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Prática de exercícios físicos pode fortalecer os laços familiares

Odailson e Ellen Fonseca praticam ciclismo mountain bike há cerca de dois anos e compartilham os efeitos positivos do exercício na vida conjugal.

Por Jhenifer Costa 3 de junho de 2020

Apesar da rotina agitada do casal, pedalar se tornou uma prioridade. (Foto: Mateus Abegg)

Um casal que faz exercício junto permanece junto? Pelo menos é o que acreditam o pastor Odailson e a educadora Ellen Fonseca, casados há 20 anos e pais da pré-adolescente Thalissa. Odailson é diretor de Comunicação e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista no Estado de São Paulo e Ellen é professora do ensino fundamental no Colégio Adventista de Artur Nogueira, no interior do território paulista.

Desde o namoro, ambos mantêm uma rotina de exercícios e a convivência fez com que praticassem vários esportes juntos, como: corrida, tênis, bodyboard, patins e, atualmente, o ciclismo mountain bike, também chamado de pedal. Apesar da experiência em outras modalidades, foi o pedal que ganhou o coração do casal. O mountain bike é uma categoria do ciclismo que leva o esportista para as montanhas, por isso o nome em português “bicicleta da montanha”.

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Há pouco mais de dois anos, Odailson foi convidado por um amigo para pedalar. “Eu comecei sozinho, mas quando a Ellen percebeu o quanto o esporte estava me fazendo bem, decidiu pedalar comigo. Ela sempre topou tudo, então, estamos vivendo essa aventura juntos” comemora. O casal pedala de duas a três vezes por semana e, apesar da rotina agitada do dia a dia, a atividade é uma prioridade.

O exercício é uma contemplação constante da natureza. Inclusive, estes foram os momentos mais incríveis para o casal no pedal. “Vislumbramos o pôr do sol e paisagens lindas, e já fizemos cultos a Deus no meio de eucaliptos”, conta Odailson. Contudo, também já viveram experiências pra lá de intensas, como o cansaço físico extremo, quedas e fuga de cachorros.

Para eles, o pedal se tornou um hábito impossível de pausar. Por isso, quando viajam de férias com a filha, procuram bicicletas para pedalar. Apesar de ainda ser uma criança, Thalissa já pedala ocasionalmente com os pais. “A paixão por esportes é coisa de família”, brinca Odailson.

O ciclismo também costuma ser um esporte coletivo e solidário. Ocasionalmente, o casal pedala com amigos ou com grupos organizados por fiéis adventistas paulistas, como o Seven Bikers. Nessas aventuras, chegam a pedalar 30 quilômetros entre florestas e trilhas afastadas dos centros urbanos. Sozinhos, já chegaram a 65 quilômetros em um dia.

Efeitos positivos

São inúmeros os efeitos positivos do ciclismo na saúde de quem o pratica. O professor de educação física Juan Santos elenca os principais: fortalece a musculatura, melhora a saúde do coração e a respiração, reduz o estresse e ajuda no equilíbrio e concentração. Já para eles, os resultados do exercício vão ainda mais além.

Ellen explica que o pedal também é o momento ideal para conversar e refletir sobre a vida emocional, profissional e espiritual com o parceiro. “Quantas resoluções já tivemos na estrada, pedalando. Choramos e nos alegramos juntos entre uma trilha e outra. O pedal é o nosso momento”, complementa.

Para Odailson, a prática refletiu na melhora do condicionamento físico, o deixou mais alegre e disposto, melhorou seu sono e ansiedade, além de ter fortalecido a imunidade. Para Ellen, os efeitos foram os mesmos, mas com o diferencial do relaxamento e da terapia gratuita nos momentos difíceis da vida.

Como casal, os resultados são ainda mais visíveis, segundo o esposo. “Nossa família se tornou mais leve, feliz e ainda mais conectada. Eu e a Ellen temos ainda mais química, por exemplo”, acredita. Sobretudo no meio das trilhas, em cima de uma bicicleta, é impossível usar o celular, e o pastor assegura: “A gente se conecta apenas ao que é importante.”

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