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Adventistas na Nicarágua suprem necessidades de 60 famílias e dão estudos bíblicos

“Cerca de ti” envolve membros da Igreja para fazer visitas a famílias da comunidade.

1 de agosto de 2018

Por Mariela Espejo

Membros da Igreja Adventista em Chinandega, Nicarágua.

Diante da crise que enfrenta o país centro-americano, a Igreja Adventista do Sétimo Dia se movimenta para atender as necessidades das famílias na cidade de Chinandega, que fica a 134 quilômetros da capital, Manágua.  O projeto Cerca de ti iniciou no mês de junho e tem como objetivo visitar as casas vizinhas para orar pelas pessoas. Atualmente, 20 famílias recebem estudos bíblicos na cidade.

Um grupo de mulheres, liderado por Tania Torres, esposa de um pastor distrital, iniciou o projeto na comunidade de La Línea. No primeiro sábado de visitação, cinco famílias pediram estudos bíblicos. “Ao chegar, vimos uma necessidade não só econômica, senão também espiritual”, comenta Tania. Uma semana depois, o número de famílias interessadas dobrou. Agora, os estudos bíblicos são administrados por 12 duplas missionárias e a Igreja local tem apoiado a iniciativa com doações de roupa e comida. A ajuda tem beneficiado um total de 60 famílias.

Família da comunidade no momento do estudo bíblico.

O programa Cerca de ti se originou na Venezuela como uma forma de levar esperança para as pessoas. Segundo Wilfredo Ruiz, presidente da Igreja Adventista para os países de Nicarágua e Costa Rica, a ideia era apta para ser implementada no território nicaraguense. “A situação do país é de tal risco que não podemos fazer programações massivas ou divulgar nossos serviços”, afirma ele.  Por isso, os membros da Igreja são orientados para tomar as devidas precauções.

A líder do Ministério de Mulher da Igreja Adventista para a região vê o projeto de oração como uma forma possível de atender as necessidades do próximo no momento que o país vive. “A iniciativa também envolve jovens e evangelistas e é uma aceitação positiva nas comunidades”, indica Gloria de Ruiz.

Maria Montiel é pediatra no Hospital Infantil La Mascota, na capital do país. Ela tem encontrado na oração um refúgio em meio à insegurança. “Algo positivo desta situação que estamos vivendo é que todos nós, nicaraguenses, estamos orando mais pela paz”, assinala Maria.

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