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Uma semana de provações e o milagre da intercessão

Testemunho revela o impacto da oração intercessora em momentos de crise


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Késsya Dias, Gabriel e o pastor Fábio Lúcio Dias, em frente ao hospital, após uma semana de internação do filho. Foto: Arquivo Pessoal

Enquanto reuniões estratégicas aconteciam em Manaus e decisões importantes marcavam o início de um novo desafio ministerial do atual presidente da Igreja Adventista para o Noroeste, pastor Fábio Lúcio Rento Dias, uma batalha silenciosa era travada a quilômetros de distância. Em Cuiabá, seu filho Gabriel, de 14 anos, enfrentava dores intensas e inexplicáveis, internado em um hospital sem diagnóstico definido. O que se seguiu foi uma semana de provações e acontecimentos inesperados. Em meio às incertezas, uma mobilização intensa de fé tomou forma. Pessoas de diferentes lugares se uniram em oração, confiantes de que Deus ouviria cada clamor. E ouviu.

Tudo começou em um domingo pela manhã, dia 23 de novembro do ano passado. Gabriel acordou indisposto, com dores abdominais leves. Ele participaria do seu primeiro campeonato de tênis de mesa naquele dia e, inicialmente, a mãe acreditou que o desconforto pudesse estar ligado à ansiedade.

Após o jogo, no período da tarde, a dor se intensificou e veio acompanhada de enjoo, vômito e diarreia. Os medicamentos que havia em casa trouxeram apenas um alívio momentâneo, e durante a noite o mal-estar persistiu. Na segunda-feira pela manhã, Késsya Dias decidiu levar o filho ao hospital.

Os exames descartaram infecção intestinal, hipótese inicial dos médicos, que passaram a considerar a possibilidade de uma pedra na vesícula. Caso se confirmasse, seria necessária uma cirurgia não realizada naquela unidade. Por isso, Gabriel foi transferido para outro hospital na madrugada de terça-feira. “Nós fomos apenas para um atendimento comum. Jamais imaginei que ele ficaria internado”, relembra Késsya. A partir daí, as dores abdominais só aumentaram e nem os medicamentos mais fortes surtiram efeito.

Gabriel passou por diversos exames, ressonâncias e ultrassons, antes dos médicos encontrarem um diagnóstico Foto: Arquivo Pessoal

A situação se tornava ainda mais desafiadora pelo fato de o pai estar distante. Todas as burocracias da internação precisaram ser resolvidas apenas pela mãe, já que havia pouco mais de uma semana que o pastor Fábio Lúcio havia assumido a presidência da Igreja Adventista na região Noroeste e, naquele momento, participava de assembleias e comissões em Manaus. Gabriel e Késsya ainda estavam na antiga residência da família, em Cuiabá (MT). Já Giulia, a filha mais velha, retornaria para casa nos dias seguintes, após o fim do período letivo da faculdade.

Na manhã de terça-feira, Késsya voltou para casa para buscar roupas e contou com a ajuda de uma amiga para acompanhar Gabriel no hospital. No retorno, cansada e preocupada, acabou batendo na traseira de outro veículo ao avançar em um semáforo. “Foram muitas provas. Foi uma semana muito intensa. Pedi calma a Deus, conversei com a dona do carro e resolvemos a situação”, relata.

Enquanto isso, no hospital, Gabriel seguia com dores intensas. Um ultrassom descartou a possibilidade de pedra na vesícula e o diagnóstico permanecia indefinido. “Ele começou a ficar amarelado e quase desmaiava de dor”, conta a mãe.

Na quarta-feira, mais um momento de apreensão: Giulia estava no aeroporto de Buenos Aires aguardando um voo para o Brasil quando uma ameaça de bomba foi anunciada. Parte do aeroporto foi interditada, gerando horas de angústia até que a situação fosse normalizada e ela conseguisse embarcar.

Na quinta-feira, Késsya foi informada de que Gabriel poderia ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele já havia atingido o limite de medicação permitido para seu peso e idade, o que exigiria cuidados mais intensivos.

Diante da possibilidade, Fábio Lúcio deixou as reuniões e comprou uma passagem para Cuiabá no mesmo dia. “A família vem antes do trabalho. Conversei com meu superior e fui liberado para estar com meu filho”, relembra.

O poder da intercessão

Enquanto esteve no hospital, Gabbriel recebeu a visita de amigos da família que oraram por sua melhora. Foto: Arquivo Pessoal

Durante toda a semana, uma grande mobilização de oração se espalhou por diversas regiões do Brasil e até fora do país. Amigos clamavam pela cura de Gabriel e por sabedoria para os médicos. A família também pedia para que ele não precisasse ser levado à UTI, onde o risco de infecção era maior e não seria possível manter um acompanhante permanente.

Na tarde de quinta-feira, Gabriel apresentou um pequeno sangramento na urina e, aos poucos, a dor abdominal cessou completamente. Ao serem informados, os médicos levantaram novamente a hipótese de um pequeno cálculo renal, não identificado nos exames, que teria sido eliminado espontaneamente.

Diante da melhora, a transferência para a UTI foi descartada. Gabriel permaneceu internado apenas para o tratamento de uma gastrite moderada identificada em exames posteriores. “Sabemos que Deus agiu por meio das orações. Eu creio muito no poder da intercessão”, afirma Késsya.

Na madrugada de sexta para sábado, ao lado do filho no hospital, o pastor Fábio fez um pedido a Deus: “Se for da Tua vontade, deixa eu levar meu filho para casa amanhã”.

Embora não houvesse previsão de alta, na manhã de sábado a médica plantonista avaliou os exames e liberou Gabriel para continuar o tratamento em casa. “Foi um presente muito grande para a nossa família. Aquele sábado foi muito especial”, contou a mãe, emocionada.

Ao saber que iria para casa, Gabriel fez um pedido simples: “Quero ir para a igreja hoje”. Ele recebeu alta às 8h e, pouco tempo depois, a família estava reunida na igreja para agradecer a Deus.

Logo após receber alta, Gabriel foi para a igreja com seus pais e irmã e juntos presenciaram o batismo de uma amiga especial para a família. Foto: Arquivo Pessoal.

“Eu acredito que toda dificuldade é um chamado à oração. Sem ela, morremos espiritualmente. Somos completamente dependentes da oração para conduzir nossa família e nosso ministério. É o oxigênio da vida espiritual”, reflete o pastor Fábio Lúcio Dias.

10 Dias de Clamor e 365 Dias de Oração

Entre os dias 19 e 28 de fevereiro, a Igreja Adventista em toda a América do Sul participará do Projeto 10 Dias de Clamor e 365 Dias de Oração. O objetivo é convocar os fieis a orarem pelo recebimento do Espírito Santo. O projeto já acontece há 12 anos e propõe 10 dias de intensa comunhão com Deus e com a igreja ao se unirem para orar por um mesmo propósito. Em 2026, o nome do programa sugere que as ações não aconteçam apenas nesses 10 dias, mas sim durante todo o ano. Você pode participar do projeto em qualquer igreja adventista e receber os benefícios da oração.