Universitários adventistas celebram a data com ação de doação de sangue em Macaé
Mobilização integrou o projeto Vida por Vidas e reforçou o compromisso dos jovens em transformar a fé em atitudes que beneficiam a comunidade

Neste sábado, 27 de junho, dia do Universitário, estudantes adventistas da Igreja Adventista Central de Macaé escolheram celebrar a data de uma maneira diferente: doando esperança. A ação, realizada no Serviço Municipal de Hemoterapia de Macaé, integrou o projeto Vida por Vidas e reuniu cerca de 25 participantes.
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A iniciativa fez parte do Dia D promovido pela cidade, em um momento de alerta: os estoques do banco de sangue de Macaé estão em níveis críticos. O apelo ganhou ainda mais força entre os jovens porque vários deles cursam áreas da saúde e atuam diretamente no sistema público da cidade, vendo de perto a gravidade da situação.


Da União à ação local
A mobilização não nasceu isolada. Recentemente, universitários da Associação Rio Fluminense (ARF) participaram do Estação 79, encontro de universitários promovido pela União Sudeste Brasileira (USeB) em Belo Horizonte, que reforçou entre os jovens o desafio de transformar fé em serviço prático. A doação de sangue em Macaé é um reflexo direto desse compromisso.
Para o pastor Ricardo Alves, líder do Ministério Jovem da ARF, o episódio ilustra bem o que a igreja tem buscado incentivar entre os universitários. “Temos incentivado nossos universitários a entender que a universidade é um campo missionário. Por meio de pequenos grupos, ações solidárias, capacitações e apoio espiritual, mostramos que é possível viver a fé de forma relevante e intencional no ambiente acadêmico”, afirmou.
Sobre a ação em Macaé, o pastor destacou o simbolismo do gesto. “A doação de sangue é um exemplo de como impactar a sociedade por meio de ações práticas, um gesto simples que demonstra amor ao próximo e torna o evangelho visível por meio do cuidado com a vida.”



O que os jovens levam com a experiência
Para Isabella Soares, estudante de Medicina da UFRJ Macaé, a expectativa é que o exemplo se multiplique. “A partir dessa ação, esperamos que os nossos jovens, e toda a igreja, desenvolvam esse hábito de doar sangue, de doar vida. É uma forma prática de colocarmos o amor em ação, de amarmos o nosso próximo como a nós mesmos.”
Matheus Oliveira, estudante de Engenharia Ambiental da UENF, doou sangue pela primeira vez depois de anos de vontade represada por questões de idade e peso. “Foi muito legal. Fui muito bem tratado, com o maior carinho. Acho que isso deveria ser um ato que todo cristão deveria fazer pelo menos uma vez na vida, porque é uma das melhores maneiras de fazer o bem ao próximo.”
Para Pérola Lopes, estudante de Contabilidade da UFF Macaé, a motivação vem de casa, o pai sempre foi doador frequente. “Quando soube que ia ter o Dia D no sábado, fiquei muito feliz, porque durante a semana, por causa do trabalho, não dava. Acho que doar é o mais perto que a gente tem, talvez, de salvar alguém, igual Jesus salvou a gente.”
Já Sarah Liz de Andrade, estudante de Odontologia, venceu o medo para fazer sua primeira doação. “Sempre quis doar, mas tinha medo de vir sozinha e passar mal. Mesmo sentindo uma leve dorzinha, saber que você está ajudando umas quatro vidas é muito legal.”
Cristiano Estefani, membro da igreja e pai de um dos jovens participantes, resumiu o sentimento ao sair do hemocentro. “Muito feliz, agradecendo a Deus pelo privilégio de poder estar ajudando alguém. Espero que essa pessoa seja muito abençoada.”



Reconhecimento do poder público
A ação também foi celebrada por quem está na linha de frente do atendimento à população. Karla Ferreira Barbosa, assistente social do Serviço Municipal de Hemoterapia de Macaé, agradeceu pessoalmente a participação do grupo. “Junho é um mês muito complicado, as doações caem e a demanda aumenta, por conta das infecções respiratórias e das férias. A participação de grupos organizados é muito importante. Vocês estão transmitindo um ato de amor e de responsabilidade social.”
Uma mensagem para outros jovens
Para o pastor Ricardo Alves, a data é uma oportunidade de lembrar aos universitários do potencial que carregam. “Nunca subestimem o impacto de uma vida comprometida com Deus. A universidade precisa de jovens que unam excelência, caráter e missão. Onde Deus colocou você, ali também existe uma oportunidade de fazer a diferença e levar esperança às pessoas.”