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Projeto da ADRA livra funcionário público das drogas

Marcos Roberto Pinto encontrou na comunidade terapêutica Pró-Vida a ajuda necessária para abandonar o uso de drogas.

26 de junho de 2014
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Marcos Roberto, ao centro, na companhia do diretor regional da ADRA na Bahia, Luiz Fernando e da coordenadora do Pró-Vida, Vasti Rainer

Brasília, DF… [ASN] No ano de 1987, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 26 de junho como o Dia Internacional de Combate ao Tráfico e Uso de Drogas. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado em 2013 pela instituição, o número de dependentes químicos cresceu no Brasil. O consumo de cocaína, por exemplo, atingiu cerca de 3,3 milhões de habitantes em 2011. Procurando diminuir estes números, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) criou o projeto Pró-Vida, que funciona na cidade de Cachoeira, na Bahia, e que já beneficiou aproximadamente 800 pessoas.

A história do funcionário público Marcos Roberto Pinto é o exemplo de alguém beneficiado pela iniciativa. Por meio da influência de amigos, ele foi apresentado às drogas quando ainda era jovem. Seus primeiros vícios foram o fumo e o álcool. Em pouco tempo, tornou-se um usuário de drogas, aprofundando cada vez mais o consumo de maconha e cocaína. Casou-se e constituiu uma família, mas seu salário era quase sempre voltado à sua dependência. “Eu recebi um salário de um mês de trabalho e comprei uma lata de leite Nan. Foi a única coisa que comprei para minha família com quase dois mil reais”, contabiliza.

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Preocupada com a situação do filho, Irailde Corrêa o convidou para morar em sua casa. Pela influência de sua mãe, Marcos realizou quatro tratamentos para deixar o vício, mas nenhum teve resultado. “O meu fundo do poço foi chegar aos 57 quilos por ser usuário de crack. Pensei que ia morrer”, avalia.

Luz no fim do túnel

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Palestras sobre cuidados de higiene, saúde, família e relacionamentos fazem parte das atividades semanais, além de aulas de espanhol e inglês

A mudança de vida ocorreu quando surgiu a oportunidade de realizar o tratamento no Pró-Vida. Por meio do trabalho no campo, relacionamento e atividades espirituais, sua saúde foi reestabelecida. “Senti que algo estava acontecendo porque não senti abstinência, senti alegria”, relata.  Hoje, o ex-viciado se vê livre das drogas, é um bom esposo e um pai responsável.  Quando é convidado para dar palestras, compartilha sua experiência de vida com jovens e adultos.

No ambiente da comunidade terapêutica Pró-Vida, os usuários têm a oportunidade de realizar atividades de laborterapia, na qual dedicam tempo para cuidar do campo e cultivar alimentos que serão consumidos no próprio local. Também entram em contato com pessoas preparadas para auxiliá-los em suas necessidades psicológicas, físicas e emocionais.

Outros projetos na área de recuperação de dependentes químicos também são mantidos pela ADRA. O Vidas Transformando Vidas, localizado em Campo Grande, no Rio de Janeiro, já beneficiou aproximadamente 140 pessoas.  O projeto Comunidade Terapêutica Pedra Fundamental, em Juiz de Fora, Minas Gerais, já possui a estrutura necessária para receber 30 indivíduos, mas ainda não está funcionando, pois faltam recursos para a sua manutenção.

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A ADRA já ajudou muitas pessoas a se recuperarem do vício, mas deseja ajudar muito mais. Para saber mais informações e fazer parte da iniciativa por meio de doações, acesse: http://adra.org.br/projetos-bahia/pro-vida-comunidade-terapeutica/ [Equipe ASN, Jéssica Fontella e Bárbara Oliveira]

Conheça mais detalhes sobre a vida de Marcos Roberto Pinto no vídeo abaixo.

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