Sul da Bahia mobiliza ações contra a violência digital
Dados da pesquisa TIC Kids Online 2024 revelam que crianças e adolescentes acessam a internet várias vezes ao dia, majoritariamente pelo próprio celular, dentro de casa. O estudo acende um sinal vermelho: a conexão virou rotina, mas também se tornou...
Dados da pesquisa TIC Kids Online 2024 revelam que crianças e adolescentes acessam a internet várias vezes ao dia, majoritariamente pelo próprio celular, dentro de casa. O estudo acende um sinal vermelho: a conexão virou rotina, mas também se tornou vetor de risco, de assédio a pornografia infantil, de cyberbullying a impactos severos na saúde mental.
No próximo sábado, 23, a Igreja Adventista do Sétimo Dia no sul da Bahia destacará o tema no Quebrando o Silêncio com caminhadas públicas, palestras em escolas e igrejas e distribuição de materiais informativos, alcançando diversas faixas etárias e comunidades.
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O alerta que não pode ser adiado
A psicóloga Raquel Santana, líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista na região e responsável pela coordenação das ações, reforça a urgência do tema: “Temos acompanhado famílias inteiras desconectadas da vida real, mesmo estando dentro da própria casa, devido ao consumo excessivo do digital".

Raquel enfatiza que o equilíbrio é essencial na educação de crianças e na conscientização dos pais, principais mediadores do uso saudável da tecnologia. ‘Quando os adultos dão exemplo e estabelecem limites claros, toda a família ganha em saúde emocional, espiritual e relacional”, conclui.
A denúncia do influenciador Felca sobre a adultização precoce de menores gerou consenso: criança não é conteúdo. Embora a pressão social tenha impulsionado projetos de lei, especialistas alertam que a legislação não basta. O mais eficaz é educar pais e responsáveis, configurar dispositivos com segurança e criar redes de apoio às vítimas.
O Quebrando o Silêncio 2025 surge como um alerta que transcende fronteiras. Ao abordar a violência digital, reforça que proteger crianças é dever de toda a sociedade. No sul da Bahia, o engajamento comunitário mostra que a mudança começa em casas, escolas e igrejas.