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Passeata leva mensagem de inclusão e respeito às diferenças em Teresópolis

Ação conjunta de igrejas adventistas da região promoveu conscientização sobre a Síndrome de Down


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Adventistas durante mobilização sobre o Dia Mundial da Síndrome de Down. (Foto: arquivo pessoal)

No dia 21 de março, data que marca o Dia Mundial da Síndrome de Down, cerca de 80 pessoas participaram de uma passeata de conscientização no bairro da Várzea, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

A mobilização também coincidiu com o Dia Mundial do Jovem Adventista e teve como objetivo incentivar a sociedade a olhar com mais empatia para as diferenças e reforçar a importância da inclusão.

A iniciativa foi organizada pelos jovens adventistas de Teresópolis em parceria com a Rádio Novo Tempo e contou com o apoio das igrejas Adventistas da região.

A ação também recebeu suporte da Guarda Civil Municipal de Teresópolis, da Segurança Presente, do trenzinho Big Magic Trem, além dos departamentos da Igreja como Mulher, Clube de Desbravadores, Aventureiros e Ministério das Possiblidades.

Mobilização nas ruas

A mobilização buscou ampliar esse olhar, mostrando que cada pessoa possui características únicas e que a inclusão começa com empatia, respeito e oportunidades. (Foto: arquivo pessoal)

Durante a caminhada pelas ruas da Várzea, participantes levaram cartazes produzidos pelos desbravadores e distribuíram panfletos informativos à população.

O material apresentava informações sobre a Síndrome de Down e também destacava o trabalho de inclusão desenvolvido pelos clubes de Desbravadores e Aventureiros.

Para ampliar o alcance da mensagem, os organizadores contaram com o apoio de um trenzinho turístico da cidade. O veículo foi utilizado como carro de som para divulgar mensagens de conscientização ao longo do trajeto.

Os organizadores explicaram que a proposta era provocar reflexão na comunidade e reforçar que a igreja busca acolher todas as pessoas. Também houve uma roda de conversa após a passeata, reunindo pais de crianças com deficiência para troca de experiências e apoio mútuo.

A organização enfatizou ainda que o objetivo foi mostrar que as famílias atípicas não estão sozinhas e que a igreja deseja caminhar ao lado delas.

A história do Lucas Marques

Lucas ao centro da foto durante participação no Campori de Desbravadores. (Foto: arquivo pessoal)

Entre os participantes da passeata estava Lucas Marques, de 19 anos, integrante do Clube de Desbravadores Águia Serrana. Lucas é uma pessoa com deficiência, tem Síndrome de Down e é não verbal. Mesmo assim, sua participação no clube se tornou um exemplo de inclusão e pertencimento, demonstrando que as limitações não impedem o envolvimento ativo nas atividades e na convivência com os demais desbravadores.

Lucas participa do clube há seis anos. Ele entrou aos 13 e, atualmente, faz parte da diretoria. Mesmo sem se comunicar por meio da fala, demonstra entusiasmo ao vestir o uniforme e o lenço dos desbravadores, algo que, segundo os colegas, ele faz com grande orgulho.

Para a mãe de Lucas, Andréia Lima, a experiência do filho no clube representa mais do que participação em atividades. Representa pertencimento.

“Meu coração transborda de gratidão a Deus e ao clube Águia Serrana. Desde o primeiro momento em que meus filhos chegaram, todos os desbravadores e a diretoria ofereceram um abraço e um acolhimento extraordinário. O Lucas vive no clube a verdadeira inclusão, porque só existe inclusão quando existe pertencimento. E ele se sente totalmente parte”, relatou a mãe do jovem emocionada.

Ela destaca ainda o cuidado e a atenção dos integrantes do clube com o filho. “Eles lembram do lanche dele, do pão de queijo, do sorvete de creme. Não esquecem do que ele gosta. Isso é inclusão de verdade”, acrescentou.

Inclusão e conscientização

Para os organizadores, ações como a passeata ajudam a combater preconceitos ainda presentes na sociedade e reforçam que pessoas com Síndrome de Down podem desenvolver habilidades e participar ativamente da comunidade.