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Primeiro congresso universitário de Santarém trata sobre Criacionismo

9 de junho de 2014
Cerca de setenta por cento dos inscritos não são adventistas

Cerca de setenta por cento dos inscritos não são adventistas

Santarém, PA… [ASN] Nesta sexta e sábado, 06 e 07 de junho, aconteceu o primeiro congresso universitário da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), de Santarém (PA), com o tema “Teoria da evolução: única alternativa?”. O programa contou com a presença dos palestrantes Wellington Silva, doutor em genética humana, e do professor Henilson Erthal, formado em Biologia e diretor de Educação e Lar e Família no oeste do Pará.

As palestras buscaram apresentar evidências de um planejamento inteligente e as implicações do evolucionismo teísta para a IASD. “Temos que ser cautelosos, pois não podemos aceitar essa teoria sem abrir mão de alguns pilares da nossa fundamentação teológica”, afirma Silva.

O professor Henilson Erthal aproveitou o congresso para ressaltar a esperança. “Quando temos um pensamento evolucionista, não podemos esperar nada mais além desta vida. Crendo que Deus nos criou sabemos que temos um Pai capaz de entregar Seu próprio Filho para nos reintegrar à condição de viventes para toda a eternidade”, analisa o professor que se graduou em uma universidade secular. Segundo Erthal, os desafios à Bíblia eram muito duros. Porém garante que sua fé nunca foi abalada.

A programação aconteceu nos auditórios da Universidade Federal do Oeste do Pará. Foram quase 280 inscritos, sendo que, pelo menos, 70% não são adventistas. Raiane Pereira Abreu faz parte desta maioria. A estudante de agronomia foi convidada por uma amiga que também não é membro da IASD. Raiane precisava de horas extracurriculares, por isso aceitou ir. Porém as palestras também lhe proporcionaram momentos de reflexão. “Não frequento nenhuma igreja, mas acredito Deus. Os palestrantes mostraram que é possível ter fé e ser bem-sucedido academicamente”, diz.

O historiador Levi Freitas é adventista e professor universitário. Freitas acredita que eventos como esse provam que a fé também é racional. “Deveriam haver mais congressos deste tipo, pois é importante falarmos sobre a Bíblia, a história da igreja, mas também vale fazer o jovem adventista racionalizar e pensar academicamente”, acredita.

Santarém também é conhecida por ser uma cidade universitária. O município abriga sete instituições incluindo universidades públicas. Segundo o pastor Laurentino Andrade, diretor dos jovens adventistas no oeste do Pará, este foi um dos motivos para a idealização do evento. “Nossos estudantes são constantemente confrontados em sua fé dentro destes ambientes. Encontros, como esse, fornecem subsídios para que se defendam dos ataques secularistas”, diz o pastor. Porém, Andrade admite que o grande objetivo é levar mais pessoas a conhecerem Jesus. “Precisamos nos aproximar de universitários não-adventistas no campo em que eles vivem: a ciência”, explica. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]

 

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