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Quebrando o Silêncio mobiliza cidades do território fluminense contra a violência digital

Campanha internacional levou conscientização às ruas em Tanguá, São Pedro da Aldeia, Niterói e dezenas de igrejas locais


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As igrejas da Associação Rio Fluminense utilizaram diferentes formatos para apresentar a mensagem do Quebrando o silêncio. Foto: Divulgação

Neste sábado (23), a região da Associação Rio Fluminense (ARF) se uniu à mobilização internacional Quebrando o Silêncio, que neste ano abordou os riscos e desafios da violência digital. Crianças, adolescentes, jovens e adultos foram incentivados a refletir sobre temas como cyberbullying, fake news e o uso seguro das redes sociais.

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As ações envolveram caminhadas, distribuição de materiais educativos e atividades em igrejas locais em diferentes cidades. Passeatas chamaram a atenção em São Pedro da Aldeia, no bairro de Icaraí em Niterói e na cidade de Tanguá — onde o movimento ganhou destaque com o apoio da prefeitura e participação do Coral Jovem do Rio de Janeiro.

O projeto “Quebrando o Silêncio 2025” levou às ruas de Tanguá, São Pedro da Aldeia e Niterói informações cruciais sobre cyberbullying, fake news e outros crimes virtuais que fazem vítimas silenciosas todos os dias.
A ação integra uma mobilização internacional que aconteceu simultaneamente em oito países da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai –, reforçando a urgência do tema na era digital.

Mobilização comunitária

Na cidade de Tanguá, a mobilização ganhou contornos especiais com apoio da Prefeitura Municipal e participação do Coral Jovem do Rio de Janeiro. A Praça Principal se transformou em palco de conscientização, com distribuição de materiais informativos e orientações sobre segurança digital.

“Aqui na Associação Rio Fluminense, nós temos trabalhado juntamente com as nossas equipes de líderes mulheres na conscientização, acolhimento e também resgate dessas pessoas que estão sendo impactadas por violência digital”, explicou Maria Eduarda, líder do Ministério da Mulher para a Associação Rio Fluminense.

A líder destacou o foco especial no trabalho com crianças e adolescentes: “Focamos muito no trabalho com as crianças da nossa igreja, com os desbravadores, os aventureiros, as crianças da nossa comunidade, que atualmente são as mais atingidas pelas redes sociais.”

A iniciativa em Tanguá nasceu da preocupação de Miriam dos Santos, organizadora local do movimento, que levou a proposta para os líderes religiosos da cidade. “Essa preocupação eu logo levei à comissão, falei com os pastores, todos me apoiaram”, contou Miriam.

O resultado foi uma demonstração de unidade que envolveu diferentes setores da sociedade. “A Guarda Municipal também nos deu apoio, e foi o distrito todo apoiando. A comunidade deu muita atenção, as pessoas saindo para ver, bateram palmas”, relatou a organizadora.

Cristiana Melo, da assessoria religiosa do município de Tanguá, destacou a importância da parceria entre poder público e iniciativa religiosa. “Quando a Miria chegou abordando esse tema, para fazer esse evento em praça pública, eu achei algo muito interessante para despertar as pessoas a ter um cuidado maior dentro do seu lar, com seus filhos”, explicou.

Para Cristiana, a ação trouxe “responsabilidade de conscientização para a cidade” e representou “algo extraordinário” ao ver a marcha saindo da igreja com “uma unidade, uma alegria” em torno de “um assunto tão importante”.

Envolvimento regional

Além de Tanguá, outras cidades da região também realizaram ações: São Pedro da Aldeia promoveu passeata de conscientização na praça central da cidade. Niterói, no bairro de Icaraí, realizou distribuição de materiais informativos nas ruas, unindo todas as igrejas adventistas da região.

Durante todo o sábado, igrejas de diversos municípios da Associação Rio Fluminense desenvolveram atividades internas de conscientização sobre violência digital, alcançando centenas de famílias.

Foco nas novas gerações

Maria Eduarda enfatizou que o trabalho tem direcionamento especial para crianças e adolescentes, que “na nova geração são os mais atingidos pelas redes sociais”. Para ela, “a internet é uma bênção e traz muitas coisas boas, mas precisamos estar atentos para cuidar dos nossos e das pessoas que nos importamos da nossa comunidade”.

“Nosso objetivo este ano aqui na Associação Rio Fluminense foi conscientizar, prevenir e resgatar todas as pessoas que precisam quebrar esse ciclo de violência. Seja na internet, seja dentro de casa, não importa. Aqui a gente quebra o silêncio em nome de Jesus”, destacou Maria Eduarda.

23 anos de história

O “Quebrando o Silêncio” é um programa educativo promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia há mais de duas décadas. A cada edição, um tema diferente é abordado, com materiais específicos para adultos, adolescentes e crianças, sempre com o objetivo de proteger e educar a comunidade.

Cartazes, passeatas e entrega de materiais nos semáforos foram parte das ações de informação sobre a violência digital no território fluminense. Foto: Divulgação

Canais de denúncia

Em casos de violência digital, a população pode recorrer aos seguintes canais:
• Disque 100 - Disque Direitos Humanos (gratuito, 24h)
• Disque 180 - Central de Atendimento à Mulher (gratuito, 24h)
• 190 - Polícia Militar
• 197 - Polícia Civil
• 181 - Disque Denúncia (gratuito, 24h)
• Delegacias especializadas em crimes cibernéticos


Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em: https://adv.st/quebrandoosilencio