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Estudo sugere pele mais saudável de ovolactovegetarianos

Pesquisa com adventistas revela uma pele mais saudável da parte dos que possuem regime ovo-lacto vegetariano. Dados estão em fase de conclusão

26 de outubro de 2016
Rugas também parecem ser menos comuns na pele dos que possuem uma dieta ovo-lacto vegetariana.

Rugas também parecem ser menos comuns na pele dos que possuem uma dieta ovo-lacto vegetariana.

São Paulo, SP … [ASN] Dados preliminares de um estudo indicam que a pele de pessoas ovolactovegetarianas e vegetarianas estritas é mais saudável. A pesquisa deve concluir a análise completa do material coletado nos próximos meses, mas alguns indicadores chamam a atenção em relação a aspectos como aparecimento de manchas, rugas e mesmo hidratação da pele. A análise de informações médicas foi realizada com 1.158 adventistas, que originalmente fazem parte do banco de dados do Estudo Advento, uma iniciativa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O gerente científico da Natura, Leonardo de Paula, que organizou a pesquisa em parceria com a USP, explica que, no grupo avaliado, 37% são onívoros ou carnívoros, 46% são ovolactovegetarianos e 17% vegetarianos estritos. Foram verificados aspectos relacionados à hidratação, elasticidade, aparecimento de rugas e manchas na pele e realizadas entrevistas com os pacientes sobre diferentes fatores que poderiam afeta-los. Houve, inclusive, um cruzamento entre indicadores de saúde das pessoas e os indicadores analisados com respeito à pele.

Conclusões preliminares

O pesquisador informa que já é possível chegar a algumas conclusões preliminares. Verificou-se, por exemplo, que entre os ovo-lacto vegetarianos há menos aparecimento de manchas e incidência de rugas do que em relação aos vegetarianos estritos e onívoros. Também foi constatada uma condição melhor na medição de poros e texturas da pele entre os ovo-lacto vegetarianos. Esse grupo também apresentou uma pele mais hidratada e levemente mais oleosa também.

Outro dado já identificado pela pesquisa foi referente à avaliação de percepção de idade. Foi solicitado a dermatologistas que fizessem uma análise da idade aparente de vários pacientes, sem que eles soubessem a idade biológica dos mesmos. Foi observado nesse caso que, independentemente da faixa etária, a hidratação e elasticidade da pele foram centrais para o julgamento de uma aparência mais jovem do que a real, indicando, portanto, a importância do uso de hidratantes para a pele. Ainda neste estudo, a Natura fez a comparação entre o grupo de voluntários do Estudo Advento e um outro grupo de pessoas que vivem no meio rural, mas são, em sua maioria, onívoros e fazem parte de uma outra seleção. Enquanto apenas 9% do grupo do meio rural apresentou uma idade aparente menor do que a real, entre os pacientes do Estudo Advento esse índice ficou em 40% e demonstrou o impacto positivo na qualidade da pele devido ao cuidado próprio de forma mais abrangente. Os resultados finais ainda estão sendo tabulados e a previsão é, em 2017, ter, por exemplo, números mais precisos que demonstrarão, por exemplo, percentuais sobre cada um dos indicadores observados. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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