Projeto um.oito desafia adolescentes a viverem a missão
O Projeto missionário para adolescente um.oito, chegou a fase “Confins da Terra” incentivando adolescentes a se tornarem verdadeiros missionários.
Durante todo o mês de julho, adolescentes adventistas de Brasília e Entorno participaram da Fase 5 do projeto um.oito, denominada Confins da Terra. A iniciativa ofereceu a oportunidade de sair da rotina, desafiado os adolescentes a atenderem ao chamado de Deus e se tornarem missionários.

Vivendo a Missão
Felipe Oliveira, professor da Classe de Adolescentes na igreja de Mansões Odisseia, relata que 80% dos adolescentes estão participando da Missão Calebe. “É uma resposta ao chamado de ‘ir aonde Deus mandar’. Eles atuam ensinando sobre a bíblia, visitando pessoas e orando com elas”, explica.
Para Felipe, o projeto não apenas possibilita descobertas bíblicas, mas desperta a vontade de conhecer e compartilhar a Palavra de Deus: “Uma adolescente se encantou pelo estudo bíblico de Daniel, e veio toda empolgada, cheia de perguntas e queria muito saber mais, e me falou que vai compartilhar o que aprendeu com outras pessoas”.
Ana Júlia Nunes, de 13 anos, também participa do Projeto na igreja de Mansões Odisseia. Ela conta que o um.oito a ajudou a percebeu a importância de pequenas atitudes em casa, casa como lavar a louça após as refeições. Mas, sobretudo, aprendeu que “temos a responsabilidade de levar o evangelho a todos os povos, língua e nação”.
Marcilene Cavalcante, coordenadora e professora dos adolescentes na Igreja Adventista em Novo Oriente, destaca o desenvolvimento espiritual de adolescentes como Emanuel: “Ele é o mais novo da ‘turma’. Participar da Classe de Adolescentes na Escola sabatina, do Clube de Desbravadores e da Comunidade Discipuladora é algo que traz grande alegria para ele. Sempre fala do amor de Deus para o seu melhor amigo Kauê, que não é adventista. Mesmo sendo mais reservado e observador, consegue falar do amor de Deus de forma surpreendente. Ele verdadeiramente quer que seu amigo tenha um encontro com Cristo”.
Para Marcilene, “ser missionário ter uma vontade genuína de ver Jesus voltar e contribuir para isso, compartilhando palavras que consolam e trazem alívio, demostrando o amor de Cristo para as pessoas”.
Josianne Tavares, distrital e coordenadora do Ministério dos Adolescentes na Igreja Adventista Ponte Alta Sede, destaca o comprometimento dos adolescentes: “Eles estão realizando as atividades propostas pelo planner com muito afinco, cumprindo todos os desafios da semana. Já realizaram ações sociais como doação de cestas básicas, limpeza do quintal do vizinho e até colheram limões para um idoso que não conseguia alcançar os frutos. Está sendo lindo de ver!”
Ela acrescenta que os adolescentes também estão se engajando em atividades missionárias: “Escreveram cartas com testemunhos pessoais e entregaram aos vizinhos. Cartinhas feitas com muito carinho. Alguns estão dando estudos bíblicos para amigos. É inspirador ver o quanto estão envolvidos e comprometidos com a missão!”
Josianne também compartilhou a transformação que vê nos adolescentes: “Sempre incentivo os adolescentes a contarem tudo a Jesus, com seus sentimentos e dificuldades. Essa prática teve um grande impacto na vida da Duda. A mudança foi tão visível que sua mãe nos procurou para agradecer - emocionada, contou como a filha estava diferente. Foi lindo ouvir a própria Duda dizer que agora conversa com Jesus”.
Ela ressalta ainda a importância dos desafios propostos pelo planner para fortalecer o relacionamento com Deus: “Eles precisavam montar um sermão sozinhos. Isso os ajudou a desenvolver autonomia espiritual, aprendendo que, embora possam pedir ajuda, o relacionamento com Deus é pessoal. A Belinha escolheu pregar sobre a confiança em Deus, e foi emocionante. Muitas pessoas na igreja choraram. Ela finalizou o sermão com um testemunho: contou que estava no dentista, com muito medo e dor, quando Jesus a fez lembrar de uma música que dizia que Deus estava cuidando dela. Ela começou a cantarolar ali mesmo, e nem percebeu quando o dentista terminou com sucesso a extração de três dentes. Ela estava em paz”.
Josianne resume: “Ver nossos adolescentes vivendo experiências tão reais com Deus aquece o coração. Isso os motiva ainda mais a serem missionários, porque sua fé já não é teórica - ela é vivida, sentida e compartilhada”.
Maria Eduarda Vasconcelos participa do projeto e compartilhou como tem sido a sua experiência: “Comprei itens com meu próprio dinheiro para montar uma cesta básica e entregá-la a uma pessoa necessitada. Também dei um estudo bíblico. Falar de Jesus, mostrar como Ele cuida de nós e ajudar quem precisa me faz sentir uma verdadeira missionária. Muitas pessoas ainda não conhecem Jesus. Às vezes, só precisam de um livro, uma oração, uma pessoa que fale com elas, para que comecem a amar Jesus”.
Assim, o projeto um.oito tem proporcionado vivências transformadoras para os adolescentes adventistas de Brasília e Entorno, despertando a vontade de viver a missão e compartilhar o amor de Deus.
