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1º Simpósio TE_Acolho na Fé em Brasília, une ciência e esperança

Evento pioneiro reuniu famílias atípicas, profissionais e líderes adventistas em um dia de imersão sobre o Autismo, Fé e Desenvolvimento Infantil


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Simpósio TE_Acolho na Fé
1º Simpósio TE_Acolho na Fé. Foto Arquivos APlaC

Com o Tema “Deixai Vir a Mim”, o 1º Simpósio TE_Acolho na Fé realizado em Brasília, proporcionou uma imersão no universo do Autismo e Desenvolvimento Infantil com palestras e práticas, baseadas em evidências, que integram fé e ciência para fortalecer corpo, mente e espírito.

Participaram do simpósio, no dia 31 de agosto, pais, mães e cuidadores adventistas de crianças ou adolescentes com TEA, líderes de ministérios infantis e inclusão e, profissionais da saúde/educação - que desejam compreender melhor o autismo em contexto cristão.

O evento realizado no Auditório do Colégio Adventista da Asa Sul, das 8h às 19h, ofereceu aos participantes:

Conteúdo baseado em evidências – estratégias de comunicação, manejo comportamental, rotina visual, seletividade alimentar e autonomia, apresentadas por pediatras, terapeutas e nutricionistas adventistas.

  • Integração de Fé & Ciência – cada tema se conectou aos 8 Remédios Naturais e à esperança bíblica, fortalecendo corpo, mente e espírito.
  • Rede de Apoio Permanente – apresentação da RAAFA (Rede de Apoio Adventista a Famílias Atípicas) e encontro entre famílias que caminham na mesma jornada.
  • Programação Kids Inclusiva – atividades sensoriais seguras, acompanhadas por voluntários para filhos de participantes.

Organizado pela Igreja Adventist Health, Ministério de Possibilidades (MAP) e Associação Planalto Central (APlaC) e contando com a Coordenação científica da Dra. Kaliny Trevezani, o simpósio teve a duração de oito horas: foram seis palestras com pediatras, terapeutas, nutricionista, psicóloga e famílias adventistas. Além de mesa-redonda interativa “Cuidando de Quem Cuida” e sessão de testemunhos.

Pastor Ivay Araújo, líder do Ministério Adventista das Possibilidades (MAP) destacou a importância de encontros como esse: “Toda vez que nós reunimos representantes, líderes e profissionais destas áreas de atuação do MAP, o interesse maior é a conscientização para poder gerar integração e aceitação. Como cristãos nós entendemos que a igreja é um ambiente de acolhimento então é de suma importância receber as orientações profissionais e assim estarmos mais preparados para poder servir e representar a igreja nessa questão da aceitação e da inclusão.

Ministério Adventista das Possibilidades

O líder do MAP ressalta que em Brasília e Entorno, o ministério formou equipes composta por profissionais com uma vasta experiência na área e disposição para ajudar os líderes locais: “Nós temos passado por um período de capacitação e ajustes para que essa equipe possa servir cada vez melhor.  Temos algumas conquistas, como o primeiro congresso sobre neurodivergência que aconteceu no primeiro semestre desse ano. Eu diria que o nosso maior desafio é conseguir pessoas que estejam à disposição para aprender e começar uma atividade na igreja de acordo com a necessidade local. Entendemos que isso vem com o tempo e que estamos no caminho certo”.

