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Estados do Norte e Nordeste combatem a exploração sexual

4 de setembro de 2014

Ananindeua, PA …Quebrando Silencio [ASN]Meninos e meninas são atraídos diariamente ao mundo da prostituição. Algumas crianças são abusadas desde a primeira infância,  a familiaridade com o abuso  faz com que na adolescência a prostituição seja vista como o único caminho  a seguir. Contudo, algumas crianças e adolescentes conseguem perceber que foram vítimas e que podem dizer não ao ciclo do abuso. A jovem J.R., 18 anos, sofreu abuso sexual do seu pai, dos 5 aos 8 anos. No início da adolescência, J.R. foi aliciada por um professor,  a adolescente  já frequentava o clube de Desbravadores e as informações que recebeu nas reuniões a ajudaram a dizer não aos convites do aliciador. A menina contou o que estava acontecendo para uma professora que a ajudou e o professor foi afastado. Atualmente, os pais de J.R. estão separados e a estudante faz acompanhamento psicológico para superar os traumas da infância.

AÇÕES PREVENTIVAS

Histórias como essa são mais comuns do que imaginamos e o final nem sempre é feliz. Segundo a pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil foi detectado como o primeiro colocado na América Latina em termos de problemas relacionados com a exploração sexual em todas as suas formas.Para prevenir que mais crianças e adolescentes sejam vítimas de exploração sexual, o Ministério da Mulher da Igreja Adventista do Sétimo Dia realiza há 12 anos o projeto “Quebrando o Silêncio”. Essa iniciativa tem o objetivo de prevenir a sociedade contra o abuso e a violência doméstica. As ações do projeto são promovidas anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul e sua ênfase ocorreu no mês de agosto.

Na União Norte Brasileira, sede administrativa da Igreja Adventista para os estados do Pará, Amapá e Maranhão, várias ações foram realizadas, cada uma atendendo a realidade local. Esse ano o tema abordado foi exploração sexual, com orientações sobre o perigo do turismo sexual.  A diretora do Ministério da Mulher para os estados do Pará, Amapá e Maranhão, Marília Dantas, acredita que este projeto nasceu com o propósito de ajudar o ser humano que sofre de abuso e violência.  “Como irmãos e líderes não podemos cruzar os braços enquanto crianças, idosos e mulheres vivem a dor de ser abusados. Então, com o projeto “Quebrando o Silencio” estamos dizendo para a sociedade que não compactuamos com este desvio de conduta, somos contra qualquer tipo de abuso”, explica.

NO NORTE DO PARÁ

No dia 23 de agosto, centenas de pessoas entre jovens, adultos e crianças, saíram às ruas de Belém em diferentes bairros da cidade para distribuírem revistas, gibis e folhetos informativos sobre a campanha em passeata e nos semáforos. A QS4Educação Adventista aderiu a iniciativa e saiu em protesto junto com a Igreja, várias escolas como o Instituto Adventista Grão Pará levaram colaboradores e alunos para quebrar o silencio por onde passavam.O Hospital Adventista de Belém (HAB) também apoia esta campanha, por isso realizou no dia 27 de agosto uma ação de conscientização por meio de uma palestra para clientes e colaboradores. Na ocasião, o Juiz Vanderley Oliveira, da 3 Vara da Infância e Juventude de Belém falou sobre a campanha e destacou importância da boa educação no lar. Na oportunidade foram distribuídas revistas informativas em linguagem infanto-juvenil nas recepções dos consultórios, laboratório e diagnóstico por imagem.

NO SUL DO PARÁ

Todos os distritos da região Sul do Pará participaram do projeto “Quebrando o Silêncio”. Nas igrejas, um sermão com o tema da campanha ofereceu informação aos membros e convidados. Na comunidade, algumas igrejas evangélicas, Centros de Apoio a Crianças, Mulheres e Idosos receberam palestrantes adventistas para abordarem o combate à exploração sexual infantil.Em Marabá, um grupo de mulheres visitou o Centro de Recuperação Mariano Antunes (CRAMA), todas as detentas receberam um kit carinho, com materiais de higiene pessoal feminino, e o kit missionário, com revista Quebrando o Silêncio, livro “Do Limite ao Infinito” e estudo bíblico para mulheres. A ação teve objetivo de despertar nessas presidiárias, esquecidas pela sociedade, a esperança de uma nova vida. Estudos apontam que grande parte das mulheres envolvidas com a criminalidade sofreram violência e abuso ao longo da vida.

