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Voluntários organizam campanha para cadastro de doadores de medula óssea

Juventude adventista colabora para identificar doadores compatíveis com menina.

3 de abril de 2014

 

No Rio Grande do Sul, adventistas já se envolvem há mais tempo com busca por doadores de medula

No Rio Grande do Sul, adventistas já se envolvem há mais tempo com busca por doadores de medula

Porto-Alegre, RS … [ASN] Uma verdadeira corrente do bem tomou conta da vida de jovens adventistas gaúchos. E a causa era nobre: encontrar doadores de medula óssea. O pontapé inicial se deu no ultimo sábado (29) com o cadastramento de possíveis doadores no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), das 8h às 12h, no Hospital Conceição em Porto Alegre. A iniciativa foi coordenada por voluntários adventistas com a intenção de ajudar Alice Motta a encontrar um doador compatível. A campanha que tem por nome Todos pela Alice reuniu 170 possíveis doadores.

Tudo começou quando uma jovem da igreja do Iguatemi, Porto Alegre, conheceu Alice e sua família e comentou com amigos se poderiam ajudar de alguma forma. Criaram, então, a campanha  e divulgaram por meio de panfletos, redes sociais e Rádio Novo Tempo. Desde então, o número de engajados cresceu. As primeiras doações aconteceram na segunda-feira (24) e terça-feira (25) em Pelotas, sul do Rio Grande do Sul. Essa fase, organizada diretamente por familiares, contou com o apoio do poder público municipal local e do Grêmio Esportivo Brasil, alcançando cerca de 200 possíveis doadores na cidade e tendo o convite para as doações realizado pela mídia local. No último sábado, os grupos iJovem (Jovens Adventistas da Igreja do Iguatemi) e Coral Jovem de Porto Alegre ajudaram no suporte da campanha. Muitos vieram de longe para fazer o cadastramento de cidades como Novo Hamburgo, Campo Bom, Viamão, entre outros lugares. Uma van com 28 pessoas veio de Parobé para se cadastrar e também para doar sangue. “É muito fácil fazer o cadastramento para o banco de medula óssea, espero ser o doador compatível com a Alice. E quero ajudar mais! Na próxima semana já estou organizando mais uma van para vir à Porto Alegre para doação sangue e cadastramento”, afirma Vilmar Fernandes, voluntário do projeto.

A história de Alice

Alice está internada no Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Porto Alegre. Ela foi para a unidade hospitalar depois de passar por febre alta, manchas na pele e distensão abdominal, no dia 10 de outubro de 2013. Após uma série de exames, porém, descobriu-se que ela estava enfrentando também a leucemia. Até então, os pais Charles Mota (30) e Mônica Mota (29) não desconfiavam do fato. Com a descoberta, a rotina da família mudou. Charles e Mônica se transferiram de sua casa em Pelotas-RS para o próprio quarto do hospital onde Alice está internada, deixando de lado empregos e compromissos. Desde sua internação, Alice passou por uma série de tratamentos de quimioterapia, entretanto, sua melhora segue distante. “A única esperança, é encontrarmos um doador compatível de medula óssea para nossa filha”, afirma o pai. É neste sentido que o voluntariado adventista reacende a chama da esperança na vida desta família.

Como ajudar?

Para se tornar um possível doador, o interessado deve ter de 18 a 54 anos e desfrutar de boa saúde. O processo é rápido, sendo que, no momento do cadastro, é necessário apresentar um documento de identidade. Inicialmente, apenas 5mls de sangue são coletados para análise e verificação posterior de compatibilidade genética com pacientes em espera. Confirmada a paridade, o cadastrado é chamado para a realização de outros exames e a efetiva doação num dia diferente do cadastro. É importante ressaltar que, segundo estimativa do Ministério da Saúde, a proporção de compatibilidade é de uma pessoa entre 100 mil. No momento da doação, nenhum órgão do corpo é retirado. A doação de medula óssea, essencialmente, é uma coleta especial de sangue do voluntário. [Equipe ASN, Andreia Raquel]

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