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Feira realiza cadastro para doadores de medula óssea no Paraná

Em parceria com a Igreja Adventista, o evento já está na segunda edição e entrou para o calendário da prefeitura de Campo Largo

Por Letícia Alves 25 de novembro de 2019

No evento 300 pessoas se cadastraram no cadastro nacional de doadores de medula óssea (Foto: Media Center ACP)

Quem esteve no centro de Campo Largo, município situado na área metropolitana de Curitiba, no último sábado (23), pôde participar de uma feira de saúde que movimentou a cidade. A ação foi realizada pela parceria da Igreja Adventista do Sétimo Dia com a ONG Amigos do Eterno Juh e a Prefeitura de Campo Largo. Essa foi a segunda edição da Feira Saúde, Amor e Esperança. O evento se tornou tão importante na cidade paranaense que até entrou para o calendário da prefeitura.

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Quem passou pela praça Getúlio Vargas pôde medir a pressão arterial, receber mini palestras sobre nutrição, teste de glicemia, medição da porcentagem de gordura, teste da idade biológica e aconselhamento individual. Além disso, quem compareceu conseguiu conferir outros estandes da Secretária de Saúde da cidade. “Para nós campo-larguenses é uma alegria muito grande. Principalmente por um ato tão simples, que pode salvar uma vida”, comenta o Vice-Prefeito de Campo Largo, Maurício Rivabem.

Alguns testes foram disponibilizados para quem esteve no local. (Foto: Media Center ACP)

O evento ainda teve a presença de Clubes de Desbravadores, Ministério de Motociclistas Adventistas (AMM) e Seven Bikers. Mas, um dos focos principais do evento foi a presença do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) que cadastrou novos voluntários para doação de medula óssea. “Todos estamos juntos para tentar ajudar o próximo, trazer uma consciência sobre o cuidado com a nossa saúde e se preocupando com o próximo, levantando doadores de medula óssea”, afirma Leandro Weber, pastor adventista em Campo Largo.

Faz parte da equipe organizadora do evento uma família que já sentiu na pele a angústia de procurar um doador e não conseguir encontrá-lo. Aos 7 anos, o filho do casal Anderson e Raquel Paulart foi diagnosticado com um tipo de leucemia. Ele precisou de transplante de medula óssea com urgência, mas ninguém da família foi compatível e, mesmo depois de cinco anos no banco de medula óssea, seu doador nunca chegou. Anderson júnior faleceu em 2015. Mas a dor se transformou em forças e motivou o casal a ajudar outras pessoas.

“O nosso filho passou por muitas situações difíceis e nós vimos o sofrimento de muitas famílias também. Não teria o porquê de deixarmos isso acabar com a partida dele. Deus colocou essa missão nas nossas vidas”, desabafa Raquel. A família continua buscando mais doadores voluntários. “Quando a gente crê e confia nAquele que nos fortalece, Ele faz daquilo que parece um ponto final se tornar uma vírgula. Nós estamos aqui continuando nossa história”, completa Anderson.

Mais de quatro milhões de brasileiros estão inscritos no cadastro nacional de doadores de medula óssea. O número parece grande, mas não é, devido à grande variedade genética do povo brasileiro. “Hoje 850 pessoas estão aguardando um transplante e não tem um doador compatível, ” conta Jaqueline Morcelli, bióloga do Hemepar.

Como ser um doador?

Para ser um doador é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. Para doar é necessário ir a um hemocentro, preencher o cadastro e coletar uma amostra de sangue. Assim, se torna um candidato.

Quem aproveitou o evento para se inscrever no cadastro nacional, disse ter saído com a sensação de dever cumprido. “É muito gratificante poder ajudar ao próximo. Eu estou muito feliz,” comemorou o jovem Mateus Garret.

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