Pastores são desafiados a liderar com intencionalidade e fortalecer a comunhão nas igrejas
Segundo dia do concílio da Associação Rio Fluminense reforça a missão do pastor como mobilizador espiritual e apresenta temas como fidelidade, discipulado e comunhão diária

O segundo dia do concílio Na Trilha da Primavera, promovido pela Associação Rio Fluminense (ARF), reforçou a importância de uma espiritualidade diária, intencional e prática no contexto pastoral e familiar. Com ênfase no Projeto Maná, os participantes foram desafiados a liderar pelo exemplo, incentivando suas igrejas a assumirem o compromisso com o estudo diário da lição da Escola Sabatina em família.
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“Se o alimento físico é diário e nos faz falta, imagine o espiritual. Todo dia é dia de Maná”, destacou o pastor Patrick Rangel, líder do Ministério Pessoal e Escola Sabatina da ARF. Segundo ele, o projeto não é apenas uma campanha de assinatura, mas um movimento de comunhão que transforma a rotina espiritual dos lares adventistas.
Inspirado na experiência do povo de Israel no deserto, o Projeto Maná tem como objetivo formar o hábito do estudo da Bíblia, fortalecendo a fé e o discipulado. Estratégias como mobilização em igrejas locais, envolvimento de líderes, desafios entre Unidades de Ação e o Mutirão de Assinaturas no dia 17 de agosto fazem parte do plano para alcançar mais famílias.
“O Maná tem levado os lares a entenderem que Deus não pode ser apenas uma opção quando tudo falha — Ele precisa ser o primeiro refúgio sempre. Um lar que coloca Deus em primeiro lugar não é um lar sem dificuldades, mas um lar resiliente, confiante e onde o amor é a base de todas as relações”, completou Patrick.








Finanças com foco na eternidade
O dia também contou com a participação da Camila Moraes Russo, planejadora financeira, palestrante e escritora. Em sua palestra, ela apresentou princípios bíblicos que conectam espiritualidade, fidelidade e equilíbrio financeiro. “É importante que os pastores desenvolvam uma visão espiritual pelo simples motivo de que o nosso lar não é aqui. O plano material deve servir à missão, sem nunca se tornar um fim em si mesmo”, afirmou.
Camila destacou que alinhar vida financeira e propósito espiritual exige um processo diário de prioridade: buscar primeiro o Reino de Deus e submeter todas as decisões — inclusive as financeiras — ao senhorio de Cristo. “Quando colocamos a eternidade como alvo, percorremos a carreira da fé com os olhos no que o Senhor deseja. Se sujeitamos nossas finanças a Deus, teremos uma perspectiva equilibrada em relação ao dinheiro.”




Discipulado e comunhão
A parte devocional do dia foi conduzida pelo pastor Humberto Moura, que reforçou o papel da espiritualidade pastoral no discipulado. Com reflexões profundas, ele relembrou aos líderes que missão sem comunhão é apenas ativismo, e que o verdadeiro ministério nasce da intimidade com Deus.
“Não conseguimos realizar a obra do Senhor sem o Senhor da obra. A comunhão é a raiz de tudo na vida pastoral”, enfatizou Patrick ao comentar sobre a importância do tema.

Vivência no campo
Além das palestras e reflexões, os pastores participantes compartilharam suas experiências com os temas abordados. Para o pastor Sidney Reis, do distrito de Araruama, a missão exige planejamento e preparo: “Nossas atividades ministeriais são dinâmicas e exigem tempo. Mas quando olhamos para os desafios do crescimento, entendemos que estratégia e preparo são indispensáveis para cumprir a missão.”
Outro participante destacou que formações como essa ajudam a ampliar a visão e a fortalecer a liderança local: “Esse tipo de formação nos ajuda a planejar melhor e a atuar com mais intencionalidade junto à igreja e à liderança local.”