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Simpósio fortalece identidade e missão adventista

Evento reuniu mais de 500 líderes de igreja para momentos de aprendizado e reflexão


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Programação reuniu líderes para momentos de aprendizado e comunhão. (Foto: Victor Farias)

Mais de 500 líderes de igreja da região central do Amazonas participaram, no dia 15 de agosto, do Simpósio de Identidade e Missão, realizado no Auditório IAM, em Manaus. O encontro promoveu reflexões sobre identidade adventista, missão e discipulado das novas gerações, com o objetivo de fortalecer o preparo dos participantes para o cumprimento da missão.

A iniciativa começou a ser planejada ainda no ano anterior, como parte do planejamento estratégico para 2026. A proposta era criar um espaço que unisse conhecimento, teologia, profundidade e motivação, ajudando os participantes a compreenderem de maneira mais clara a identidade adventista e sua relação com o cumprimento da missão.

Segundo Manoel Roberto, líder do Ministério Pessoal da região central do Amazonas e organizador do evento, a realização do simpósio nasceu do desejo de preparar uma igreja mais consciente de sua identidade e de seu chamado, “O que nos motivou a realizar esse evento foi o nosso desejo e anseio de ver uma igreja que compreende a sua identidade, uma igreja que está claramente identificada com o seu papel no momento da história em que vivemos. Cada vez mais sentimos a necessidade de ter um povo preparado, não apenas ser batizado, mas um povo preparado que entende qual é a sua missão, o seu chamado e está disposto a cumprir a missão com base na identidade que nos caracteriza”, explicou.

Essa perspectiva também está alinhada ao propósito da liderança da Associação Central Amazonas. Para Nelson Suci, presidente da Associação Central Amazonas, o simpósio foi uma oportunidade de aprofundar o conhecimento dos participantes sobre a identidade adventista e mostrar como ela está diretamente relacionada à missão da Igreja.“Nossa identidade é bíblica, é profética e nos leva a uma missão muito específica: anunciar Jesus com todo o seu corpo de doutrinas e princípios, preparando um povo para a vida eterna. Nosso interesse é que a nossa igreja seja despertada e leve para as igrejas esse conhecimento e essa motivação. E que, lá na igreja, essas pessoas tenham a mesma experiência de descobrir e revelar, em sua vida, a sua identidade e a sua missão”, afirmou.

Pr.Nelson Suci e Pr. Manoel Roberto no Simpósio de Identidade e Missão. (Foto: Victor Farias)
Pr.Nelson Suci e Pr. Manoel Roberto no Simpósio de Identidade e Missão. (Foto: Victor Farias)

A programação abordou diferentes aspectos da identidade e da missão adventista, com destaque para os temas “Missão e Engajamento Cultural”, “O DNA da Identidade Adventista” e “Como as novas gerações podem ser discipuladas pela igreja, pelos oficiais e pela família. As reflexões destacaram a relação entre a identidade da Igreja Adventista, o contexto cultural em que ela está inserida e o papel de seus membros na pregação do evangelho.

Para o pastor Charles Fabian, palestrante do simpósio, a compreensão da identidade adventista está diretamente ligada ao cumprimento da missão. Segundo ele, a Igreja possui uma origem profética e uma missão especial, que deve ser cumprida tendo Jesus como centro da mensagem e considerando também o contexto cultural das pessoas que pretende alcançar.

“Como adventistas do sétimo dia, temos uma origem profética e uma missão especial. Esta missão consiste em fazer discípulos de todas as nações no contexto das três mensagens angélicas, conforme Apocalipse 14:6-12. Só podemos fazer isto exaltando Jesus, o cerne da nossa mensagem. Além disso, necessitamos conhecer nosso contexto cultural e nos engajarmos nele de modo equilibrado, a fim de construirmos pontes com as pessoas que queremos alcançar. Esta obra requer o envolvimento de todos os membros da igreja, especialmente das novas gerações, que podem dar uma grande contribuição nessa reta final da pregação do evangelho”, explicou.

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A proposta também foi percebida pelos participantes, que destacaram diferentes momentos da programação. Para Fábio Santos, ancião de igreja que acompanhou as palestras, um dos pontos que mais chamou sua atenção foi a realidade enfrentada pela Igreja Adventista em países onde a pregação do evangelho sofre restrições. “Os desafios que a igreja enfrenta em outros países, onde é proibido pregar abertamente o evangelho, e o quanto a igreja está empenhada para levar recursos, voluntários e ideias para que pessoas sejam alcançadas pela mensagem de salvação”, destacou.

Para Daniela Paixão, secretária e anciã de igreja, o encontro também representou uma oportunidade de compreender de maneira mais profunda o significado de ser adventista e o papel de cada membro na missão. “Eu esperava ouvir e compreender o que é realmente ser um adventista, viver os valores e sair daqui sabendo qual é o meu valor e minha missão”, relatou.