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Semana Jovem incentiva colaboradores adventistas do centro do RS a transformarem comunidades

Programação diária, realizada antes do expediente, teve como tema “Comunidades Transformadas” e apresentou relatos de missão no Oriente Médio, na Amazônia, nas Filipinas e na África.


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Pastor Wagner Willyam mostra um pequeno remo, presente recebido durante a Missão Amazônia em julho deste ano. (Foto: Divulgação)

Entre 18 e 22 de agosto, o escritório da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região central do Rio Grande do Sul (ACRS), em Porto Alegre, realizou a Semana de Oração Jovem com o tema Comunidades Transformadas. A cada manhã, antes do expediente, colaboradores ouviram mensagens bíblicas e testemunhos de missão que conectaram o trabalho administrativo ao propósito de servir pessoas — perto e longe.

Abertura: graça que atravessa culturas

No primeiro encontro, o pastor Filipe Veiga, que atua como capelão do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS), em Taquara, relembrou Atos 15:6–11 para destacar que a salvação alcança todos os povos pela graça de Jesus e que Deus prepara corações antes mesmo da chegada do mensageiro. Com a experiência de anos no Oriente Médio, sublinhou a importância de sensibilidade cultural e do foco no essencial do evangelho.

“Sentinelas” hoje: responsabilidade que salva

No segundo dia, a estudante Manoela Fuckner, de 17 anos, compartilhou experiências missionárias e algumas reflexões. Em 2024, ela viajou até o Uruguai com colegas de várias unidades escolares da rede adventista da região central do Rio Grande do Sul e, neste ano, esteve com jovens na Amazônia, durante a realização do Projeto Send Me, em parceria com o Instituto UNA Brasil. Durante o culto, ela refletiu, a partir de Ezequiel 33, sobre o papel de sentinela — avisar, cuidar e não se calar. Em sua fala, atenção e empatia apareceram como vias pelas quais Deus alcança pessoas: “Deus nos constitui missionários — não por mérito, mas por envio — e o silêncio de um missionário pode custar muitas vidas espirituais. Não podemos permitir que alguém saia da nossa presença sem ouvir falar de Jesus”, ressaltou a jovem.

Mãos que aprendem e coração que permanece: um ano nas Filipinas

No terceiro encontro, o dentista e professor Tiago Schaffer Ramos relatou sua missão transcultural nas Filipinas. Entre alguns desafios vividos, estavam a barreira da comunicação com o povo local. A partir do estudo do idioma tagalo, as coisas fluíram: fez atendimentos odontológicos, se integrou à rotina da comunidade (agricultura e trabalhos manuais) e se conectou com seus novos amigos. O processo de integração, segundo Schaffer mesmo conta, redesenhou sua caminhada espiritual. “Quando saí da minha zona de conforto, a confiança em Deus se tornou a única saída — e realmente é assim. Foi aí que me senti mais perto de Deus e com o propósito mais claro”, refletiu. Para ele, vínculos consistentes vêm antes de qualquer discurso.

Provisão, simplicidade e colheita: São Tomé e Príncipe

No quarto e penúltimo dia, o pastor Alex Florenço — líder do Ministério Jovem da Igreja Adventista para a região sul do RS, relembrou de uma viagem sonhada por ele e colegas do curso de Teologia. A partir de muita oração e vendas de livros por meio da colportagem, os recursos viabilizaram o objetivo de ir até São Tomé e Príncipe, no continente africano. Em campo, a equipe viu a força da simplicidade: classe bíblica acontecendo em uma calçada, telhados feitos de palha, e uma igreja que não tinha energia pôde ser ajudada por eles com fiação e lâmpadas - o único local do bairro com luz - para que o bairro inteiro se reunisse nas noites de evangelismo. A mobilização envolveu 23 pontos de pregação e resultou, no fim, em 967 batismos à beira-mar — fruto do trabalho contínuo das igrejas locais aliado ao esforço dos estudantes.

Encerramento: propósito diário no local de trabalho

A semana reforçou um chamado prático: amar pessoas, criar vínculos e servir com os dons que cada um possui. A missão é global e local — começa no corredor do escritório, alcança a vizinhança e pode atravessar fronteiras. No fechamento, o pastor Wagner Willyam, líder dos jovens adventistas da região central do Rio Grande do Sul, conectou Atos 1:8 e a oração de Atos 4:29 ao cotidiano dos colaboradores, ressaltando ousadia e dependência de Deus. “Ore mais por ousadia e, talvez, um pouco menos por proteção. Talvez alguns tenham medo de participar pode não saber fazer muita coisa, mas só de sair da nossa zona de conforto e viver o evangelho com ousadia… isso já transforma a nossa vida e a caminhada de outros”, concluiu o líder.

Como continuidade desse espírito missionário recente, a equipe também recordou os resultados da Missão Amazônia: cinco batismos realizados no rio, na Vila Monteiro (AM), após uma semana de serviço integral junto à comunidade ribeirinha.