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Produtores rurais do Vale do São Francisco transformam comunidades pela Missão Calebe

4 de fevereiro de 2015
Dupla de Calebes caminham ao lado de dutos da transposição do Rio São Francisco

Dupla de Calebes caminham ao lado de dutos da transposição do Rio São Francisco

Juazeiro, BA …[ASN] Em meio a crise de água no país, produtores rurais participam da Missão Calebe em comunidades drenadas pelo rio São Francisco e seus afluentes. O São Francisco é um dos principais cursos de água do Brasil, atravessando cinco estados e mais de 520 municípios. Nessas comunidades do Vale do São Francisco, os agricultores observam com desconfiança o projeto de transposição do “Velho Chico”, que pretende desviar parte das águas para abastecer, teoricamente, os municípios da região do semiárido. O projeto está orçado em R$ 8,5 bilhões. Alheio a polêmica, os jovens agricultores da Missão Calebe concentram a atenção apenas no esforço de evangelização do vale.

O produtor rural Messias dos Santos, morador de Maniçoba, povoado de Juazeiro, BA, a 502 km de Salvador, é líder de uma das equipes que evangelizam o Vale do São Francisco. A inserção de Messias na Missão Calebe aconteceu de forma inusitada. No dia de seu casamento, em 15 de novembro de 2007, ele recebeu de presente uma edição especial da Bíblia com o logotipo calebe. A responsável foi uma jovem missionária que o desafiou a participar da campanha. Não durou muito tempo até o agricultor se envolver com os missionários e passar a liderar equipes. “A emoção que eu senti quando vi as pessoas aceitando experimentar uma nova vida, com espaço para Jesus, é algo que não dá para descrever”, disse. No município de Juazeiro, a motivação dos calebes espalha os jovens pelas ruas e áreas rurais de uma cidade que soube usar o Rio São Francisco para fortalecer a agricultura de irrigação, base da economia local e sustento de muitas famílias cujos filhos, no período das férias, saem das áreas de cultivo para visitar casas e falar sobre Jesus. “Eu sonho com a volta de Jesus. Eu sou Calebe, e vou até o fim”, afirmou Messias.

A atuação evangelizadora dos calebes gerou situações improváveis. Em Vila São Franciso, zona rural de Juazeiro, os voluntários improvisaram um salão feito com palha de coqueiros para servir como ponto de pregação. “As palhoças são uma alternativa para a evangelização. Acabam sendo bem confortáveis, considerando o clima quente daqui”, disse o produtor rural Raimundo Ivan, 28 anos, que liderou 15 jovens missionários na localidade. A cada ano, o salão é montado, da mesma forma, no mesmo local. Os calebes saíram nessa comunidade rural onde vivem cerca de 500 famílias, pregando, de casa em casa. Com o tempo, assistiram uma transformação radical que só o Evangelho pode proporcionar. Um grupo de jovens que vendia drogas na comunidade se dispersou. O único bar que havia fechou, na medida em que os antigos clientes se convertiam à mensagem de Jesus. Passeando pelo povoado, o que se observa são famílias fazendo afazeres domésticos enquanto canções de temática cristã ecoam pelas casas.

 

Calebes improvisam ponto de pregação feito com palhas de coqueiro.

Calebes improvisam ponto de pregação feito com palhas de coqueiro.

“Deus tem levantado uma nova geração de jovens disposta a evangelizar com a coragem e a compaixão, sentimentos necessários para gerar transformação na vida de muitas pessoas”, disse o pastor Herbert Cleber, líder do Ministério Jovem para Bahia e Sergipe e coordenador da campanha na região. O pastor Geovani Queiroz, presidente da União Leste Brasileira – sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia para os estados da Bahia e de Sergipe –, visitou equipes de calebes em várias cidades, e ficou emocionado com a disposição da juventude. “Sinto que Deus está formando garotos e garotas com disposição para pregar o Evangelho e amar a cada dia a volta de Jesus”, disse, durante uma cerimônia de batismo. (Equipe ASN, Heron Santana)

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