{"id":116766,"date":"2015-10-02T10:58:05","date_gmt":"2015-10-02T13:58:05","modified":"2015-10-05T15:37:14","modified_gmt":"2015-10-05T18:37:14","slug":"professora-que-luta-contra-cancer-de-mama-compartilha-experiencia-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/professora-que-luta-contra-cancer-de-mama-compartilha-experiencia-pessoal\/","title":{"rendered":"Professora que luta contra c\u00e2ncer de mama compartilha experi\u00eancia pessoal"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_116778\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-116778\" class=\"size-medium wp-image-116778\" src=\"http:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a-290x220.jpg\" alt=\"C\u00e1ssia e o esposo, Fernando, est\u00e3o juntos na luta contra o c\u00e2ncer de mama\" width=\"290\" height=\"220\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-116778\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e1ssia e o esposo, Fernando, est\u00e3o juntos na luta contra o c\u00e2ncer de mama.<\/p><\/div>\n<p>Bras\u00edlia, DF... [ASN] Outubro \u00e9 o m\u00eas da conscientiza\u00e7\u00e3o mundial sobre o c\u00e2ncer de mama. Segundo o mastologista Rodrigo Pepe, as hist\u00f3rias contadas e as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas nesse m\u00eas, conhecido como Outubro Rosa, contribuem para que a popula\u00e7\u00e3o entenda mais sobre a doen\u00e7a, as possibilidades de tratamento e as pol\u00edticas de sa\u00fade envolvidas. Tal conhecimento auxiliou a professora de Biologia C\u00e1ssia Helena, que mora no Distrito Federal, a detectar a presen\u00e7a de um n\u00f3dulo cancer\u00edgeno h\u00e1 pouco mais de dois anos.<\/p>\n<p>\u201cNo final de 2012 senti uma fisgada na mama direita e pensei que era por causa dos exerc\u00edcios na academia. Mas resolvi investigar\u201d, explica C\u00e1ssia, hoje com 42 anos. Ela conta que buscou cl\u00ednicas particulares para fazer mamografia, mas n\u00e3o encontrou espa\u00e7o nas agendas. Conhecendo as pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0 sa\u00fade mam\u00e1ria, ela procurou o servi\u00e7o p\u00fablico e fez a mamografia que apresentou o n\u00f3dulo.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/noticia\/saude\/adventistas-pernambucanos-apresentam-balanco-envolvimento-outubro-rosa\/\" target=\"_blank\">Adventistas pernambucanos apresentam balan\u00e7o do envolvimento no outubro rosa<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>A mastologista Carolina Fuschino, presidente da <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/webhp?sourceid=chrome-instant&amp;rlz=1C1VFKB_enBR658BR658&amp;ion=1&amp;espv=2&amp;ie=UTF-8#q=sociedade%20brasileira%20de%20mastologia\" target=\"_blank\">Sociedade Brasileira de Mastologia <\/a>no Distrito Federal (SBM-DF), explica que, por conhecer mais sobre o c\u00e2ncer de mama, as mulheres brasileiras t\u00eam realizado a mamografia com mais frequ\u00eancia. \u201cEssa a\u00e7\u00e3o favorece o diagn\u00f3stico precoce e, consequentemente, o tratamento \u2013 al\u00e9m de aumentar as chances de cura\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p><strong>Entendendo o n\u00f3dulo mam\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00f3dulo na mama de C\u00e1ssia foi diagnosticado em est\u00e1gio inicial, o que possibilitou o tratamento r\u00e1pido. \u201c A detec\u00e7\u00e3o foi precoce, mas o tumor era agressivo (r\u00e1pida prolifera\u00e7\u00e3o) \u201d, relembra a professora. Os mastologistas Rodrigo Pepe e Carolina Fuschino enfatizam: nem todos os n\u00f3dulos se transformar\u00e3o em c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>De acordo com os m\u00e9dicos, os n\u00f3dulos benignos s\u00e3o frequentes em mulheres abaixo de 35 anos e, em geral, n\u00e3o apresentam riscos. \u201cNem todos [os n\u00f3dulos] se transformar\u00e3o em c\u00e2ncer\u201d, esclarece Pepe. \u201cContudo, o aparecimento de n\u00f3dulos benignos \u00e9 mais raro ap\u00f3s essa idade [35 anos]\u201d, complementa. Por essa raz\u00e3o, a Sociedade Brasileira da Mastologia (SBM) recomenda que a primeira mamografia seja feita anualmente a partir dos 40 anos.<\/p>\n<p>Pepe explica que o tamanho do n\u00f3dulo n\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 agressividade do c\u00e2ncer. \u201c\u00c9 preciso fazer uma rela\u00e7\u00e3o entre o volume do tumor e o volume da mama\u201d, destaca. \u00a0Outro fator a ser considerado, segundo Fuschino, \u00e9 a caracter\u00edstica biol\u00f3gica do tumor. \u201cPode acontecer de termos um tumor de mesmo tamanho em mulheres da mesma idade. Em uma ele pode ser mais agressivo, na outra n\u00e3o\u201d, conclui. Todas as caracter\u00edsticas do tumor devem ser detectadas por profissionais qualificados e com o aux\u00edlio de exame, enfatizam os mastologistas.<\/p>\n<p><strong>O c\u00e2ncer de mama e a hereditariedade<\/strong><\/p>\n<p>A professora e sobrevivente do c\u00e2ncer de mama, C\u00e1ssia Helena, conta que, por n\u00e3o ter hist\u00f3rico na fam\u00edlia (c\u00e2ncer heredit\u00e1rio) n\u00e3o esperava receber esse diagn\u00f3stico. O mastologista Rodrigo Pepe alerta: de 85 a 90% dos c\u00e2nceres de mama aparecem em pessoas sem hist\u00f3rico familiar da doen\u00e7a. \u201cMuita gente fica despreocupada com o c\u00e2ncer de mama por n\u00e3o ter na fam\u00edlia pessoas que j\u00e1 foram atingidas por ele. Mas vale ressaltar que apenas de 10 a 15% das pessoas atingidas por esse c\u00e2ncer t\u00eam hist\u00f3rico familiar\u201d, frisa.