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Quebrando o Silêncio mobiliza Porto Feliz contra a violência

Quebrando o Silêncio mobilizou Porto Feliz com ações contra a violência aos idosos, alcançando crianças e famílias com informação e esperança.


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Comunidade participa da programação do Quebrando o Silêncio na Praça Municipal de Porto Feliz (FOTO: Leonardo Leite)

A violência contra os idosos ganhou espaço de conscientização em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Por meio do Quebrando o Silêncio, a Igreja Adventista, em parceria com a igreja local, promoveu uma programação especial para alertar sobre diferentes formas de violência e incentivar a proteção e o cuidado com a população idosa.

Na sexta-feira (28) e no sábado (29), a Igreja Adventista de Porto Feliz ampliou a mobilização com uma programação especial. Durante o sábado, pela manhã e à tarde, a comunidade participou de diferentes atividades preparadas para levar informação, reflexão e esperança.

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Na parte da tarde, a Praça Municipal recebeu um programa aberto à população. Igreja, amigos da igreja e pessoas que se aproximaram da iniciativa acompanharam apresentações musicais, mensagens e atividades voltadas à conscientização.

A programação contou com a participação de Rayssa Andreoli, do Quarteto Communion, de Willian Krusty e da Turma do Nosso Amiguinho. Além disso, a fanfarra do Clube de Desbravadores Constelações, do Colégio Adventista de Sorocaba, levou música e energia ao espaço público.

Por outro lado, uma peça de teatro apresentou uma história que ajudou o público a compreender a dimensão da violência contra os idosos. A encenação retratou uma idosa que sofria maus-tratos e mostrou como a quebra do silêncio pode interromper o ciclo de violência e abrir caminho para a proteção e a mudança.

“Quebrar o silêncio” também significa cuidar

Durante o programa, o testemunho de Manoel Rocha trouxe uma dimensão ainda mais pessoal à mensagem. Ele compartilhou uma experiência marcada pela violência e mostrou, por meio da própria trajetória, que uma história de dor também pode encontrar um novo caminho.

Da mesma forma, a mensagem apresentada pela professora Marziani Guimarães, líder das mulheres adventistas no sudoeste paulista, reforçou a necessidade de olhar para o próximo com amor e, ao mesmo tempo, reconhecer o próprio valor. Ao comentar o princípio bíblico de amar o próximo como a si mesmo, ela destacou que o cuidado também precisa alcançar quem sofre e quem, muitas vezes, permanece em silêncio. “Precisamos amar o nosso próximo, mas também cuidar de nós mesmos”, afirmou Marziani, ao reforçar a importância de proteger os idosos e não ignorar situações de violência.

Uma ação que une fé e serviço

Durante a programação, Jeovani Zauro, diretor legislativo e de políticas públicas da Câmara Municipal de Porto Feliz, destacou a importância da mobilização conjunta. Segundo ele, o município incorporou o Quebrando o Silêncio ao calendário oficial por meio de uma iniciativa aprovada pela Câmara Municipal, fortalecendo a realização de ações de conscientização na cidade.

Além disso, Zauro ressaltou o trabalho desenvolvido nas escolas municipais antes da programação pública e destacou a presença da Igreja Adventista nas ações de conscientização.

O vice-prefeito de Porto Feliz, Lucas Aparecido Rodrigues, também participou da programação e parabenizou a iniciativa. Em sua mensagem, ele destacou a importância de transformar a preocupação com a violência em atitudes concretas de cuidado.

Rodrigues comparou a iniciativa a uma “ilha de misericórdia” em meio às dificuldades enfrentadas pela sociedade e relacionou a ação ao exemplo do bom samaritano. Para ele, o testemunho cristão precisa aparecer primeiro nas atitudes e demonstrar, na prática, o compromisso com quem mais precisa.

Conscientização começa desde cedo

No município, as ações começaram antes da programação realizada nas ruas. Durante as semanas que antecederam e sucederam o dia oficial do projeto, celebrado em 22 de agosto, a professora Fabiola Guedes, líder dos ministérios da criança e adolescentes da Igreja Adventista na região sudoeste do estado, visitou escolas municipais de Porto Feliz para conversar com crianças sobre o respeito aos idosos, os cuidados necessários e a importância de não permanecer em silêncio diante de situações de violência. Ao todo, cerca de 600 crianças receberam as orientações.

Nesse sentido, o trabalho nas escolas reforçou a mensagem de que a prevenção também começa na infância. Por meio de uma linguagem adequada aos estudantes, Fabiola apresentou situações do cotidiano e orientou as crianças sobre como reconhecer comportamentos inadequados e buscar ajuda.

Além disso, a iniciativa mostrou que falar sobre violência contra os idosos não precisa acontecer apenas quando o problema já existe. Ao contrário, a educação pode contribuir para formar crianças mais atentas, respeitosas e dispostas a proteger as pessoas que precisam de cuidado.

Por fim, a iniciativa deixou uma mensagem simples e necessária: quando alguém sofre violência, quebrar o silêncio pode ser o primeiro passo para mudar uma história.