00edodo hist\u00f3rico. Restariam apenas uma \u201cverdade \u00e9tica e princ\u00edpios que se aplicam a crentes em qualquer per\u00edodo da hist\u00f3ria\u201d.<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a> \u00c9, portanto, fruto de uma abordagem mais humanista e p\u00f3s-moderna da B\u00edblia, centrada no leitor.<\/p>\n<p><strong>Historicismo<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, temos o historicismo. Segundo essa corrente de interpreta\u00e7\u00e3o, profecias se cumpriram no passado, algumas se cumprem no presente e outras se cumprir\u00e3o no futuro. LeRoy Edwin Froom o definiu como \u201co cumprimento progressivo e cont\u00ednuo da profecia, numa sequ\u00eancia ininterrupta, dos dias de Daniel e o tempo de Jo\u00e3o, at\u00e9 o segundo advento e o fim do tempo.\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Nos livros apocal\u00edpticos, percebe-se que o cumprimento das profecias se d\u00e1 ao longo da hist\u00f3ria, culminando no estabelecimento do reino de Deus. Em Daniel, quatro imp\u00e9rios se sucedem, come\u00e7ando por Babil\u00f4nia (neobabil\u00f4nico), seguido pela \u201cGr\u00e9cia\u201d (maced\u00f4nico), \u201cMedo-P\u00e9rsia\u201d e Roma, dando lugar a \u201creinos\u201d divididos, at\u00e9 que o reino de Deus seja estabelecido (cap. 2 e 7). Entretanto, essas profecias tamb\u00e9m contemplam fatos que se cumpririam em tempos \u201cmui distantes\u201d, do ponto de vista de Daniel, ou seja, nos \u201c\u00faltimos dias\u201d (Dn 8:26; 10:14).<\/p>\n<p>No Apocalipse, a perspectiva do processo hist\u00f3rico \u00e9 notada na primeira metade do livro (cap. 1-11), em que as tr\u00eas s\u00e9ries (igrejas, selos e trombetas) se estendem dos dias de Jo\u00e3o \u00e0 volta de Jesus. Seguindo o princ\u00edpio do paralelismo de Daniel, em que os quatro metais da est\u00e1tua do cap\u00edtulo 2 correspondem aos quatro animais do cap\u00edtulo 7, essas tr\u00eas s\u00e9ries apontam para a a\u00e7\u00e3o divina sobre a igreja e seus antagonistas ao longo da hist\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que cada uma das tr\u00eas s\u00e9ries se encerra, apontando direta ou indiretamente para a volta de Jesus.<\/p>\n<p>A segunda metade do livro (12-22), mais escatol\u00f3gica, apresenta um conflito iniciado no C\u00e9u e definido na cruz (Ap 12:4-12) que tem seu desfecho nos \u00faltimos dias, com a participa\u00e7\u00e3o de diferentes agentes divinos e sat\u00e2nicos. Ou seja, demonstra a a\u00e7\u00e3o divina no passado com seus reflexos decisivos sobre o presente e o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>No historicismo, portanto, as a\u00e7\u00f5es divinas, as contrafa\u00e7\u00f5es de Satan\u00e1s e as respostas humanas s\u00e3o apresentadas numa linha cont\u00ednua at\u00e9 a reden\u00e7\u00e3o final. Dessa forma, tanto o Apocalipse como Daniel, parecem cumprir seu papel como livros universais, com informa\u00e7\u00f5es relevantes para todas as eras, desde sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No historicismo, portanto, o passado n\u00e3o foi esquecido. Pelo contr\u00e1rio, serve para avalizar as profecias ainda n\u00e3o cumpridas. \u00c9 por esse m\u00e9todo que os adventistas estudam o Apocalipse desde meados do s\u00e9culo 19 e foram fortalecidos pela compreens\u00e3o de que o mundo iria de mal a pior, enquanto a cultura enxergava um futuro brilhante na chamada <em>belle \u00e9poque<\/em>. \u00c9 gra\u00e7as a esse s\u00f3lido m\u00e9todo de interpreta\u00e7\u00e3o atestado por Jesus, pelos autores b\u00edblicos, escritores antigos e pelos reformadores que os adventistas identificam as profecias sobre a apostasia crist\u00e3, o golpe \u201cmortal\u201d sobre o papado e seu ressurgimento, a domin\u00e2ncia de uma superpot\u00eancia global e a dissemina\u00e7\u00e3o do espiritismo. Isso n\u00e3o significa que os adventistas sejam melhores do que outros estudiosos da B\u00edblia, mas que somente um estudo consciencioso, guiado pelo Esp\u00edrito Santo e fundamentado em s\u00f3lidos princ\u00edpios de interpreta\u00e7\u00e3o pode levar a uma compreens\u00e3o mais harmoniosa e plena de Daniel e do Apocalipse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<p>[1] <em>B\u00edblia de Jerusal\u00e9m. Nova edi\u00e7\u00e3o revista e ampliada. S\u00e3o Paulo: Paulus<\/em>, 2002, p. 2159.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> \u201cFuturist interpretation\u201d. Bible Study Tools<em>. <\/em>Dispon\u00edvel em:\u00a0 http:\/\/www.biblestudytools.com\/commentaries\/revelation\/introduction\/futurist-interpretation.html<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Russel N. Champlin, <em>O Novo Testamento Interpretado Vers\u00edculo por Vers\u00edculo. <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Hagnos, 2002, vol. 6, p. 362.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Ranko Stefanovic. <em>Revelation of Jesus Christ. <\/em>Berrien Springs, MI:Andrews University Press,\u00a0 2<sup>a<\/sup> edi\u00e7\u00e3o, 2009, p. 12.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Francis D. Nichol (ed.). <em>Comentario Biblico Adventista Del Septimo D\u00eda<\/em>. Buenos Aires: Associacion Casa Editora Sudamericana, 1996, p. 109.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Stefanovic, p. 12.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> E. Froom, <em>The Prophetic Faith of Our Fathers<\/em> . Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association , 1950, vol. 1, p. 22, 23. Em: Hans K. LaRondelle, \u201cThe heart of historicism\u201d, <em>Ministry Magazine, s<\/em>etembro de 2005. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ministrymagazine.org\/archive\/2005\/09\/the-heart-of-historicism.html\">https:\/\/www.ministrymagazine.org\/archive\/2005\/09\/the-heart-of-historicism.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a os m\u00e9todos de interpreta\u00e7\u00e3o do apocalipse e saiba por que os adventistas optaram pelo historicismo.<\/p>\n","protected":false},"author":146,"featured_media":141570,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[],"xtt-pa-owner":[],"class_list":["post-141569","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-biblia"],"acf":false,"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse.jpeg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse-768x666.jpeg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse-140x90.jpeg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse-140x90.jpeg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2016\/03\/16152841\/apocalipse-290x220.jpeg"}}