Na cidade de Ourilândia, a liderança da Igreja Adventista levou informação as Escolas Municipais e ao único Colégio Estadual do Município, de 18 a 21 de agosto. No dia 23, uma grande passeata mobilizou a igreja e a comunidade local. Cerca de três mil pessoas foram as ruas dizer não a violência e quebrar o silêncio. A concentração final ocorreu na praça central com a presença das autoridades locais. No total 7, 5 mil alunos foram orientados, 10 mil folhetos foram distribuídos, aproximadamente 25 mil pessoas tiveram acesso as informações levadas pelos filhos ou compartilhadas nas ruas de Ourilândia, que tem 32 mil habitantes.

NO OESTE DO PARÁ

Em toda a região Oeste do Pará houveram manifestações nas ruas, com blitz nos semáforos, visitas de casa em casa em alguns bairros, além das passeatas com o apoio de todos os membros. Os desbravadores uniram ao Ministério da Mulher e a fanfarra dos clubes deu o tom para que todos unidos quebrassem o silêncio. As ações chegaram a várias escolas públicas receberam orientação através de palestras. Nessas atividades foram distribuídos de 60 mil revistas para adultos e 46 mil revistas para crianças. Pelo menos 150 escolas públicas foram alcançadas pela campanha.

NO NORTE DO MARANHÃO

Várias ações foram realizadas no Norte do Maranhão, em abril, um grupo de mulheres montou um stand do projeto no “Ação Global” da Rede Globo em parceria com o SESI, que ocorreu em São Luís/MA. Foram distribuídos mais de dez mil QS10materiais informativos entre livros, revistas e folders; instrução e mensagem de esperança para cada pessoa que recebeu os materiais. O projeto foi realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).Para obter mais engajamento, o Ministério da Mulher da Igreja Adventista para essa região lançou, em 03 de agosto, para as esposas de pastores da Igreja Adventista e coordenadoras do Ministério da Mulher o projeto “Quebrando o Silêncio” e suas ações para 2014.

Durante todo o mês as igrejas realização palestras e manifestações nos bairros com passeatas e distribuição de revistas, folders informativos nos semáforos. As Escolas Adventistas realização palestras para os seus alunos e também fizeram mobilizações em suas comunidades.No dia 30 de agosto para celebrar todas as ações realizadas, mais de cinco mil pessoas foram a praça Maria Aragão, em São Luís/MA, espaço que costuma ser palco das principais festas e manifestações populares da cidade. Os adventistas e convidados participaram de um culto de gratidão pelas ações realizadas.

NO SUL DO MARANHÃO

Durante todo o mês de agosto várias ações foram realizadas, as escolas adventistas ofereceram palestras aos estudantes e houve mobilização do Ministério da Mulher em todas os municípios da região com sermões alusivos ao combate à exploração sexual, passeatas nos bairros e blitz nos semáforos. Em Imperatriz, no dia 30, uma grande manifestação reuniu mais de mil pessoas, a concentração ocorreu no Centro de Convenções da Cidade com a participação do pastor Luís Gonçalves, apresentador da TV Novo Tempo, e do cantor Marquinhos Maraial.

Além do combate à exploração sexual, outras ações já foram realizadas. Saiba mais no site www.quebrandoosilencio.orgComo denunciar — Por meio do telefone 100, é possível denunciar violência de qualquer tipo. O serviço funciona das 8 às 22 horas, inclusive finais de semana e feriados. É possível também enviar e-mail pelo disquedenuncia@sdh.gov.br [Equipe ASN, Colaboradores: Alinic Teles, Glória Barreto, Jackson França,Lene Salles e Pâmela Meireles].

 

 

 

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