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Pesquisa aponta principais avanços e desafios da Igreja no Noroeste

Estudo foi apresentado para líderes da Igreja na região e ajudou a formular novas estratégias de trabalho para os próximos anos


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Ceca de 80 líderes de departamentos e administradores da Igreja no Noroeste participam de concílio de planejamento para 2027. Foto: Ângelo Carvalho

Uma pesquisa realizada entre 44 pastores de igrejas e 38 pastores, líderes de departamentos, na região Noroeste do Brasil (UNoB), revelou pontos de atenção e estratégias que estão funcionando e contribuindo para a pregação do evangelho na região.

A pesquisa teve o objetivo de avaliar como o Planejamento Estratégico tem auxiliado no trabalho dos pastores nas igrejas locais. O resultado foi apresentado durante o Concílio de Administradores e Departamentais (CADE) da Igreja nos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, que aconteceu em Manaus, entre os dias 17 e 21 de agosto.

Leia também: Planejamento estratégico adventista deve chegar à igreja local

Dados que chamam atenção

Dentre os dados coletados na pesquisa, alguns números chamam atenção: 88,9% dos pastores distritais avaliam sua compreensão do Planejamento Estratégico como alta ou muito alta; 91,1% afirmam que o planejamento influencia sempre ou frequentemente as decisões do distrito; 68,9% dos distritos afirmam estar nas etapas de execução ou consolidação do planejamento (dentro desse grupo, 62,2% estão em execução e 6,7% em consolidação).

Esses dados mostram que o planejamento está sendo executado e tem influenciado positivamente para o crescimento das igrejas. Contudo, foi observado um ponto de alerta: 60% dos distritais destacam o excesso de programas e eventos como principal obstáculo para a execução da estratégia estabelecida pela igreja. Eles apontam ainda a simplificação do calendário como uma possível solução para este problema.

Com as conclusões obtidas no estudo, foi possível avaliar durante o evento, como as ações da igreja nesta região têm caminhado em direção à visão e valores da instituição, bem como em direção às quatro prioridades da Igreja Adventista na América do Sul: Identidade, Liderança, Novas Gerações e Discipulado.

Imagem utilizada em uma das palestras durante o evento ajuda a explicar o significado de cada prioridade. Foto: Arquivo Pessoal

O pastor Jomarson Dias, secretário executivo da Igreja Adventista no Norte do Maranhão foi o principal orador do evento. Ele reforçou em suas falas a importância do pastor, líder de departamento, caminhar ao lado do pastor distrital, ajudando-o a colocar em prática as prioridades, de acordo com a realidade local. "Cada igreja tem a sua particularidade. As soluções devem ser encontradas a partir do problema diagnosticado naquela comunidade. E a melhor pessoa para entender quais as principais necessidades daquelas pessoas, é o pastor distrital", salienta.

O pastor Jomarson Dias, foi o principal orador do evento e trouxe aos participantes uma nova visão sobre o papel do departamental. Foto: Ângelo Carvalho

Colocando em prática

Durante o evento, os líderes tiveram diversos momentos para debates em grupo. Eles se dividiram por áreas de atuação, por região e, ainda, pelos quatro temas das prioridades, para planejar ações para o próximo ano, com base no aprendizado. As estratégias de mudança também foram aplicadas por meio de um jogo, que trabalhou de forma lúdica os conhecimentos adquiridos na teoria.

Tabuleiro gigante foi usado para a execução de um jogo que abordou de forma lúdica o aprendizado do evento. Foto: Ângelo Carvalho

 
 
Para o pastor Fábio Lúcio Dias, presidente da igreja no Noroeste, o objetivo é que os pastores, líderes de cada departamento da igreja sejam articuladores da missão, formadores de líderes e integradores das prioridades estratégicas. "O CADE trabalhou explicitamente a redução do calendário, a integração entre áreas com metas convergentes e a construção de propostas conjuntas", explicou.

"Não se trata simplesmente de fazer menos, mas de fazer de forma mais integrada, intencional e alinhada à missão. Não se trata simplesmente de deixar de fazer eventos ou programas, mas de ressignificá-los para que tenhamos processos mais consistentes acontecendo. Entendemos que o Espírito Santo é o nosso guia em todo processo para que a Igreja siga avançando forte no cumprimento da Missão!", completou.