Novo barco Luzeiro reforça a atuação missionária do Instituto de Missões Noroeste
Evento incluiu a formatura de 20 alunos da Escola de Imersão Transcultural, preparados para servir em diferentes países no próximo ano

Nesta quinta-feira, 26, o Instituto de Missões Noroeste (IMN) inaugurou a Luzeiro XXXII, barco que dará continuidade ao trabalho que tem sido realizado há 94 anos, de levar luz e esperança para comunidades ribeirinhas do Amazonas.
O novo barco possui capacidade para 30 pessoas pernoitarem em redes, e pode navegar com até 80 passageiros. Diferente das últimas embarcações do projeto, a aquisição ganha destaque por possibilitar viagens de grupos missionários. O barco anterior, Luzeiro XXX, tinha capacidade apenas para uma pequena equipe, por isso, era necessário alugar barcos para o transporte dos missionários, o que aumentava o custo das missões. “Muita gente ouve falar da Luzeiro e sonha em fazer uma missão nela. Agora isso será possível. É uma grande conquista para o Instituto de Missões”, comemorou o pastor Reno Guerra, diretor do IMN.
Outro diferencial desta embarcação é que ela foi pintada e reformada pelos próprios voluntários do Instituto de Missões. Durante 30 dias eles se revezaram e concluíram o trabalho. “Foi uma honra participar ativamente da pintura. Enquanto eu pintava, pensava em todos os lugares que esse barco chegaria e, de certa forma, eu estava fazendo parte daquilo. Foi emocionante”, contou Driele Gomes, uma das voluntárias.
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A cerimônia de inauguração contou com a presença dos administradores das Igreja Adventista para quatro estados do Noroeste do Brasil: Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas. O presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região, pastor Fábio Lúcio Dias, juntamente com o vice-presidente da Divisão Sul-Americana, sede administrativa sul-americana da denominação, pastor Douglas Menslin, seguraram o banner da inauguração, fazendo o corte simbólico da faixa.

“Esse barco é um grande símbolo da missão nessa região. O recado que a gente deixa é que a missão está viva na União Noroeste Brasileira e há ainda muito espaço para receber, capacitar e enviar voluntários”, encoraja o pastor Fábio Lúcio Dias.
Para fazer uma missão de curta duração na Luzeiro XXXII, basta montar um grupo que tenha entre 25 e 30 pessoas e entrar em contato com o Instituto de Missões Noroeste. A logística de transporte, alimentação e estadia é completamente organizada pelo instituto. Os voluntários se responsabilizam apenas pelos recursos financeiros.
Formatura Escola de Imersão Transcultural

Outra cerimônia que marcou o dia de festa foi a formatura de 20 alunos da Escola de Imersão Transcultural do Instituto de Missões Noroeste. O grupo estudou durante os últimos 10 meses sobre idiomas, culturas e evangelismo fora do Brasil, além de participarem das incursões realizadas pelo instituto em comunidades ribeirinhas.
Dos 20 formandos, 18 já estão com o chamado encaminhado para outros países ao redor do mundo. Este é o quarto ano da Escola de Missão Transcultural e 46 alunos já foram formados desde então. O pastor Douglas Menslin reforçou a importância da capacitação de missionários para atuarem em lugares de difícil acesso pra cristãos. “No início do adventismo aqui na América do Sul, nós recebemos cerca de 80 missionários de várias partes do mundo. Agora é o nosso momento de retribuir. Mas, para retribuir, temos que formar missionários e por isso a importância dessa escola. Estamos muito felizes com esse resultado”.

Carlos Julio Santana pausou a faculdade de Direito e veio para o Amazonas como vendedor de livros. Aqui conheceu o Instituto de Missões e sentiu o chamado de Deus para entrar na Escola de Imersão Transcultural. Para o próximo ano, vai servir como professor de Música na Tanzânia. "Eu só peço capacitação a Deus para executar o trabalho. Sei que será um grande desafio, mas Deus vai operar grandes milagres", disse, confiante.
A professora Caroline Pimentel foi uma das formandas que também está com as malas prontas. No próximo ano, dará aulas de português no Egito. "Eu achei que chegaria aqui e aprenderia o inglês. Mas foi muito mais do que eu esperava: a gente aprende a cozinhar, trabalhar no campo missionário, lidar com pessoas - o que é essencial para uma missão. Eu vou levar para a vida a experiência que eu vivi aqui", ressalta.
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