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Passeata contra violência digital mobilizará milhares na Avenida Paulista

Ação do projeto Quebrando o Silêncio reforçará a conscientização e a denúncia contra crimes virtuais no dia 23 de agosto.


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Em 2024, passeata reuniu cerca de 20 mil pessoas na Av. Paulista (Foto: Adilson Alves).

No sábado, dia 23 de agosto, a Avenida Paulista será palco de mais uma edição da passeata do Quebrando o Silêncio, iniciativa anual da Igreja Adventista do Sétimo Dia que, em 2025, chega à quarta edição no estado de São Paulo. Após reunir cerca de 20 mil participantes no ano passado, a expectativa é novamente mobilizar milhares de pessoas para alertar sobre os perigos da violência digital, tema central da campanha neste ano e que tem ganhado mais visibilidade nas plataformas digitais nos últimos dias.

Com concentração a partir das 14h30 em frente ao vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo), a manifestação seguirá por quase um quilômetro até em frente ao prédio da TV Gazeta. Durante o trajeto, haverá distribuição de revistas, folders e materiais informativos e a participação de pelotões, como fanfarras de Desbravadores, Aventureiros e mensagens de conscientização ao público.

Um clamor contra o silêncio

A diretora do Ministério da Mulher da Igreja Adventista para o estado de São Paulo e idealizadora da passeata, Telma Brenha, explica a importância de levar o tema às ruas. “Mais uma vez, o projeto Quebrando o Silêncio vem levantar um tema polêmico e pouco falado. A violência digital afeta e agride, causando danos emocionais e até físicos. Por detrás das telas, há pessoas sofrendo, e precisamos dizer que isso é crime e que deve ser denunciado. Queremos que as vítimas saibam para onde ligar, a quem recorrer e que existe proteção para os vulneráveis”.

Telma Brenha (primeira da foto) é a organizadora das quatro edições da passeata (Foto: Adilson Alves).

Alerta para autoridades

Para a psicóloga Glaucyã Rodrigues, a ação na Paulista vai além da mobilização popular. “Uma passeata contra a violência digital tem um alcance ainda maior, pois combina impacto visual e sonoro com informação qualificada. Além de conscientizar a população, essa iniciativa envia um recado direto aos representantes políticos das cidades, incentivando-os a aplicar com rigor as leis já existentes.”

Perigos invisíveis

O tema deste ano reflete uma preocupação crescente. Segundo a empresa de segurança Kaspersky, 52% dos latino-americanos já sofreram algum tipo de violência virtual, como cyberbullying, divulgação não autorizada de informações, aliciamento de menores e pornografia de vingança.

No Brasil, a média de uso diário das redes sociais chega a 9 horas, o que aumenta a exposição a riscos como perfis falsos, golpes financeiros e desafios perigosos. Crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas: uma em cada oito já sofreu violência sexual on-line, segundo a Childlight Global Child Safety Institute, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido.

Uma em cada oito crianças e adolescentes já sofreu violência sexual on-line (Foto: Adilson Alves).

Lei em SP

O Quebrando o Silêncio está no calendário oficial do estado de São Paulo pela Lei 17.186/2019 e acontece simultaneamente em outros sete países da América do Sul. Neste ano, a passeata reforça que o silêncio não é opção e que todos podem agir para tornar o ambiente digital mais seguro.

Além da passeata, milhares de ações serão realizadas em todo o estado paulista nesse dia, promovidos pela Igreja Adventista. O projeto acontece ao longo de todo o ano, mas o dia de ênfase, com ações sociais e participação mais efetiva dos membros, acontece sempre no quarto sábado do mês de agosto.

O projeto

O projeto "Quebrando o Silêncio" foi criado em 2002 pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele se dedica a combater e prevenir diversas formas de abuso e violência, com foco especial em violência doméstica, abuso sexual e exploração infantil, e se estende a oito países da América do Sul. Nesta quarta edição da passeata na Av. Paulista, o evento já abordou violência psicológica (2022), violência obstétrica (2023) e violência sexual infantil (2024).

Para mais informações, acesse: quebrandoosilencio.org.

Clubes de Desbravadores (10 a 15 anos) e Aventureiros (6 a 9 anos) também participam da ação (Foto: Adilson Alves).