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Mobilização no sul da Bahia alerta para riscos do mundo virtual

Entenda como o diálogo familiar combate o perigo invisível do ciberespaço


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Na última semana, dezenas de escolas no sul da Bahia abriram espaço para um diálogo urgente: os riscos da violência digital. Palestras, rodas de conversa e atividades interativas envolveram estudantes, professores e famílias, mostrando que a exposição precoce e sem mediação às telas pode abrir portas para assédio, pornografia infantil, cyberbullying e sérios impactos na saúde mental.

Estudantes de todas as idades receberam materiais do Quebrando o Silêncio no sul das Bahia. (Foto: Monique Anjos)
Estudantes de todas as idades receberam materiais do Quebrando o Silêncio no sul das Bahia. (Foto: Monique Anjos)

As ações fazem parte do Quebrando o Silêncio, que no último sábado, 23 de agosto, levou voluntários para as ruas, com a distribuição de materiais informativos e capacitação de pais e responsáveis para que se tornem mediadores ativos do uso saudável da tecnologia dentro de casa.

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Equipe escolar e representantes da IASD em ação educativa com os alunos, promovendo conscientização e diálogo sobre a violência digital. (Foto: Reprodução)
Equipe escolar e representantes da IASD em ação educativa com os alunos, promovendo conscientização e diálogo sobre a violência digital. (Foto: Reprodução)
Quebrando códigos escondidos: um alerta necessário

Códigos usados por criminosos nas redes sociais para mascarar a exploração de crianças e adolescentes têm chamado a atenção de especialistas e educadores. Emojis aparentemente inofensivos, como o de macarrão instantâneo 🍜, milho 🌽 ou espiral azul 🌀, têm sido utilizados em contextos de pornografia infantil e pedofilia. Outros símbolos, como coração dentro de coração 💞, queijo 🧀, bala 🍬, pirulito 🍭 e pizza 🍕, também aparecem em interações criminosas, servindo como sinais de interesse ou aprovação em conteúdos envolvendo menores.

Palestra reúne crianças e famílias para debater os perigos da violência digital e a importância da prevenção. (Foto: Monique Anjos)
Palestra reúne crianças e famílias para debater os perigos da violência digital e a importância da prevenção. (Foto: Monique Anjos)

Esses códigos, desconhecidos pela maioria dos pais, revelam um cenário perturbador: por trás de imagens que parecem parte da linguagem cotidiana da internet, há estratégias criminosas para atrair e manipular crianças e adolescentes. O alerta reforça a necessidade urgente de diálogo familiar, educação digital e campanhas de prevenção.

Para a psicóloga Raquel Santana, líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista na região sul da Bahia, esse alerta precisa ser amplificado: “Muitos pais desconhecem esses códigos e acabam não percebendo os riscos que seus filhos correm na internet. Quando compreendem o impacto do exemplo e assumem o papel de mediadores, toda a família ganha em equilíbrio emocional, espiritual e relacional”.

A psicóloga Raquel Santana, coordenadora do Quebrando o Silêncio no sul da Bahia, compartilha conhecimentos valiosos sobre a violência digital, um tema crucial para a segurança de todos. (Foto: Anthony Abreu)

Além de atividades em dezenas de escolas, uma mobilização ocorreu na rodoviária de Itabuna, alcançando diretamente viajantes e transeuntes. Com uma moldura gigante e entrega de materiais educativos, voluntários chamaram a atenção para os perigos ocultos no ambiente virtual, lembrando que a proteção da infância é uma responsabilidade coletiva.

 
Voluntários do projeto levam a campanha de combate à violência digital para a rodoviária de Itabuna. Iniciativa visa ampliar a conscientização e incentivar a população a denunciar e buscar ajuda contra esse tipo de crime. (Foto: Reprodução)

A campanha continua nesta semana em diferentes cidades da região, sempre reforçando a mensagem de que conhecer os riscos é o primeiro passo para combatê-los. Afinal, a violência digital não é invisível: ela se esconde atrás de telas, símbolos e silêncios e só pode ser enfrentada quando é exposta à luz da informação.