Notícias Adventistas

Comunicação

“Prontos para a Colheita” vence votação do Júri Popular no III Festival de Cinema de Rondônia

O curta "Prontos para a Colheita" foi produzido para a V Assembleia Quadrienal da ASuR e simboliza a trajetória da igreja na região.


  • Compartilhar:
Imagem de divulgação.

O curta-metragem “Prontos para a Colheita”, produzido pela Associação Sul de Rondônia (ASuR) e dirigido por Karen Boock, conquistou o coração dos espectadores e foi eleito o grande vencedor da votação do Júri Popular no III CINE RO – Festival de Cinema de Rondônia.

Selecionado para a Mostra Amazônica, o filme competiu ao lado de diversas produções nacionais e internacionais. Apesar da concorrência, conseguiu se destacar ao apresentar uma narrativa envolvente que une ficção e realidade, cativando o público e assegurando o prêmio, que representa o reconhecimento direto dos espectadores

Karen Boock estreou como diretora nesta produção e descreveu o momento como de felicidade e realização: “São duas palavras que resumem o que essa vitória significou para mim. Ver um filme totalmente produzido pela nossa equipe, com uma temática cristã, ser selecionado e ainda conquistar um festival em nível estadual é algo realmente muito especial”.

Ela também destacou a alegria de compartilhar esperança por meio do cinema, lembrando que esse é o propósito central do trabalho: “Essa vitória com certeza ficará marcada na nossa história e na história da ASuR. Agora, nosso desejo é continuar produzindo conteúdos que transmitam o amor de Jesus e alcancem cada vez mais pessoas”, afirmou.

Prontos para a Colheita

A trama acompanha Marília, uma jovem de 16 anos que simboliza a trajetória da própria Associação Sul de Rondônia, instituição que também celebrou 16 anos de existência no último ano. Essa escolha narrativa criou um elo afetivo entre a personagem e a história da igreja na região, o que contribuiu para a forte conexão estabelecida com o público.

O curta foi originalmente produzido para a V Assembleia Quadrienal da ASuR e marcou um momento histórico para a Igreja Adventista na região. A narrativa mistura ficção e realidade, mostrando a relação entre Marília e seu pai, que a orienta tanto no trabalho no campo quanto no crescimento espiritual. Essa conexão representa o cuidado de Deus com Sua igreja ao longo da jornada, tornando o enredo profundamente simbólico.

Com imagens que destacam o contexto regional e a vivência da fé nas comunidades locais, o filme transmite uma mensagem de esperança e compromisso com a missão cristã. Sua estreia ocorreu na abertura da Assembleia Quadrienal, emocionando o público presente, e agora sua repercussão alcança ainda mais pessoas por meio do reconhecimento no III Cine RO.

Se você ainda não assistiu ao filme, aproveite para conferir a produção.

Sobre o festival

O Festival de Cinema de Rondônia nasceu com a proposta de valorizar o cinema independente e democratizar o acesso à produção audiovisual. Em sua terceira edição, o evento reuniu filmes nacionais e internacionais em mostras competitivas e paralelas.

Além das exibições, o Cine RO promove debates, oficinas, encontros e premiações em diferentes categorias, consolidando-se como um dos principais espaços de incentivo e fortalecimento do audiovisual na região Norte.

Sabrina Bandeira, diretora de programação do evento, explica que "o Festival de Cinema de Rondônia fortalece a cultura e o audiovisual no Norte ao dar visibilidade às produções locais, promover encontros formativos e aproximar o público de obras nacionais e internacionais que dificilmente chegariam ao estado. Ele ajuda a consolidar uma identidade cinematográfica amazônica e conecta Rondônia a redes maiores de circulação cultural."

Sobre o voto do júri popular, ela acrescenta que "ele tem relevância porque aproxima o espectador do processo de avaliação, permitindo que o público se reconheça como parte ativa do festival. Ele dá legitimidade, amplia o engajamento e mostra aos realizadores como seus filmes dialogam diretamente com quem assiste", expõe.

Leia também:

Um marco para a missão e a cultura

Débora Knupp atuou no curta como preparadora de elenco, assistente de produção e na direção de arte. Ela descreve a experiência como transformadora e relata que "participar dessa gravação foi inspirador, porque todo comunicador sonha em trabalhar em algo que marque não apenas a sua história, mas também a de outras pessoas. Por meio desse projeto, pude realizar pequenos sonhos, desenvolver habilidades e, acima de tudo, contribuir para algo que alcançou vidas."

Sobre a conquista, ela destaca o sentimento de união: "Recebi mensagens de várias partes do Brasil, de pessoas que votaram sem que eu tivesse pedido, mas que de alguma forma foram alcançadas. Isso aqueceu meu coração. Nós não somos apenas uma igreja... somos uma família, um só povo."

A vitória no Júri Popular reafirma a força das histórias que nascem em Rondônia e alcançam diferentes públicos, ao mesmo tempo em que celebra o compromisso da ASuR em semear esperança e colher vidas transformadas. O resultado mostra que produções independentes, quando feitas com dedicação e propósito, podem emocionar, inspirar e conquistar reconhecimento em eventos culturais de grande relevância.