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mulheres com hist\u00f3rico heredit\u00e1rio devem estar atentas aos exames de mama e acompanhamento peri\u00f3dico do mastologista. \u201c\u00c9 preciso avaliar qual a proximidade do risco. Mas isso n\u00e3o quer dizer que a pessoa tenha c\u00e2ncer \u201d, informa Pepe.<\/p>\n<p>A mastologista Carolina Fuschino recomenda que descendentes de mulheres que tiveram c\u00e2ncer de mama devem procurar acompanhamento dez anos antes do caso mais jovem da fam\u00edlia. \u201cSe sua m\u00e3e teve c\u00e2ncer aos 35 anos, voc\u00ea deve come\u00e7ar o acompanhamento aos 25 anos\u201d, esclarece.<\/p>\n<p><strong>O c\u00e2ncer e a cirurgia<\/strong><\/p>\n<p>Depois do diagn\u00f3stico, C\u00e1ssia relembra que precisou fazer cirurgia de remo\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer devido \u00e0 agressividade deste. \u201cEm mar\u00e7o de 2013 fiz a cirurgia. Depois comecei o protocolo de quimio e radioterapia\u201d, conta. A remo\u00e7\u00e3o da(s) mama(s) de maneira cir\u00fargica \u00e9 um dos tratamentos para o c\u00e2ncer de mama e n\u00e3o garante a cura, explica o mastologista Pepe. \u201cN\u00e3o \u00e9 o fato de retirar a mama que indica se o tumor vai voltar ou n\u00e3o\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico alerta: mesmo em casos de retirada do tumor e tratamentos adicionais, o c\u00e2ncer pode voltar, seja na mama (recidiva tumoral) ou em outro lugar do corpo (met\u00e1stase). Por essa raz\u00e3o, a pessoa acometida deve procurar o mastologista anualmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 quatro meses, C\u00e1ssia descobriu a presen\u00e7a de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas em um dos linfonodos do pesco\u00e7o. \u201cEm junho, percebi um caro\u00e7o no meu pesco\u00e7o. Era um linfonodo aumentado. Ap\u00f3s cirurgia e bi\u00f3psia, foi constatado c\u00e9lulas cancer\u00edgenas e reiniciei a quimioterapia\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>O c\u00e2ncer e a f\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A professora compartilha que nesses dois anos de luta contra o c\u00e2ncer passou por momentos dif\u00edceis e, por vezes, se sentiu fr\u00e1gil, sem energia e quase sem esperan\u00e7a. \u201cSaber que Deus est\u00e1 no comando ajuda a retirar a ansiedade e a caminhar um dia de cada vez\u201d, relembra com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para o mastologista Rodrigo Pepe, a f\u00e9 \u00e9 um elemento importante no tratamento. Contudo, n\u00e3o deve ser o \u00fanico. \u201cReconhe\u00e7o que cada um tem sua f\u00e9. Mas isso n\u00e3o deve fazer com que a pessoa abra m\u00e3o da ci\u00eancia. A f\u00e9 pode te levar a um diagn\u00f3stico precoce, a bons cirurgi\u00f5es e a boas indica\u00e7\u00f5es de tratamento que poder\u00e3o preservar a vida\u201d, opina.<\/p>\n<p>C\u00e1ssia reconhece que Deus encaminhou todos os detalhes, esteve e est\u00e1 presente em cada processo de sua luta. \u201cMas preciso fazer minha parte tamb\u00e9m. Procuro me alimentar da forma mais saud\u00e1vel poss\u00edvel, pratico exerc\u00edcios e prezo por um sono adequado. Acredito que isso tamb\u00e9m facilita a restaura\u00e7\u00e3o f\u00edsica\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>A mastologista Carolina Fuschino explica que como o c\u00e2ncer \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (celular), a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e o sono adequado diminuem as chances de danos celulares e, consequentemente, de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n<p>Acompanhe dicas e outras informa\u00e7\u00f5es <a href=\"http:\/\/www.adventistas.org\/pt\/mulher\/outubro-rosa\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. [Equipe ASN, Aline do Valle]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas da conscientiza\u00e7\u00e3o mundial sobre a doen\u00e7a, hist\u00f3rias como a de C\u00e1ssia Helena ajudam a disseminar o conhecimento sobre o c\u00e2ncer mais comum entre as mulheres.<\/p>\n","protected":false},"author":177,"featured_media":116778,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3876],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3634],"xtt-pa-departamentos":[3633],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-116766","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-noticia","xtt-pa-editorias-saude","xtt-pa-departamentos-saude","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":false,"terms":{"editorial":"Sa\u00fade","format":"Not\u00edcia"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a-768x432.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a-140x90.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a-140x90.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/10\/01162714\/C%C3%A2ncer-de-mama-conhe%C3%A7a-a-trajet%C3%B3ria-da-professora-que-ainda-luta-contra-a-doen%C3%A7a-290x220.jpg"}}