Congresso Científico discute Neurodivergências na Cosmovisão Cristã

Programação

1º Simpósio TE_Acolho na Fé.
1º Simpósio TE_Acolho na Fé. Foto Arquivos APlaC
  • 08 horas - Dra. Kaliny Trevezani abriu o simpósio com a palestra intitulada “Um Propósito em Cada Detalhe”, onde objetivou centrar o grupo no propósito espiritual, reforçando que cada criança é uma criação divina e que o encontro é um ato de fé e capacitação.
  • 08h20 - Vanessa Krominsk abordou o tema “Potencialidades no autismo e transtornos do desenvolvimento: Um Olhar de Fé e Ciência”, com o intuito de inspirar os pais a enxergarem os filhos além do diagnóstico, reconhecendo suas capacidades únicas, talentos e possibilidades de desenvolvimento. Buscou também, reforçar, com base em evidências científicas e princípios bíblicos, que toda criança carrega um potencial a ser cultivado com fé, estímulo e amor intencional.
  • 09h20 - Leidimar Cruz explorou o tema “Comportamento é Comunicação: Entendendo o que seu Filho Quer Dizer”, por meio do qual capacitou os pais a interpretarem os comportamentos de seus filhos — especialmente os mais desafiadores — como formas legítimas de comunicação.  Uma vez que, ao compreenderem as mensagens por trás das atitudes, os cuidadores poderão responder com mais empatia, intenção e eficácia, fortalecendo o vínculo com a criança e promovendo sua autorregulação emocional e social.
  • 10h45 - Kaliny Trevezani refletiu sobre o temaA Paz da Rotina e a Força da Previsibilidade”, para ajudar os pais a compreenderem o impacto positivo das rotinas estruturadas e previsíveis na vida de crianças com autismo e outros transtornos do desenvolvimento. A palestra mostrou como a organização do dia a dia pode reduzir a ansiedade, facilitar a comunicação, prevenir crises e promover um ambiente emocionalmente seguro — sem rigidez, mas com intencionalidade. Os pais foram orientados a utilizar recursos visuais simples e adaptáveis, e a preparar seus filhos para mudanças, respeitando seus limites sensoriais e emocionais. A conexão com o Remédio Natural do Repouso reforçou como a rotina, especialmente a noturna, é essencial para o bem-estar de toda a família
  • 11h45 - Raquel Ciseski abordou o temaAbrindo as Janelas da Comunicação”, para empoderar os pais a se tornarem parceiros ativos no desenvolvimento da comunicação de seus filhos, reconhecendo que toda forma de expressão — verbal ou não — é valiosa e digna de resposta. A palestra buscou desmistificar o uso da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA), apresentar estratégias acessíveis para estimular a linguagem no cotidiano e mostrar como o brincar e o ambiente ao ar livre podem abrir caminhos naturais para o diálogo e a conexão. Na oportunidade, os pais foram encorajados a criar oportunidades intencionais para que seus filhos se expressem com mais segurança, propósito e alegria.
  • 14h00 - Nilson Fontana abriu os trabalhos da tarde com um momento de louvor e oração.
  • 14h15 - Lauriana de Magalhães Silva abordou o tema “Da Luta à Nutrição: Estratégias Práticas para a Seletividade Alimentar no Autismo”. Essa palestra orientou os pais a compreenderem as causas da seletividade alimentar no autismo — especialmente os aspectos sensoriais envolvidos — e forneceu estratégias práticas para ampliar o repertório alimentar das crianças com respeito, paciência e intencionalidade. Dando subsídios para transformar o momento das refeições de um campo de batalha para um ambiente positivo e acolhedor, reforçando que pequenos avanços são valiosos e possíveis. Tudo isso ancorado no Remédio Natural da Alimentação Saudável, mostrando que a nutrição pode ser promovida de forma gradual, prazerosa e sem imposição”.
  • 15h15 - Dione Lima apresentou o tema “Construindo a Autonomia: Passos para a Independência”, momento utilizado para capacitar os pais a ensinarem, de forma prática e estruturada, habilidades de vida diária (AVDs) que promovem a independência e fortalecem a autoestima das crianças com autismo e outros transtornos do desenvolvimento. Essa palestra mostrou que a autonomia é construída passo a passo — com paciência, visualização e consistência — e que mesmo pequenas conquistas representam grandes avanços. Ao integrar o uso de apoios visuais e os Remédios Naturais da Água e do Exercício Físico, os pais compreenderam como transformar a rotina em uma oportunidade diária de crescimento, regulação e preparo para o futuro.
  • 16h30 - Fernanda Melo, Tania Alves, Lilian de Oliveira, Wesley Avelar fizeram parte de uma mesa-redonda que refletiu sobre o tema “Cuidando de Quem Cuida: Autocuidado à Luz dos 8 Remédios”. Esse momento foi dedicado à escuta, validação e orientação prática para os pais e cuidadores, reconhecendo o impacto físico, emocional e espiritual da jornada com filhos atípicos. O autocuidado foi incentivar como um ato de fé, responsabilidade e amor — não como luxo ou culpa. Por meio da aplicação dos 8 Remédios Naturais à vida dos pais, da partilha de experiências e do fortalecimento comunitário, os participantes foram encorajados a cuidar de si mesmos com intencionalidade, compreendendo que o equilíbrio do cuidador é essencial para o bem-estar da criança e da família como um todo.
  • 18h00 - Fernanda Melo, Tania Alves roda de conversa e testemunhos encerrou o simpósio de forma acolhedora, reflexiva e inspiradora, permitindo que os participantes expressassem suas vivências, aprendizados e emoções após um dia intenso de trocas e conhecimento. Fortalecendo o senso de pertencimento, encorajando a aplicação prática dos conteúdos aprendidos e renovação da esperança por meio de testemunhos reais. Preparando os participantes para o acompanhamento pós-evento, com a entrega dos contatos da RAAFA, reforçando que nenhuma família precisa caminhar sozinha.
  • 18h40 Encerramento reforçou a mensagem bíblica de amor incondicional, aceitação e esperança. Relembrando que não estão sozinhos nesta jornada e que cada criança tem um potencial único a ser celebrado.

Compartilhando Experiências

1º Simpósio TE_Acolho na Fé.
1º Simpósio TE_Acolho na Fé. Foto Arquivos APlaC
  • Gilberto e Marlene são pais de Calebe, eles participaram do Simpósio compartilhando a experiência pessoal e puderam aprender outros conteúdos que pretendem aplicar tanto em casa quanto na Igreja que frequentam, em Formosa Sede 1.
  • Regina Mendes é psicóloga, psicopedagoga e escritora de livros infantis, ela considerou o simpósio muito enriquecedor:  eu amei cada palestra, cada dica, cada estratégia compartilhada, vai agregar muito à minha prática. O que mais me impactou foi a visão da igreja:  acolher as crianças neurotípicas, isso vai ser um diferencial dentro da nossa comunidade cristã”.
  • Newton Melo atuou na coordenação da recepção do simpósio, ele explicou o movimento de intercessão pelo sucesso do evento: “estou muito feliz por estar aqui, é fruto de um sonho. Oramos muito tempo por isso, todos os dias às 09 horas, pelo menos 20 pessoas oravam para que o simpósio fosse um sucesso. O feedback que tivemos foi muito positivo. Então todo esse trabalho que tivemos, todo cansaço... Resultou no efeito esperado”.
  • Ádamo é professor da educação infantil, formado em pedagogia o simpósio trouxe para ele a oportunidade de “entender melhor tanto o lado da criança que tem neurodivergência quanto de suas famílias. Foi realmente muito esclarecedor e foi muito bom participar. Eu espero que tenha outras vezes.”
  • Dione Lima é pedagoga e psicopedagoga: “Tive a oportunidade de participar de várias palestras voltadas para o autismo e as crianças nerodivergentes, também palestrei sobre o tema autonomia, dando orientações às famílias para organizar a rotina das crianças. Tenho certeza de que o simpósio terá impacto muito positivo na família das crianças neurodivergentes”.
  • Soraia é estudante de pedagogia e explica como o simpósio contriubuiu com a sua formação: “ajudou a entender mais sobre o autismo, sobre as crianças neurodivergentes... em sala de aula vou aplicar o que aprendi para acolher melhor as essas crianças”.

Veja o álbum de fotos do 1º Simpósio TE_Acolho na Fé

1º Simpósio TE_Acolho na Fé